Profissões

Carreira em Dados: como se tornar analista, cientista ou engenheiro de dados

Descubra como construir uma carreira em dados, as diferenças entre analista de dados, cientista de dados e engenheiro de dados, e os passos para evoluir na área

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Construir uma carreira em dados nunca esteve tão em alta. O avanço da transformação digital e a busca por decisões inteligentes impulsionaram a demanda por profissionais capazes de transformar números em estratégias. Empresas de todos os setores apostam em tecnologia, inteligência artificial e automação para inovar e se diferenciar.

Essa mudança cultural faz com que o mercado busque perfis analíticos capazes de interpretar grandes volumes de registros corporativos para gerar valor real. Dominar essas ferramentas tornou-se o grande diferencial competitivo para quem deseja alcançar estabilidade profissional e atuar em projetos de inovação tecnológica, uma das profissões em alta no mercado atual.

Continue lendo este artigo para conhecer as principais trilhas do setor e descobrir as orientações práticas para se posicionar frente às vagas da área. Vamos lá!

O que faz um analista de dados e como iniciar na carreira?

A área de dados é construída em setores da TI que envolvem análise, tratamento, modelagem e interpretação de dados para apoiar processos, estratégias e decisões em organizações. A relevância desse setor aumentou porque a capacidade de transformar grandes volumes de informações em insights estratégicos tornou-se essencial para o sucesso dos negócios com a chegada da IA.

Além disso, a competitividade do mercado exige que o processo de tomada de decisões seja baseado em dados, gerando resultados precisos e confiáveis. Surge, então, a necessidade do analista de dados, atuando na linha de frente da inovação, colaborando para acelerar resultados e criar soluções por meio de inteligência artificial e automação. Se você está começando, veja por onde começar como analista de dados para dar os primeiros passos com mais direcionamento.

Quais são as principais trilhas de carreira da área de dados?

As trilhas abrangem diferentes postos, cada um com atividades e desafios próprios. Ao considerar seu ingresso no segmento, vale entender como o perfil de cada trilha se encaixa em seus interesses e metas profissionais. Para uma visão comparativa completa, confira também a diferença entre engenheiro, cientista e analista de dados.

1. Analista de BI (Business Intelligence)

Atua conectando dados e estratégias de negócios de maneira direta. Esse profissional é o responsável por organizar métricas e estruturar dashboards para que os gestores consigam acompanhar a evolução das metas e a saúde financeira da empresa em tempo real.

2. Analista de dados

Essa função é focada na coleta, organização e interpretação de históricos de informações. O objetivo principal do analista de dados é auxiliar diretamente as diferentes áreas de negócio da empresa, identificando tendências de mercado e apresentando relatórios complexos de maneira totalmente acessível a qualquer público.

3. Cientista de dados

O cientista de dados vai muito além da análise convencional, utilizando métodos avançados para explorar e prever comportamentos a partir das informações coletadas. Esse especialista constrói modelos preditivos complexos e aplica técnicas estatísticas detalhadas para antecipar cenários e tendências de consumo futuro.

4. Engenharia de dados

O foco desse profissional está voltado inteiramente à infraestrutura tecnológica. Quem atua como engenheiro de dados cria a arquitetura, os bancos de armazenamento e as estruturas de transmissão em larga escala, permitindo que a coleta e o processamento de informações ocorram de forma limpa e eficiente.

5. Profissionais de IA/Analytics

Essa vertente é dedicada ao desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em machine learning (aprendizado de máquina). Esses especialistas em IA aplicam modelos estatísticos automatizados diretamente em produtos digitais para acelerar os resultados operacionais da companhia.

O que é preciso para trabalhar com dados?

Para iniciar e crescer nesse segmento, desenvolver competências práticas é um requisito indispensável. Existem algumas habilidades técnicas para destacar no currículo de quem trabalha com dados, que servem para comprovar seu domínio operacional e acelerar sua contratação nos processos seletivos:

  • SQL (Linguagem de Consulta Estruturada): indispensável para realizar consultas e extrair informações direto dos bancos de dados;
  • Excel e planilhas: ferramentas fundamentais para a organização rápida de tabelas e a estruturação inicial de relatórios gerenciais;
  • Estatística e lógica: a base matemática necessária para garantir a precisão e a validação das análises realizadas;
  • Python ou R: linguagens de programação amplamente utilizadas para a automação de processos complexos e modelagem estatística;
  • Visualização de dados: domínio de plataformas gráficas (como Power BI ou Tableau) para comunicar os resultados obtidos de forma clara e visual.

