As características comportamentais influenciam a maneira como uma pessoa se comunica, toma decisões, trabalha em equipe, reage a mudanças e enfrenta desafios no ambiente profissional. Por isso, além do conhecimento técnico necessário para exercer uma função, as empresas também observam como o profissional se comporta diante das situações do dia a dia.
Essas características estão relacionadas a aspectos como comunicação, responsabilidade, colaboração, iniciativa, capacidade de adaptação, inteligência emocional, pensamento crítico e liderança. Elas podem aparecer de maneiras diferentes de acordo com a personalidade, as experiências e o contexto de cada pessoa.
No mercado de trabalho de 2026, esse tema ganhou ainda mais importância. O avanço da inteligência artificial, a transformação das profissões e a necessidade de adaptação a novas tecnologias estão mudando não apenas o que os profissionais precisam saber, mas também a forma como precisam trabalhar.
O Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum aponta pensamento analítico, resiliência, flexibilidade e agilidade, liderança e influência social, pensamento criativo, motivação e autoconsciência, alfabetização tecnológica, empatia e escuta ativa e curiosidade e aprendizagem contínua entre as competências mais relevantes para o mercado. O relatório também mostra que IA e big data estão entre as habilidades cuja importância deve crescer mais rapidamente até 2030.
Em agosto de 2026, a Organização Internacional do Trabalho também destacou que a adoção da inteligência artificial está remodelando a demanda por competências cognitivas, socioemocionais, digitais e relacionadas à própria IA, reforçando a relevância de adaptabilidade, resiliência e agência humana.
Mas, afinal, quais são as características comportamentais mais procuradas pelas empresas? Neste conteúdo, você conhecerá 13 delas, entenderá como identificar essas competências e verá como desenvolvê-las para acompanhar as transformações do mercado de trabalho em 2026 e se preparar para 2027.
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- O que são características comportamentais?
- Características comportamentais são iguais a competências comportamentais?
- Qual a diferença entre características comportamentais e características técnicas?
- Por que as características comportamentais são importantes?
- Quais são as 13 características comportamentais mais procuradas no mercado?
- Existem outras características comportamentais importantes?
- Como identificar as características comportamentais de uma pessoa?
- O que são testes de perfil comportamental?
- Características comportamentais podem ser desenvolvidas?
- Como desenvolver características comportamentais?
- Como colocar características comportamentais no currículo?
- Como falar sobre características comportamentais em uma entrevista?
- Como as características comportamentais mudam conforme a profissão?
- Características comportamentais em 2026: o que mudou?
- Tendências para 2027: quais características comportamentais devem ganhar ainda mais importância?
- Características comportamentais e inteligência artificial
- Características comportamentais no trabalho remoto e híbrido
- Características comportamentais para crescer na carreira
- Como descobrir quais características comportamentais você precisa desenvolver?
- Características comportamentais são importantes em processos seletivos?
- Como as empresas podem desenvolver características comportamentais?
- Existe uma característica comportamental mais importante que as outras?
- Perguntas frequentes sobre características comportamentais
- Como se preparar para o futuro do trabalho?
O que são características comportamentais?
Características comportamentais são aspectos observáveis da maneira como uma pessoa tende a agir, reagir e se relacionar diante de diferentes situações.
No ambiente profissional, elas ajudam a entender como alguém lida com tarefas, pessoas, conflitos, mudanças, pressão, decisões e responsabilidades.
É comum encontrar os termos características comportamentais, competências comportamentais e soft skills sendo usados como sinônimos. Embora exista uma relação entre eles, os conceitos não são exatamente iguais.
Uma característica comportamental pode estar relacionada a uma tendência de comportamento de uma pessoa. Já uma competência comportamental envolve a capacidade de mobilizar conhecimentos, atitudes e comportamentos de maneira adequada para determinada situação.
Por exemplo, uma pessoa pode ser naturalmente comunicativa, mas isso não significa necessariamente que saiba conduzir uma comunicação profissional em situações delicadas. Da mesma forma, alguém pode ser reservado e ainda assim apresentar excelente capacidade de comunicação, especialmente quando consegue organizar ideias, ouvir e se expressar com clareza.
A diferença mostra por que características comportamentais não devem ser avaliadas apenas pela aparência ou por estereótipos.
No trabalho, o mais importante não é ser extrovertido ou introvertido, por exemplo. É saber adaptar o comportamento às necessidades da situação.
Características comportamentais são iguais a competências comportamentais?
Não exatamente.
As características comportamentais estão relacionadas a padrões de comportamento e tendências individuais. As competências comportamentais correspondem à capacidade de utilizar comportamentos e atitudes de forma eficaz diante de situações profissionais.
Já as soft skills são um termo mais amplo, normalmente utilizado para agrupar habilidades interpessoais, socioemocionais e comportamentais.
