A diversidade de gênero deixou de ser apenas uma bandeira social e se tornou uma métrica de negócio observada por investidores, clientes e candidatos a vagas. Empresas que ainda tratam o tema como algo simbólico — restrito a uma campanha de marketing em datas comemorativas — estão perdendo competitividade frente às companhias que já transformaram a equidade de gênero em estratégia corporativa.
Neste conteúdo, você vai entender o que é diversidade de gênero nas empresas, por que ela impacta diretamente a lucratividade e a retenção de talentos, quais são os dados mais recentes sobre o tema no Brasil e no mundo, e como promover um debate saudável e produtivo sobre esse assunto dentro da sua organização — incluindo exemplos práticos de iniciativas que já funcionam, como as desenvolvidas pela Serasa Experian.
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O que é diversidade de gênero nas empresas?
Diversidade de gênero nas empresas é o princípio de garantir representação equilibrada e oportunidades justas para pessoas de diferentes identidades de gênero — mulheres, homens e pessoas não binárias — em todos os níveis hierárquicos, da base operacional até o conselho de administração. Não se trata apenas de contratar mais mulheres, mas de assegurar que elas tenham acesso real a promoções, salários equivalentes, cargos de liderança e espaço de fala nas decisões estratégicas.
Esse conceito está diretamente ligado às práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), que orientam companhias a estruturar políticas capazes de reduzir desigualdades históricas no ambiente corporativo. Uma empresa que pratica diversidade de gênero não apenas admite pessoas de diferentes perfis, mas também constrói uma cultura organizacional e um ambiente de trabalho inclusivo que sustentam essa equidade no dia a dia, e não apenas em documentos institucionais.
É importante destacar que a diversidade de gênero anda junto com outras pautas, como a diversidade racial, a inclusão de pessoas neurodivergentes e o combate ao etarismo. Uma estratégia de diversidade robusta considera essas interseções, já que uma mulher negra, por exemplo, enfrenta barreiras diferentes das enfrentadas por uma mulher branca no mesmo cargo.
Por que a diversidade de gênero é importante para as empresas?
Os números comprovam que diversidade de gênero não é apenas uma questão ética — é também uma vantagem competitiva mensurável. Segundo o relatório "Delivering through Diversity", da consultoria McKinsey & Company, empresas no quartil superior de diversidade de gênero em equipes executivas têm 21% mais chances de apresentar lucratividade acima da média em relação às companhias no quartil inferior, além de 27% mais chances de gerar valor econômico superior no longo prazo.
Ainda assim, o Brasil segue distante da paridade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), as mulheres ocupavam, em média, 21,1% dos assentos em conselhos de administração de companhias de capital aberto no país em 2025 — um avanço frente aos 19,6% de 2024, mas ainda longe do equilíbrio (fonte: Movimento Mulher 360). No mesmo levantamento, o percentual de mulheres à frente de conselhos de administração avançou apenas 0,6 ponto percentual em dez anos, saindo de 2,4% em 2015 para 3% em 2025.
A desigualdade também aparece nos salários. Segundo o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, do Ministério do Trabalho e Emprego, mulheres recebem, em média, 21,2% menos do que homens em empresas com 100 ou mais funcionários no Brasil, considerando dados da RAIS entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025. Já dados do IBGE mostram que, apesar de representarem 45,5% dos assalariados no país, as mulheres recebem apenas 41,9% do total da massa salarial gerada por empresas e organizações.
Esses números reforçam por que empresas que investem seriamente em diversidade de gênero se destacam: elas não apenas corrigem uma distorção histórica, mas também fortalecem sua retenção de talentos, melhoram a experiência dos colaboradores e constroem reputação como Great Place to Work — um selo cada vez mais valorizado por candidatos na hora de escolher onde trabalhar.
O caso Serasa Experian: dados próprios sobre diversidade de gênero
A Serasa Experian, maior datatech do Brasil, acompanha de perto sua própria evolução em equidade de gênero e também produz levantamentos sobre o mercado como um todo. Atualmente, a Serasa experian tem em seu quadro de colaboradores 44,4% de mulheres, sendo 38,9% em cargos de liderança e 27% atuando especificamente na área de Tecnologia da Informação — percentual que já é significativamente superior à média do setor de TI no país.