Além da bagagem técnica, as competências comportamentais fortalecem a atuação diária de quem trabalha no setor. Elas facilitam a integração entre equipes multidisciplinares e potencializam a entrega de soluções:

  • Pensamento analítico: capacidade de avaliar cenários cotidianos sob uma ótica puramente lógica, crítica e estruturada;
  • Curiosidade: o interesse genuíno em questionar o óbvio e investigar os padrões ocultos por trás das métricas;
  • Comunicação: habilidade para explicar insights e termos técnicos complexos de maneira simples para diferentes áreas de negócio;
  • Resolução de problemas: foco em encontrar saídas práticas, eficientes e inovadoras para os desafios da organização.

Como se tornar um profissional sênior em dados?

Iniciar e consolidar uma trajetória de sucesso exige ações coordenadas. Confira este passo a passo objetivo para entender como planejar o crescimento profissional na carreira de dados com total eficiência e direcionamento:

A) Escolha sua formação

Você pode optar por caminhos tradicionais, como cursos acadêmicos em ciência da computação, estatística, matemática ou engenharia — de preferência cursos reconhecidos pelo MEC. Caso busque uma transição mais ágil, invista em cursos livres, bootcamps de imersão prática e certificações focadas nas ferramentas essenciais.

B) Construa projetos práticos

Pratique em desafios reais utilizando bases de dados abertas disponíveis na internet. Desenvolva análises por conta própria e monte um portfólio profissional consistente para demonstrar aos recrutadores o seu domínio técnico aplicado.

C) Busque vagas de entrada

Participe de processos seletivos voltados para posições iniciais, como programas de estágio em TI ou vagas de nível júnior e trainee, que abrem as portas do mercado corporativo para quem ainda não possui vasta experiência na carteira.

D) Mapeie suas especializações

Conforme ganha maturidade na operação, identifique suas maiores afinidades para escolher uma especialização de longo prazo, seja aprofundando-se em inteligência artificial, engenharia estrutural ou migrando para cargos de liderança e gestão técnica de projetos.

A evolução dentro da área acontece à medida que o profissional aumenta sua autonomia, seu entendimento estratégico e a complexidade dos problemas que consegue resolver. A tabela abaixo resume as diferenças entre os níveis — veja também um comparativo detalhado entre júnior, pleno ou sênior:

Nível profissionalEscopo de atuação e foco técnico
JúniorRecebe demandas estruturadas. Foco em aprender ferramentas e rotinas de extração e limpeza.
PlenoGanha autonomia. Foco em desenhar análises completas, sugerir melhorias e liderar projetos internos.
SêniorCompreensão macro de negócio. Define a arquitetura, antecipa riscos e traduz a estratégia em soluções de alto impacto.

Quanto ganha um sênior em dados?

Planejar o desenvolvimento profissional na área de dados não traz apenas novos desafios técnicos e maior autonomia, mas também uma valorização financeira expressiva. À medida que você evolui na carreira e passa a gerar impacto estratégico direto no negócio, o mercado responde com remunerações atrativas. Entender essa diferença salarial é um excelente combustível para traçar metas de longo prazo e direcionar seus estudos.

Compare as médias mensais informadas no Glassdoor e entenda o tamanho do salto financeiro que a sua evolução profissional de júnior para sênior pode proporcionar:

CargoNível júniorNível sênior
Analista de BIR$ 3.000,00R$ 8.000,00
Analista de DadosR$ 4.000,00R$ 9.000,00
Cientista de DadosR$ 5.000,00R$ 12.000,00
Engenheiro de DadosR$ 5.000,00R$ 12.000,00

Alcançar o sucesso em uma carreira em dados exige dedicação aos fundamentos teóricos, prática constante e atualização diante das novas tecnologias de automação. Ao organizar seus estudos por meio de estratégias consistentes e focar tanto em habilidades técnicas quanto comportamentais, você estará totalmente preparado para assumir as vagas do mercado.

A Serasa Experian é referência em tecnologia, inteligência de dados e desenvolvimento de carreira, oferecendo o ecossistema perfeito para você alcançar o nível sênior. Acesse o nosso portal de carreiras Tech e confira as vagas abertas!

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