Na prática, os três termos podem aparecer em processos de recrutamento e desenvolvimento de pessoas.
Por isso, é possível encontrar uma vaga que peça “boa comunicação”, outra que procure “capacidade de negociação” e outra que destaque “inteligência emocional”. Todas estão, em algum nível, avaliando aspectos comportamentais.
Qual a diferença entre características comportamentais e características técnicas?
Uma maneira simples de entender essa diferença é pensar em duas perguntas.
O que a pessoa sabe fazer?
Essa pergunta está mais ligada às competências técnicas, também chamadas de hard skills.
Como a pessoa utiliza esse conhecimento e se comporta ao realizar o trabalho?
Aqui entram as competências comportamentais.
Um profissional de tecnologia pode dominar uma linguagem de programação, por exemplo. Esse conhecimento técnico não garante, sozinho, que ele saiba explicar um problema para pessoas não técnicas, colaborar com a equipe, lidar com mudanças de prioridade ou receber críticas.
Da mesma forma, uma pessoa pode ter excelente comunicação e relacionamento interpessoal, mas não possuir o conhecimento técnico necessário para exercer determinada função.
Por isso, não se trata de escolher entre competências técnicas e comportamentais.
O mercado precisa das duas.
Por que as características comportamentais são importantes?
O trabalho raramente acontece de maneira isolada.
Mesmo profissionais que executam atividades predominantemente técnicas precisam trocar informações, lidar com prioridades, trabalhar com outras áreas, tomar decisões e reagir a imprevistos.
Imagine, por exemplo, um profissional altamente qualificado tecnicamente que não consegue receber feedback, não cumpre acordos ou cria conflitos constantes com a equipe.
O conhecimento técnico continua existindo, mas sua aplicação pode ser prejudicada pelo comportamento.
As características comportamentais também influenciam a capacidade de adaptação. Processos podem mudar, ferramentas podem ser substituídas, estruturas organizacionais podem ser reorganizadas e novas tecnologias podem alterar a maneira como determinadas tarefas são realizadas.
Um estudo da OCDE sobre habilidades sociais e emocionais mostra que essas capacidades estão relacionadas a diferentes resultados de vida e trabalho, embora a relação varie conforme a habilidade e o contexto.
Por isso, desenvolver características comportamentais não significa apenas melhorar a convivência com colegas. Também significa aumentar a capacidade de responder a situações profissionais que mudam continuamente.
Quais são as 13 características comportamentais mais procuradas no mercado?
Não existe uma lista única e definitiva de características comportamentais exigidas por todas as empresas. O perfil procurado varia de acordo com a função, o nível de senioridade, a área de atuação e a cultura da organização.
Mesmo assim, determinadas características aparecem com frequência em pesquisas sobre o futuro do trabalho, processos seletivos e desenvolvimento profissional.
Entre as 13 características comportamentais mais procuradas no mercado de trabalho em 2026, destacam-se:
- comunicação;
- escuta ativa;
- inteligência emocional;
- resiliência;
- flexibilidade e adaptabilidade;
- proatividade;
- pensamento crítico;
- criatividade;
- trabalho em equipe;
- empatia;
- liderança;
- organização e gestão do tempo;
- curiosidade e aprendizagem contínua.
A seleção reúne características comportamentais recorrentes em estudos sobre trabalho e também incorpora competências que vêm ganhando relevância diante das mudanças tecnológicas. O World Economic Forum lista pensamento analítico, resiliência, liderança, criatividade, alfabetização tecnológica, empatia, escuta ativa e curiosidade e aprendizagem contínua entre as principais competências do trabalho contemporâneo.
A seguir, entenda o que significa cada uma delas e como aparecem no cotidiano profissional.
1. Comunicação
Comunicação é uma das características mais importantes porque praticamente todas as atividades profissionais dependem da troca de informações.
Ela envolve muito mais do que falar bem.
Uma comunicação profissional eficiente exige clareza, organização das ideias, capacidade de ouvir, adaptação da linguagem e atenção ao contexto.
Uma pessoa pode dominar determinado assunto, mas ter dificuldade para explicar uma questão de maneira compreensível. Também pode acontecer o contrário: alguém pode ter uma ideia simples, mas conseguir apresentá-la de maneira tão organizada que facilite a tomada de decisão.
No ambiente corporativo, comunicação também significa saber dar informações relevantes, fazer perguntas, confirmar entendimentos e evitar ambiguidades.
Para desenvolver essa característica, vale observar como você escreve e fala, praticar escuta ativa e pedir feedback sobre a clareza das suas mensagens. Desenvolver a comunicação no trabalho pode ajudar tanto nas relações cotidianas quanto em apresentações, reuniões e negociações.
2. Escuta ativa
A comunicação não acontece apenas quando uma pessoa fala.
A escuta ativa envolve prestar atenção ao interlocutor, compreender a mensagem antes de responder, fazer perguntas pertinentes e demonstrar interesse pelo que está sendo dito.