Um levantamento proprietário da empresa também revelou que a participação feminina no setor de TI no Brasil como um todo é de apenas 0,08%, o que evidencia a urgência de ações afirmativas voltadas à área de tecnologia. Segundo Mayara Gomes, Diretora de Recursos Humanos da Serasa Experian, a diversidade não apenas fortalece o mercado, mas também impulsiona a inovação e a competitividade das companhias.
Entre as iniciativas concretas que sustentam esse desempenho, estão:
- Women in Experian (WiE): grupo de afinidade que promove acolhimento, troca de experiências e desenvolvimento sobre equidade de gênero entre as colaboradoras.
- Elas Lideram: jornada de seis meses voltada para mulheres em posições de liderança, com mentoria em grupo e coaching individual, em parceria com o movimento "Elas Lideram 2030" da ONU Mulheres.
- Todas Academy e Jornada de Desenvolvimento Todas: programas de fortalecimento de competências, autoconfiança e posicionamento estratégico para o público feminino, em parceria com o Todas Group.
- Programa Cuidar: suporte completo a colaboradoras em processos de gestação e adoção, incluindo consultoria de aleitamento materno e parcerias para congelamento de óvulos.
- Podcast "Donas da Tech": iniciativa para desmistificar a área de tecnologia e incentivar mais mulheres a ingressarem no setor de TI.
- Podcast "Entre Líderes": lançado em parceria com o Grupo Conselheiras®, reúne executivas para debater liderança feminina, carreira e inovação.
- #NaRaça: programa que amplia o olhar interseccional da estratégia de diversidade, impulsionando o desenvolvimento de pessoas negras.
- Vagas afirmativas: abertura de posições exclusivas para mulheres em diferentes níveis da organização, fortalecendo a presença feminina em cargos técnicos e de liderança.
Como resultado desse conjunto de ações, a Serasa Experian já foi reconhecida por quatro vezes consecutivas entre as melhores empresas para o talento feminino pelo ranking EFY, além de ser certificada Great Place to Work pelo quarto ano seguido. Quem se identifica com esse tipo de cultura pode conferir as vagas afirmativas abertas e entender melhor como funciona a liderança feminina dentro de empresas engajadas com o tema.
Como promover um debate saudável sobre diversidade nas empresas
Falar sobre diversidade de gênero dentro de uma empresa exige mais do que boa intenção: é preciso estrutura, processos claros e disposição para lidar com desconfortos legítimos. Um debate saudável não significa unanimidade — significa espaço seguro para divergências, sem que isso se transforme em discriminação ou silenciamento. A seguir, veja cinco práticas que ajudam a construir esse ambiente.
1 – Fale abertamente sobre diversidade de gênero e diversidade sexual
Evitar o assunto não elimina os preconceitos existentes na equipe — apenas os deixa invisíveis e sem solução. Empresas que promovem rodas de conversa, palestras e conteúdos internos sobre diversidade de gênero e diversidade sexual criam um ambiente onde as pessoas se sentem mais seguras para expressar quem são. Essa abertura também fortalece a comunicação interna da organização, tornando o tema parte da rotina, e não um assunto tabu discutido apenas uma vez por ano, em campanhas pontuais.
2 – Conscientize toda a equipe sobre a diversidade
A conscientização não pode ficar restrita ao time de Recursos Humanos ou a um grupo específico de colaboradoras. Investir em treinamento e desenvolvimento sobre viés inconsciente, linguagem inclusiva e equidade de oportunidades precisa alcançar lideranças, times operacionais e até fornecedores. Quanto mais pessoas entenderem o motivo pelo qual a diversidade de gênero importa para o negócio, menor a resistência a mudanças estruturais, como revisão de critérios de promoção e contratação.
