A equidade salarial de gênero se tornou um dos principais tópicos do mercado de trabalho moderno. Para quem está começando a carreira ou deseja crescer em ambientes inovadores, compreender o que diz a lei, analisar as tendências do mercado e enxergar na prática como empresas promovem transparência e inclusão pode transformar a forma de buscar oportunidades e evoluir profissionalmente.
A remuneração justa não é apenas uma questão de justiça social, mas um fator que impulsiona inovação, produtividade e o crescimento coletivo. Continue a leitura deste artigo para entender mais!
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- Qual a diferença entre igualdade salarial e equidade de gênero?
- Qual a diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil?
- O que diz a Lei 14.611/2023 sobre igualdade salarial?
- Como a equidade salarial transforma a experiência das colaboradoras?
- Quais são as conquistas femininas no mercado de trabalho como um todo?
- Como avaliar se uma empresa valoriza a equidade salarial de gênero?
- Como negociar salários e avançar na carreira com segurança?
- Como a Serasa Experian aplica a equidade salarial na prática
- Por que a equidade faz empresas se destacarem no employer branding?
Qual a diferença entre igualdade salarial e equidade de gênero?
A igualdade salarial consiste em pagar salários iguais para homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, com funções e responsabilidades iguais. Porém, apenas igualar salários não elimina todas as barreiras. A equidade salarial de gênero vai além — envolve garantir justiça nas oportunidades de promoção, acesso a cargos estratégicos, participação em projetos de destaque e distribuição de bônus e benefícios.
Por exemplo, uma empresa pode pagar o mesmo salário-base para analistas mulheres e homens, mas, se apenas os homens são promovidos ou recebem bônus por desempenho, a equidade não está sendo praticada. Muitas vezes, critérios subjetivos ou vieses inconscientes dificultam o acesso das mulheres a cargos de liderança e reconhecimento.
Esse debate é fundamental para criar ambientes mais inovadores e produtivos. Empresas que investem em equidade salarial de gênero promovem uma cultura organizacional inclusiva, estimulam a criatividade das equipes e ampliam as chances de crescimento para todas as pessoas. O resultado é uma força de trabalho mais engajada, motivada e preparada para enfrentar desafios.
Qual a diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil?
A diferença salarial entre homens e mulheres segue como um dos maiores desafios do mercado brasileiro. Dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que mulheres recebem, em média, 20% a menos que os homens em funções equivalentes. O cenário é ainda mais delicado em cargos de liderança, nos quais a presença feminina é menor. Em setores como tecnologia, engenharia e finanças, essa diferença pode ultrapassar 30%.
Mulheres negras enfrentam ainda mais obstáculos, recebendo valores mais baixos do que mulheres brancas e homens em geral. Essa desigualdade impacta o desenvolvimento de carreira, limita a autonomia financeira e reduz as chances de ascensão profissional.
Políticas afirmativas, programas de mentoria e transparência salarial têm sido fundamentais para diminuir esse abismo. Empresas que investem em equidade salarial de gênero conseguem reter talentos, elevar o índice de satisfação das equipes e melhorar os resultados de negócio. O acesso a informações claras sobre faixas salariais e critérios para progressão profissional é cada vez mais valorizado por quem busca oportunidades no mercado.
O que diz a Lei 14.611/2023 sobre igualdade salarial?
A Lei 14.611/2023, conhecida como lei de igualdade salarial, garante igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens para trabalho de igual valor ou mesma função. Para empresas com 100 ou mais empregados, ela criou ainda a obrigação de publicar relatórios semestrais de transparência salarial.
- Elaboração e divulgação semestral de relatórios públicos de transparência salarial, detalhando remuneração, benefícios e cargos por gênero;
- Fiscalização do cumprimento da lei, com multa de até 3% da folha de salários do empregador — limitada a 100 salários mínimos — para a empresa que não publicar o relatório de transparência salarial;
- Obrigatoriedade de canais de denúncia acessíveis e proteção contra retaliação;
- Definição objetiva dos critérios para progressão na carreira e recebimento de benefícios.
Com a lei de igualdade salarial, a transparência salarial passou a ser uma exigência legal. Profissionais podem exigir informações, questionar diferenças injustificadas e recorrer à justiça em caso de discriminação. Empresas que não se adaptam às novas regras enfrentam sanções e danos à reputação.