Essa capacidade se torna especialmente importante em reuniões, negociações, liderança, atendimento ao cliente e resolução de conflitos.
O World Economic Forum coloca empatia e escuta ativa entre as competências centrais consideradas relevantes pelos empregadores.
Em ambientes híbridos ou remotos, a escuta também ganha uma dimensão digital. É necessário perceber quando uma mensagem escrita pode gerar interpretação equivocada, quando é melhor fazer uma reunião e quando determinada informação precisa ser registrada.
3. Inteligência emocional
A inteligência emocional está relacionada à capacidade de reconhecer e compreender emoções e administrar melhor as próprias reações diante das situações.
No trabalho, isso pode fazer diferença diante de pressão, conflitos, frustrações, mudanças, críticas, decisões difíceis e divergências de opinião.
Ter inteligência emocional não significa deixar de sentir raiva, medo, frustração ou insegurança.
Significa reconhecer essas emoções e desenvolver estratégias para evitar que uma reação impulsiva determine o comportamento.
Autoconhecimento, autorregulação e capacidade de compreender as relações fazem parte desse desenvolvimento.
4. Resiliência
Resiliência é a capacidade de enfrentar dificuldades, adaptar-se a situações adversas e recuperar o equilíbrio diante de obstáculos.
Uma pessoa resiliente não é alguém que nunca se frustra ou nunca se cansa.
É alguém que consegue enfrentar dificuldades e encontrar caminhos para continuar diante delas.
O World Economic Forum coloca resiliência, flexibilidade e agilidade entre as principais competências do trabalho contemporâneo. Essas capacidades também aparecem entre as que devem crescer em importância até 2030.
Em 2026, a OIT também destacou a resiliência como uma capacidade importante diante da transformação provocada pela inteligência artificial e pelas mudanças nas tarefas profissionais.
5. Flexibilidade e adaptabilidade
Flexibilidade está relacionada à capacidade de ajustar comportamentos, prioridades ou formas de trabalho diante de novas circunstâncias.
Adaptabilidade é especialmente importante em períodos de transformação tecnológica.
Uma ferramenta que funcionava há alguns anos pode deixar de ser suficiente. Um processo pode ser automatizado. Uma equipe pode mudar de estrutura. Uma função pode incorporar novas responsabilidades.
A pessoa que consegue aprender e se adaptar tende a enfrentar essas transições com maior capacidade de resposta.
A OIT aponta a adaptabilidade como uma das competências que ganham relevância em um cenário profissional marcado pela expansão da inteligência artificial.
Adaptabilidade, portanto, não significa simplesmente aceitar qualquer mudança. Também envolve compreender o novo cenário, aprender o necessário e encontrar uma maneira eficiente de atuar nele.
6. Proatividade
Proatividade significa agir diante de problemas ou oportunidades, em vez de esperar sempre por uma orientação.
Um profissional proativo pode identificar uma falha, pesquisar alternativas, levar uma sugestão ao responsável e iniciar uma solução dentro de sua autonomia.
Isso não significa tomar qualquer decisão sozinho.
Proatividade precisa caminhar junto com responsabilidade e compreensão dos limites da função.
Existe uma diferença entre:
“Vou investigar esse problema e apresentar alternativas.”
e:
“Vou alterar todo o processo sem consultar ninguém.”
A primeira situação pode demonstrar iniciativa. A segunda pode representar falta de alinhamento.
7. Pensamento crítico
Pensamento crítico envolve analisar informações, questionar premissas, comparar alternativas e avaliar consequências antes de tomar uma decisão.
Em um cenário no qual informações chegam rapidamente, essa capacidade se torna ainda mais importante.
Profissionais recebem dados de sistemas, opiniões de colegas, conteúdos publicados na internet e respostas produzidas por ferramentas de inteligência artificial.
Nem tudo deve ser aceito como verdadeiro apenas porque está bem apresentado.
Pensamento crítico ajuda a perguntar:
“Qual é a fonte?”
“Que evidência sustenta essa afirmação?”
“O que pode estar faltando?”
“Existem outras explicações?”
“Qual é o risco dessa decisão?”
Essa capacidade está diretamente relacionada ao pensamento analítico, que aparece como a competência central mais valorizada pelos empregadores no Future of Jobs Report 2025.
8. Criatividade
Criatividade não pertence apenas a profissões artísticas.
No trabalho, ela também aparece na capacidade de encontrar alternativas, solucionar problemas e experimentar novas formas de realizar uma atividade.
Uma pessoa criativa pode propor uma abordagem diferente para um processo ineficiente, encontrar uma maneira mais simples de explicar um problema ou criar uma solução para uma necessidade que ainda não havia sido percebida.
O pensamento criativo está entre as competências cuja importância deve crescer até 2030, segundo o World Economic Forum.