3 – Crie um canal de ética
Denúncias de assédio, discriminação de gênero ou desigualdade salarial só chegam à liderança quando existe um canal confiável, confidencial e independente para isso. Um canal de ética profissional bem estruturado — com garantia de não retaliação e investigação séria de cada caso — é o que transforma o discurso de diversidade em prática real. Sem esse canal, o debate sobre diversidade de gênero corre o risco de se limitar à teoria, sem qualquer mecanismo de correção quando a prática falha.
4 – Fique atento aos benefícios
Políticas de diversidade de gênero também passam pelos benefícios corporativos oferecidos pela empresa. Licença-parentalidade estendida, apoio à maternidade e à paternidade, auxílio-creche, flexibilidade de horários e suporte psicológico são exemplos de benefícios que impactam diretamente a permanência de mulheres em cargos de responsabilidade. Revisar periodicamente esse pacote, ouvindo as próprias colaboradoras sobre o que realmente faz diferença no dia a dia, é parte essencial da estratégia.
5 – Crie comitês de diversidade
Comitês formais, com representantes de diferentes áreas e níveis hierárquicos, dão à diversidade de gênero um espaço permanente na gestão de pessoas da empresa. Esses grupos são responsáveis por acompanhar indicadores, propor metas de representatividade, sugerir ajustes em processos seletivos e cobrar avanços da alta liderança. Sem um comitê com poder de decisão e orçamento próprio, iniciativas de diversidade tendem a se tornar ações isoladas e pouco duradouras.
Diversidade de gênero: perguntas frequentes
O que é diversidade de gênero nas empresas?
Diversidade de gênero nas empresas é a presença equilibrada e a igualdade de oportunidades entre mulheres, homens e pessoas não binárias em todos os níveis da organização, incluindo cargos de liderança, remuneração e processos de decisão.
Por que a diversidade de gênero é importante para os negócios?
Porque está associada a melhor desempenho financeiro. Segundo a McKinsey, empresas com maior diversidade de gênero em equipes executivas têm 21% mais chances de lucratividade acima da média e 27% mais chances de criação de valor no longo prazo.
Qual é a diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil hoje?
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, mulheres recebem, em média, 21,2% menos do que homens em empresas com 100 ou mais funcionários, considerando dados da RAIS de 2024 e 2025.
Quantas mulheres ocupam cargos de liderança no Brasil?
Em 2025, mulheres ocupavam 21,1% dos assentos em conselhos de administração de empresas de capital aberto no Brasil, segundo o IBGC — um avanço em relação aos 6,3% registrados em 2015, mas ainda distante da paridade.
Como uma empresa pode promover diversidade de gênero na prática?
Falando abertamente sobre o tema, conscientizando toda a equipe (não só o RH), criando canais de ética confiáveis, revisando benefícios corporativos com foco em equidade e formando comitês de diversidade com poder de decisão e orçamento próprio.
Quais empresas no Brasil têm programas reconhecidos de diversidade de gênero?
A Serasa Experian é um exemplo, com programas como Women in Experian, Elas Lideram e Programa Cuidar, além de reconhecimento por quatro anos consecutivos entre as melhores empresas para o talento feminino no ranking EFY.
Diversidade de gênero é vantagem competitiva, não apenas discurso
Os dados deixam claro que diversidade de gênero nas empresas não é uma pauta isolada de Recursos Humanos, mas um fator que influencia diretamente lucratividade, inovação, retenção de talentos e reputação de marca. Companhias que tratam o tema com seriedade — estruturando comitês, revisando benefícios, criando canais de ética e promovendo debates abertos — colhem resultados mensuráveis em engajamento e performance.
O caminho até a paridade ainda é longo no Brasil, como mostram os indicadores de conselhos de administração e de remuneração. Mas exemplos como o da Serasa Experian demonstram que é possível construir, de forma consistente e ao longo dos anos, um ambiente corporativo mais equilibrado — e que essa transformação começa com decisões concretas, não apenas discursos.
Se você busca uma empresa que trata a diversidade de gênero como prioridade estratégica, confira as vagas abertas na Serasa Experian e conheça de perto uma cultura organizacional construída para valorizar diferentes perspectivas.