A legislação também incentiva que organizações revisem suas práticas e promovam ações de inclusão e diversidade, aproximando o Brasil das melhores práticas internacionais em empregabilidade e remuneração justa.
Como a equidade salarial transforma a experiência das colaboradoras?
A prática da equidade salarial de gênero influencia positivamente a motivação e o engajamento das mulheres. Colaboradoras que percebem justiça na remuneração se sentem mais seguras para assumir desafios, buscar cargos de liderança e inovar.
Ambientes inclusivos estimulam a troca de experiências, a colaboração e o desenvolvimento pessoal. A previsibilidade de crescimento, o acesso a projetos estratégicos e a participação em decisões relevantes aumentam a confiança das profissionais e fortalecem o senso de pertencimento.
Empresas que investem em equidade salarial colhem benefícios como clima organizacional saudável, alta retenção de talentos e resultados financeiros consistentes. O reconhecimento justo é um dos principais fatores de permanência e satisfação na carreira.
Quais são as conquistas femininas no mercado de trabalho como um todo?
O avanço das mulheres no mercado brasileiro é visível. Elas têm conquistado espaço em setores como tecnologia, saúde, educação, direito e finanças. O protagonismo feminino em cargos de liderança aumentou de forma consistente, assim como sua participação em conselhos de administração e comitês estratégicos.
Entre as principais conquistas femininas estão:
- Políticas de licença-maternidade ampliada e benefícios para mães;
- Flexibilização de jornadas e home office;
- Redes de apoio e grupos de afinidade para mulheres em início de carreira;
- Inclusão de diversidade em treinamentos e processos seletivos;
- Maior presença em programas de liderança e mentorias.
Esses avanços inspiram novas gerações e mostram a importância contínua de promover a equidade salarial de gênero, ampliando oportunidades e transformando o ambiente de trabalho.
Como avaliar se uma empresa valoriza a equidade salarial de gênero?
Para saber se uma empresa valoriza a equidade salarial de gênero, pesquise relatórios públicos, balanços sociais e indicadores de diversidade divulgados pela organização. Verifique a presença de mulheres na área da tecnologia e em cargos de liderança, a existência de ações afirmativas e a transparência sobre salários e benefícios.
Durante entrevistas, faça perguntas sobre políticas de igualdade, canais de denúncia e oportunidades de desenvolvimento para mulheres. Analise o ambiente de trabalho, programas de mentoria, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e relatos disponíveis em redes sociais e plataformas profissionais.
Empresas comprometidas investem em ações contínuas de inclusão, treinamentos de liderança feminina e promoção de talentos internos. O compromisso com a equidade reflete-se em todos os níveis da organização.
Como negociar salários e avançar na carreira com segurança?
Negociar salários de forma segura começa com pesquisa sobre faixa salarial do setor e análise dos próprios resultados. Reúna dados sobre suas entregas e conquistas, apresente argumentos sólidos e demonstre como suas competências agregam valor ao time.
Procure crescimento interno participando de projetos estratégicos, investindo em cursos, networking e buscando feedbacks. Conheça as trilhas de carreira disponíveis, mantenha-se atualizada sobre tendências de empregabilidade e política de equidade salarial de gênero. Esteja aberta a oportunidades dentro e fora da empresa, fortalecendo sua rede e buscando ambientes alinhados com seus valores.
Como a Serasa Experian aplica a equidade salarial na prática
A Lei de Igualdade Salarial trouxe a obrigação de transparência para empresas com 100 ou mais empregados, mas algumas companhias vão além do cumprimento legal e transformam a equidade salarial em parte da própria estratégia de gestão de pessoas. A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, é um exemplo desse movimento, com ações que envolvem representatividade, programas internos e reconhecimento externo.
Representatividade feminina no quadro de colaboradores
Um dos primeiros indicadores para avaliar equidade salarial é a representatividade — afinal, é difícil discutir remuneração justa sem observar quem ocupa quais posições. Na Serasa Experian, mulheres representam 43,6% do quadro geral de colaboradores, 37,1% dos cargos de liderança e 26,5% das posições em Tecnologia da Informação.