A inteligência artificial torna essa característica ainda mais interessante. Ferramentas podem gerar rapidamente alternativas, textos e ideias, mas cabe ao profissional contextualizar possibilidades, avaliar qualidade e decidir quais caminhos realmente fazem sentido.
9. Trabalho em equipe
Empresas reúnem pessoas com conhecimentos, experiências e prioridades diferentes.
O trabalho em equipe significa conseguir contribuir para um objetivo comum, compartilhar informações, respeitar responsabilidades e lidar com diferenças.
Não significa concordar com tudo.
Uma equipe saudável precisa de espaço para discordâncias construtivas.
Além da cooperação cotidiana, essa característica envolve saber dividir responsabilidades, cumprir compromissos, pedir ajuda quando necessário e reconhecer a contribuição de outras pessoas.
Quanto mais multidisciplinares se tornam as equipes, maior tende a ser a importância dessa capacidade.
10. Empatia
Empatia é a capacidade de procurar compreender a perspectiva, o contexto e os sentimentos de outra pessoa.
No ambiente profissional, isso ajuda a entender melhor colegas, clientes e liderados.
Por exemplo, diante de um conflito, uma pessoa empática procura compreender os motivos envolvidos antes de tirar conclusões.
Empatia não significa concordar com tudo ou abrir mão de limites.
Significa considerar o ponto de vista do outro antes de responder.
O World Economic Forum posiciona empatia e escuta ativa entre as principais competências observadas pelos empregadores.
11. Liderança
Liderança não é uma característica exclusiva de quem ocupa um cargo de gestão.
Profissionais podem demonstrar liderança ao orientar colegas, assumir responsabilidades, organizar iniciativas e influenciar positivamente um grupo.
Em posições formais de liderança, entretanto, o conjunto de características exigido pode ser ainda mais amplo, incluindo tomada de decisão, desenvolvimento de pessoas, gestão de conflitos e visão estratégica.
O World Economic Forum coloca liderança e influência social entre as principais competências centrais do mercado.
Para conhecer diferentes maneiras de exercer essa capacidade, também vale entender os tipos de liderança.
12. Organização e gestão do tempo
Organização influencia a maneira como uma pessoa administra tarefas, prazos, prioridades e compromissos.
Um profissional organizado consegue visualizar o que precisa ser realizado e reduzir o risco de esquecer atividades importantes.
Isso não significa necessariamente manter uma rotina rígida.
A organização no trabalho pode envolver planejamento semanal, listas de tarefas, calendário, definição de prioridades ou ferramentas digitais.
Já a gestão de tempo ajuda especialmente profissionais que precisam lidar com muitas demandas simultaneamente.
Organização também está relacionada à capacidade de identificar o que é urgente, o que é importante e o que pode esperar.
13. Curiosidade e aprendizagem contínua
Curiosidade é o interesse genuíno em entender novos assuntos, ferramentas, processos e possibilidades.
Já a aprendizagem contínua envolve transformar essa curiosidade em desenvolvimento.
Em um mercado marcado por mudanças tecnológicas rápidas, a atualização tende a precisar ser constante.
O World Economic Forum coloca curiosidade e aprendizagem ao longo da vida entre as competências consideradas relevantes e em crescimento até 2030.
A OIT também destaca a transformação contínua das competências em um mercado afetado pela inteligência artificial.
Essa característica pode ser fortalecida por meio de treinamento e desenvolvimento, cursos, projetos práticos, leituras e experiências que obriguem o profissional a sair da zona de conforto.
Existem outras características comportamentais importantes?
Sim. As 13 características anteriores representam um conjunto bastante relevante para o mercado, mas não esgotam o assunto.
Outras capacidades podem ser decisivas dependendo da função.
Responsabilidade e confiabilidade
Ser confiável significa cumprir acordos, comunicar problemas com antecedência e assumir responsabilidade pelos próprios resultados.
Se uma tarefa não poderá ser concluída dentro do prazo, por exemplo, informar o responsável antes do vencimento demonstra uma postura diferente de simplesmente deixar o prazo passar sem explicação.
Ética profissional
Características comportamentais também estão relacionadas à maneira como alguém lida com princípios, responsabilidades e informações.
A ética profissional influencia decisões, relacionamentos e a forma como o profissional reage diante de situações que envolvem conflitos de interesse ou pressão.
Autonomia
Autonomia é a capacidade de conduzir atividades e tomar decisões dentro dos limites de responsabilidade definidos.
Um profissional autônomo não precisa receber instruções detalhadas para cada etapa.
Ele entende o objetivo, identifica o que precisa ser feito e busca os recursos necessários.
Autonomia, entretanto, não significa independência absoluta. Saber quando pedir ajuda também faz parte dessa competência.
Capacidade de negociação
Negociação está presente em muito mais situações do que compra e venda.
Profissionais negociam prazos, prioridades, recursos, responsabilidades, expectativas e soluções.
Uma boa negociação procura compreender os interesses envolvidos e construir um acordo possível.
Como identificar as características comportamentais de uma pessoa?
Avaliar comportamento é mais complexo do que verificar um diploma.
Uma certificação pode comprovar que alguém concluiu determinada formação. Já características comportamentais normalmente precisam ser observadas em situações que permitam identificar como a pessoa reage.
Entre os métodos utilizados em processos seletivos e gestão de pessoas estão:
- entrevistas por competências;
- perguntas situacionais;
- dinâmicas de grupo;
- testes ou inventários de perfil;
- simulações;
- referências profissionais;
- observação de comportamentos ao longo do processo.
Uma entrevista por competência, por exemplo, procura evidências de comportamentos anteriores que possam ajudar a compreender como o candidato reagiu a determinadas situações.
Também podem ser utilizados instrumentos de avaliação comportamental.
Entretanto, nenhum teste deve ser tratado como uma descrição absoluta da personalidade ou como uma previsão perfeita de desempenho.
O que são testes de perfil comportamental?
Testes de perfil comportamental procuram identificar padrões de comportamento, preferências ou tendências.
Existem diferentes metodologias e modelos, cada um com objetivos, fundamentos e limitações próprios.
O modelo Big Five, por exemplo, organiza características de personalidade em cinco grandes dimensões.
Outras ferramentas utilizadas por empresas podem seguir abordagens diferentes, como DISC. É possível conhecer mais sobre o teste DISC e entender como esse tipo de instrumento é utilizado.
É importante, porém, evitar a ideia de que um teste consegue definir completamente quem uma pessoa é.
Comportamento depende de contexto.
Uma pessoa pode agir de determinada maneira quando está liderando uma equipe e de outra quando está aprendendo uma atividade nova.
Características comportamentais podem ser desenvolvidas?
Sim.
Esse é um dos pontos mais importantes sobre o tema.
Não é necessário pensar que características comportamentais são completamente fixas.
A OCDE destaca a possibilidade de desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais ao longo da vida.
Desenvolver uma característica normalmente exige consciência sobre o comportamento atual, prática e acompanhamento.
Por exemplo, alguém que deseja melhorar a comunicação pode começar identificando quais situações geram mais dificuldade: falar em público, escrever mensagens, conduzir reuniões ou expressar discordâncias.
A partir disso, é possível escolher exercícios específicos.
Uma pessoa que deseja desenvolver a proatividade pode passar a identificar pequenos problemas que consegue resolver dentro de sua autonomia, em vez de esperar sempre por uma solicitação.
Quem deseja desenvolver inteligência emocional pode trabalhar reconhecimento das próprias reações, autorregulação e estratégias para responder melhor em situações de pressão.
Como desenvolver características comportamentais?
O desenvolvimento começa com autoconhecimento.
Antes de tentar mudar um comportamento, é útil entender em quais situações ele aparece, quais consequências provoca e como outras pessoas percebem essa atitude.
Feedback é uma ferramenta importante nesse processo.
Pode ser difícil perceber sozinho que determinada forma de comunicação parece agressiva, que uma postura excessivamente cautelosa impede decisões ou que uma tendência a assumir tudo sozinho está prejudicando o trabalho coletivo.
Por isso, pedir feedback a gestores, colegas e pessoas que trabalham próximas pode gerar informações valiosas.
Também é possível utilizar um PDI para transformar uma característica que precisa ser desenvolvida em um objetivo concreto.
Em vez de definir apenas “quero melhorar minha comunicação”, o profissional pode estabelecer algo como:
“Durante os próximos três meses, vou conduzir pelo menos uma apresentação por mês e pedir feedback sobre clareza, objetividade e organização das informações.”
A meta fica mais observável e permite acompanhar a evolução.
Como colocar características comportamentais no currículo?
Características comportamentais não devem aparecer apenas como uma lista genérica.
Escrever:
“comunicativo, proativo, resiliente, organizado e criativo”
não mostra necessariamente que essas características existem.
É melhor relacioná-las a experiências concretas.
Por exemplo:
“Condução de reuniões semanais com equipes de diferentes áreas, acompanhando demandas e alinhando prioridades.”
Nesse caso, a experiência fornece evidências de comunicação, organização e colaboração.
Outro exemplo:
“Identificação de gargalos em processo e implementação de melhoria que reduziu o tempo de execução da atividade.”
Aqui podem aparecer proatividade, pensamento analítico e capacidade de resolução de problemas.
O currículo funciona melhor quando apresenta resultados e experiências que ajudam o recrutador a interpretar as competências do candidato.
Como falar sobre características comportamentais em uma entrevista?
Entrevistas podem incluir perguntas como:
“Conte uma situação em que você precisou lidar com um conflito.”
“Como você reage quando recebe uma crítica?”