Esses números ganham mais relevância quando comparados ao cenário nacional: segundo pesquisa da própria Serasa Experian, apenas 0,07% das mulheres economicamente ativas no Brasil atuam em TI, contra 0,33% dos homens. A disparidade no setor tecnológico reforça a importância de empresas assumirem metas concretas de representatividade como parte de uma agenda de equidade salarial — já que remuneração justa também depende de acesso equivalente a cargos técnicos e de liderança.
Programas internos da Serasa Experian voltados à equidade de gênero
A empresa mantém uma agenda contínua de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), com iniciativas estruturadas que impactam diretamente a trajetória salarial das colaboradoras:
- Elas Lideram — programa de desenvolvimento de mulheres para posições de liderança, atuando diretamente sobre um dos principais gargalos da desigualdade salarial: a sub-representação feminina em cargos mais bem remunerados;
- Women in Experian (WiE) — grupo de afinidade que promove troca de experiências e desenvolvimento sobre equidade de gênero;
- #NaRaça — iniciativa com recorte interseccional, preparando pessoas negras para cargos de liderança, o que dialoga com dados nacionais que mostram que mulheres negras enfrentam a maior desigualdade salarial do país;
- Programa Cuidar — suporte a colaboradoras em processos de gestação e adoção, com acompanhamento de saúde gestacional e licenças estendidas, reduzindo o impacto da maternidade na progressão de carreira;
- Vagas afirmativas para mulheres em diferentes níveis, incluindo posições técnicas e de liderança.
Essas ações constam na própria página de carreiras e diversidade da companhia.
Compromissos públicos e parcerias externas da Serasa Experian
A Serasa Experian também formaliza seu compromisso com a equidade de gênero por meio da adesão a movimentos e redes externas de acompanhamento, como o Movimento Mulher 360, o compromisso "Elas Lideram 2030", da ONU Mulheres, e parcerias com organizações como o PrograMaria e o Todas Group, voltadas à ampliação da presença feminina na tecnologia.
Reconhecimento de mercado
Esse conjunto de iniciativas tem gerado reconhecimento externo consistente. Em 2025, a empresa foi eleita, pela quarta vez consecutiva, uma das melhores empresas do Brasil para o talento feminino, segundo o ranking Employers for Youth (EFY) Talento Feminino Brasil, elaborado pela FirstJob com base em respostas de mais de três mil mulheres profissionais em 31 empresas do país.
O cenário nacional como pano de fundo
Para entender o peso dessas iniciativas, é importante contextualizar o problema que elas buscam enfrentar. Os Relatórios Nacionais de Transparência Salarial, divulgados pelo MTE, mostram que a desigualdade salarial de gênero no Brasil não apenas persiste, como cresceu marginalmente nas últimas edições:
| Edição do relatório | Diferença salarial média (mulheres em relação aos homens) |
|---|---|
| 1º Relatório (RAIS 2022) | 19,4% a menos |
| 2º Relatório (RAIS 2023) | 20,7% a menos |
| 3º Relatório (RAIS 2024) | 20,9% a menos |
Entre mulheres negras, a diferença é ainda mais acentuada: em 2024, elas receberam, em média, apenas 47,5% do que ganhavam homens não negros — um retrocesso em relação aos 50,3% registrados em 2023.
É nesse contexto que iniciativas como as da Serasa Experian ganham relevância: ao investir em representatividade, programas de liderança feminina e parcerias públicas de equidade, a empresa se posiciona de forma proativa frente a um problema estrutural do mercado de trabalho brasileiro, alinhando-se aos princípios estabelecidos pela Lei 14.611/2023.
Por que a equidade faz empresas se destacarem no employer branding?
Empresas com políticas de equidade salarial de gênero constroem reputação positiva e se destacam no employer branding. Práticas transparentes atraem profissionais diversos, principalmente mulheres que buscam respeito e espaço para crescer.
O alinhamento entre discurso e prática aumenta o engajamento e a confiança das equipes. Ambientes inclusivos geram criatividade, colaboração e soluções inovadoras para desafios do mercado. Organizações que investem em equidade salarial se tornam referência, atraindo talentos e promovendo crescimento sustentável.
Se você quer fazer parte de um time inovador, diverso e comprometido com respeito em todas as etapas do desenvolvimento profissional, visite nossa página de carreiras na Serasa Experian e conheça as vagas disponíveis para o seu perfil. Esperamos por você!