“Fale sobre um momento em que precisou se adaptar a uma mudança.”
“Descreva uma situação em que tomou iniciativa.”
A melhor estratégia não é tentar adivinhar qual resposta o recrutador deseja ouvir.
É contar uma situação real e explicar o que aconteceu, qual foi sua atitude e qual foi o resultado.
O método STAR pode ajudar a estruturar esse tipo de resposta em quatro partes: situação, tarefa, ação e resultado.
Isso permite apresentar evidências concretas de uma característica, em vez de simplesmente afirmar que você a possui.
Como as características comportamentais mudam conforme a profissão?
Não existe um perfil comportamental perfeito para todas as vagas.
Uma função de atendimento ao cliente pode exigir bastante comunicação, empatia e escuta ativa.
Uma atividade predominantemente analítica pode valorizar pensamento crítico, organização e capacidade de concentração.
Já uma posição de liderança pode exigir comunicação, inteligência emocional, negociação, tomada de decisão e influência.
Até dentro da mesma profissão essas prioridades podem mudar.
Uma empresa pode procurar alguém para atuar em um ambiente altamente estruturado, enquanto outra precisa de uma pessoa confortável com mudanças frequentes e maior autonomia.
Por isso, características comportamentais devem sempre ser interpretadas de acordo com o contexto da função.
Características comportamentais em 2026: o que mudou?
O ano de 2026 reforçou uma transformação importante no mercado de trabalho: as características comportamentais passaram a ser discutidas de maneira mais próxima das competências digitais e da inteligência artificial.
Não se trata mais apenas de saber “trabalhar bem com outras pessoas”.
Agora, profissionais também precisam ser capazes de aprender novas ferramentas, avaliar informações produzidas por sistemas de IA, adaptar seus processos e tomar decisões diante de mudanças rápidas.
Em 13 de agosto de 2026, a OIT publicou o relatório Changing landscape of skills in the age of AI, mostrando que a expansão da inteligência artificial está aumentando a necessidade de competências cognitivas, socioemocionais, digitais e específicas de IA. O relatório destaca especialmente alfabetização em IA, adaptabilidade, resiliência e agência humana.
O World Economic Forum aponta tendência semelhante. O relatório prevê que, entre 2025 e 2030, cerca de 39% das habilidades atualmente existentes deverão ser transformadas ou ficar desatualizadas. O levantamento também aponta que 59 em cada 100 trabalhadores precisariam de algum tipo de requalificação ou aperfeiçoamento até 2030.
Esse contexto muda a forma de pensar sobre empregabilidade.
Ter uma lista estática de habilidades pode não ser suficiente.
O diferencial passa a ser a capacidade de continuar aprendendo e adaptar essas habilidades conforme o trabalho muda.
Tendências para 2027: quais características comportamentais devem ganhar ainda mais importância?
O cenário de 2027 tende a aprofundar algumas tendências que já aparecem em 2026.
Mais valorização da adaptabilidade
Novas ferramentas de IA, automações e modelos de trabalho exigem profissionais que consigam aprender rapidamente.
Isso significa que adaptabilidade tende a deixar de ser uma característica desejável para se tornar parte básica da empregabilidade.
Pensamento crítico diante da IA
À medida que ferramentas generativas produzem respostas, textos, análises e recomendações, os profissionais precisam avaliar a qualidade dessas informações.
Saber perguntar, validar, comparar e contextualizar tende a ser tão importante quanto saber utilizar a ferramenta.
Comunicação em ambientes híbridos e digitais
A comunicação profissional continuará mudando.
Reuniões presenciais convivem com mensagens instantâneas, documentos colaborativos, videoconferências e agentes de IA.
Ser claro em diferentes formatos será uma vantagem.
Criatividade para resolver problemas
A IA pode gerar alternativas em alta velocidade.
Por isso, criatividade tende a estar menos relacionada à capacidade de produzir algo completamente sozinho e mais ligada à capacidade de formular problemas, combinar perspectivas e reconhecer boas oportunidades.
Aprendizagem contínua
A atualização tende a se tornar parte permanente da carreira.
O trabalhador não deve pensar apenas em “fazer um curso e estar pronto”.
A preparação passa a ser contínua.
Liderança e influência
Mesmo com novas tecnologias, organizações continuam precisando de pessoas capazes de mobilizar equipes, negociar prioridades, lidar com conflitos e tomar decisões.
O World Economic Forum coloca liderança e influência social entre as competências centrais e também entre as que devem manter relevância nos próximos anos.
Características comportamentais e inteligência artificial
Imagine dois profissionais utilizando a mesma ferramenta de IA.
Um aceita automaticamente qualquer resposta produzida pelo sistema.
O outro questiona a informação, verifica fontes, compara alternativas, adapta o resultado ao contexto e identifica riscos.
A diferença não está somente na ferramenta.
Está também no comportamento.
Pensamento crítico, responsabilidade, curiosidade, comunicação e capacidade de julgamento influenciam a qualidade com que uma tecnologia é utilizada.
Isso significa que aprender a utilizar IA precisa caminhar junto com o desenvolvimento de capacidades comportamentais.
Quanto mais fácil se torna gerar uma resposta, maior pode ser a importância de saber avaliar se aquela resposta realmente faz sentido.
Características comportamentais no trabalho remoto e híbrido
O trabalho remoto e híbrido também exige adaptações comportamentais.
Quando parte da comunicação ocorre por mensagens, reuniões virtuais e ferramentas colaborativas, algumas habilidades ganham importância.
É necessário saber registrar informações, comunicar atrasos, organizar a rotina, definir limites e manter alinhamento com a equipe.
A autonomia também pode ser mais exigida quando o gestor não acompanha presencialmente cada atividade.
Além disso, a comunicação escrita ganha peso.
Uma mensagem vaga como “vou ver isso” pode gerar interpretações diferentes. Em contrapartida, uma comunicação como “vou analisar a demanda hoje e retorno até as 16h” cria uma expectativa mais clara.
O trabalho híbrido exige, portanto, adaptação não apenas tecnológica, mas também comportamental.
Características comportamentais para crescer na carreira
À medida que a carreira avança, algumas competências podem ganhar importância adicional.
Profissionais em posições iniciais podem precisar demonstrar capacidade de aprendizado, responsabilidade e colaboração.
Com mais experiência, podem surgir demandas relacionadas a autonomia, negociação, visão sistêmica, influência e liderança.
Em posições executivas, tomada de decisão, pensamento estratégico, gestão de conflitos e capacidade de influenciar diferentes públicos tendem a ganhar ainda mais espaço.
Isso não significa abandonar competências anteriores.
É uma evolução.
O profissional pode continuar precisando de organização e comunicação, mas utilizá-las em situações progressivamente mais complexas.
Por isso, vale revisar periodicamente o próprio plano de carreira e identificar quais características serão mais importantes para a próxima etapa profissional.
Como descobrir quais características comportamentais você precisa desenvolver?
Uma forma prática é comparar três perspectivas.
Primeiro, observe quais comportamentos você já demonstra com facilidade.
Depois, identifique quais situações costumam gerar dificuldade.
Por fim, analise o que é esperado no cargo atual ou na posição que você deseja alcançar.
Esse cruzamento ajuda a encontrar lacunas.
Por exemplo, uma pessoa pode ter excelente conhecimento técnico, mas dificuldade para apresentar ideias para executivos.
Nesse caso, melhorar comunicação e influência pode ser mais estratégico do que fazer outro curso técnico.
Outro profissional pode dominar apresentações, mas ter dificuldade para organizar tarefas e cumprir prazos. Para ele, produtividade e organização podem representar uma prioridade maior.
Também é possível recorrer a ferramentas de assessment como parte de um processo mais amplo de autoconhecimento e desenvolvimento.
Não existe uma lista universal de características que todos precisam desenvolver no mesmo nível.
Características comportamentais são importantes em processos seletivos?
Sim.
Empresas podem buscar sinais comportamentais desde a descrição da vaga até a entrevista.
Perguntas situacionais, entrevistas por competências, dinâmicas de grupo e exercícios práticos podem ser usados para compreender como o candidato reage a determinadas situações.
Isso também explica por que um candidato tecnicamente qualificado pode não ser escolhido para uma vaga.
O recrutador não está necessariamente dizendo que a pessoa não é competente.
Pode haver uma incompatibilidade entre determinadas características observadas e o que a posição ou o contexto da empresa exige.
É importante, entretanto, diferenciar fit cultural de simplesmente procurar pessoas iguais às que já trabalham na organização.
Uma cultura saudável pode valorizar diferentes estilos de personalidade enquanto mantém princípios claros de colaboração, respeito e responsabilidade.
Como as empresas podem desenvolver características comportamentais?
O desenvolvimento não deve ficar exclusivamente sob responsabilidade do colaborador.
Empresas podem criar ambientes que incentivem aprendizagem, feedback e experimentação.
Treinamentos são uma alternativa, mas não são a única.
Gestores podem estabelecer conversas de desenvolvimento, fornecer feedbacks regulares, criar oportunidades para profissionais assumirem novos desafios e incentivar colaboração entre áreas.
A avaliação de desempenho também pode ajudar a identificar pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento.
O mais importante é transformar uma característica abstrata em comportamentos observáveis.
“Desenvolver liderança” é muito amplo.
“Delegar tarefas com clareza, realizar reuniões individuais e fornecer feedback regularmente” é mais concreto.
Da mesma maneira, “melhorar comunicação” pode se transformar em objetivos como conduzir apresentações, produzir mensagens mais objetivas ou praticar escuta durante reuniões.
Existe uma característica comportamental mais importante que as outras?
Não.
A importância depende do contexto.
Um profissional que trabalha com atendimento pode precisar desenvolver fortemente empatia, escuta e comunicação.
Uma função analítica pode exigir pensamento crítico, atenção e organização.
Uma liderança pode precisar combinar comunicação, influência, tomada de decisão, inteligência emocional e visão estratégica.
Em profissões criativas, criatividade e abertura a novas ideias podem ter maior peso.
Por isso, a lista das 13 características comportamentais mais procuradas no mercado deve servir como referência, e não como regra absoluta.
O objetivo não é tentar desenvolver todas as características exatamente no mesmo nível.
É compreender quais delas fazem diferença para sua profissão, seu momento de carreira e seus objetivos.
Perguntas frequentes sobre características comportamentais
O que são características comportamentais?
São aspectos relacionados à maneira como uma pessoa tende a agir, reagir, se comunicar e se relacionar diante de diferentes situações.
Quais são as 13 características comportamentais mais procuradas?
Comunicação, escuta ativa, inteligência emocional, resiliência, flexibilidade e adaptabilidade, proatividade, pensamento crítico, criatividade, trabalho em equipe, empatia, liderança, organização e gestão do tempo e curiosidade e aprendizagem contínua estão entre as características relevantes para o mercado de trabalho.
Qual a diferença entre hard skills e soft skills?
Hard skills são competências técnicas relacionadas ao conhecimento necessário para realizar determinadas atividades. Soft skills estão relacionadas a comportamentos, relações interpessoais e capacidades socioemocionais.
Características comportamentais podem ser desenvolvidas?
Sim. Autoconhecimento, prática, feedback, treinamento e novas experiências podem contribuir para o desenvolvimento dessas capacidades.
Características comportamentais são avaliadas em entrevistas?
Podem ser. Empresas utilizam entrevistas por competências, perguntas situacionais, dinâmicas, simulações e outros métodos para buscar evidências de comportamentos.
Como colocar características comportamentais no currículo?
É melhor demonstrá-las por meio de experiências e resultados do que apenas listá-las. Em vez de escrever “proativo”, por exemplo, descreva uma situação em que identificou um problema e tomou uma iniciativa para solucioná-lo.
Quais características comportamentais serão importantes em 2027?
Adaptabilidade, pensamento crítico, comunicação, criatividade, liderança, inteligência emocional e aprendizagem contínua tendem a ganhar ainda mais relevância à medida que inteligência artificial e automação transformam as atividades profissionais.
Qual característica comportamental é mais importante para conseguir emprego?
Depende da vaga. Uma posição de atendimento pode valorizar comunicação e empatia, enquanto uma função técnica pode exigir maior peso de pensamento analítico, organização e colaboração.
A inteligência artificial torna as características comportamentais menos importantes?
Não necessariamente. A tendência observada em relatórios recentes é de complementaridade: a IA aumenta a demanda por competências digitais, mas também reforça a importância de capacidades cognitivas e socioemocionais, como pensamento crítico, adaptabilidade, resiliência e julgamento humano.
Como se preparar para o futuro do trabalho?
As características comportamentais influenciam muito mais do que a convivência no ambiente profissional.
Elas interferem na maneira como uma pessoa aprende, trabalha em equipe, enfrenta mudanças, toma decisões, resolve problemas e utiliza seus conhecimentos técnicos.
Por isso, desenvolver comunicação, escuta ativa, inteligência emocional, resiliência, adaptabilidade, proatividade, pensamento crítico, criatividade, trabalho em equipe, empatia, liderança, organização e aprendizagem contínua pode fortalecer tanto a atuação atual quanto a preparação para oportunidades futuras.
Em 2026, os sinais do mercado apontam para uma combinação cada vez mais forte entre competências humanas e tecnológicas. O World Economic Forum estima que 39% das competências atualmente utilizadas no trabalho poderão ser transformadas ou ficar desatualizadas até 2030, enquanto a OIT identifica mudanças relevantes na demanda por competências provocadas pela expansão da IA.
Para 2027, isso significa que desenvolver uma característica comportamental não deve ser encarado como um projeto pontual.
Aprender a se comunicar melhor, pensar criticamente, trabalhar em equipe, liderar, adaptar-se e continuar aprendendo é um processo que acompanha toda a carreira.
A preparação para os próximos anos, portanto, não depende apenas de aprender novas ferramentas.
Também exige saber como pensar, como colaborar, como se adaptar e como tomar decisões diante de cenários que mudam rapidamente.
Características comportamentais não substituem conhecimento técnico.
Elas ajudam a transformar conhecimento em ação, relacionamento e resultado.
E, justamente porque podem ser desenvolvidas ao longo da carreira, representam uma área importante para quem deseja continuar aprendendo, crescer profissionalmente e acompanhar as transformações do mercado de trabalho.