Quando pensamos em inovação, inteligência artificial, desenvolvimento de software, ciência de dados ou cibersegurança, é importante lembrar que as mulheres na tecnologia fazem parte dessa história desde os primeiros avanços da computação.
Apesar disso, a participação feminina ainda está abaixo da masculina em diferentes segmentos tecnológicos. Esse desequilíbrio é resultado de fatores que começam antes mesmo da escolha profissional: estereótipos de gênero, acesso desigual à formação, falta de referências femininas, vieses em processos seletivos e barreiras para chegar a cargos de liderança são alguns dos obstáculos encontrados ao longo da trajetória.
O cenário está mudando. Empresas, instituições de ensino e comunidades vêm ampliando iniciativas de formação, mentoria, networking e contratação. Ao mesmo tempo, novas áreas como inteligência artificial, dados, cloud e segurança aumentam as possibilidades para quem deseja construir uma carreira no setor.
Promover a diversidade de gênero não é apenas uma questão de representatividade. Para empresas que dependem de inovação e precisam disputar profissionais qualificados, ampliar o acesso de mulheres às carreiras tecnológicas significa também aproveitar uma parcela maior de talentos e incorporar diferentes perspectivas ao desenvolvimento de produtos, serviços e soluções.
A seguir, conheça o cenário das mulheres na tecnologia no Brasil, as principais barreiras, possibilidades de carreira, caminhos para entrar na área e iniciativas capazes de ampliar a presença feminina no setor.
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- Qual é o cenário atual das mulheres na tecnologia no Brasil?
- Mulheres sempre fizeram parte da história da tecnologia
- Por que aumentar a participação de mulheres na tecnologia é importante?
- Quais são as principais barreiras enfrentadas pelas mulheres em TI?
- Quais áreas de tecnologia oferecem oportunidades para mulheres?
- Como entrar na área de tecnologia sendo mulher?
- Precisa fazer faculdade de tecnologia para trabalhar em TI?
- Como conquistar a primeira oportunidade em tecnologia?
- Por que redes de apoio e mentoria são importantes?
- O que as empresas podem fazer para aumentar a presença feminina em tecnologia?
- Quais tendências podem ampliar a presença feminina na tecnologia?
- Mulheres na tecnologia: mais participação significa mais possibilidades
- FAQ sobre mulheres na tecnologia
- Como a Serasa Experian incentiva as mulheres na tecnologia?
- Faça parte da tecnologia na Serasa Experian
Qual é o cenário atual das mulheres na tecnologia no Brasil?
A participação feminina em tecnologia está avançando, mas os dados mostram que ainda existe um caminho importante para alcançar maior equilíbrio.
Um estudo divulgado pela Serasa Experian em 2025 apontou crescimento de 4,6% no número de mulheres atuando em tecnologia entre 2024 e 2025. Ainda assim, apenas 0,08% da população feminina brasileira com 18 anos ou mais aparecia no levantamento como profissional de TI, diante de 0,34% entre os homens.
Outro retrato importante aparece no Relatório de Diversidade 2025 da Brasscom. Segundo os dados apresentados no estudo, o setor de TIC reunia cerca de 39,2% de mulheres e 60,8% de homens, além de registrar uma diferença salarial de 27,5% entre os gêneros. Ao mesmo tempo, mulheres já representavam 35,2% dos cargos de gerência e diretoria considerados pelo levantamento.
Os números precisam ser interpretados de acordo com a metodologia e o universo de cada pesquisa. O conceito de “profissionais de tecnologia”, por exemplo, pode considerar ocupações, segmentos empresariais ou populações diferentes. Ainda assim, os levantamentos convergem em um ponto: a presença feminina avançou, mas permanece desigual.
Essa diferença também começa antes da entrada no mercado de trabalho
As mulheres são maioria no ensino superior brasileiro como um todo, mas continuam sub-representadas em determinados cursos de computação e tecnologias da informação. O Censo da Educação Superior 2024, do Inep ajuda a acompanhar a distribuição de matrículas, ingressantes e concluintes e fornece dados oficiais para entender as diferenças de participação entre áreas de formação.
Esse funil — da educação ao emprego e, depois, à liderança — ajuda a explicar por que falar sobre mulheres na tecnologia envolve muito mais do que simplesmente incentivar candidaturas.
Mulheres sempre fizeram parte da história da tecnologia
A baixa representatividade atual não significa que a computação tenha sido historicamente construída apenas por homens.
Mulheres participaram de avanços fundamentais desde muito antes da popularização dos computadores pessoais.
Entre algumas das pioneiras frequentemente lembradas estão Ada Lovelace, Grace Hopper, Katherine Johnson e Radia Perlman, cujas trajetórias estão relacionadas a algoritmos, linguagens de programação, exploração espacial e redes de computadores. (Blog Unoeste)
Ada Lovelace
No século XIX, Ada Lovelace desenvolveu uma sequência de instruções para a Máquina Analítica de Charles Babbage e é reconhecida como uma das figuras pioneiras da programação.
Sua contribuição também é lembrada porque ela percebeu que máquinas poderiam, em tese, operar sobre outros tipos de informação e não apenas realizar cálculos numéricos.
Grace Hopper
Grace Hopper teve participação fundamental na evolução das linguagens de programação e no desenvolvimento de compiladores.
Seu trabalho ajudou a aproximar a programação da linguagem humana, contribuindo para uma computação mais acessível a diferentes profissionais.
Katherine Johnson
A matemática Katherine Johnson participou de cálculos essenciais ligados aos programas espaciais dos Estados Unidos.
Sua história ganhou maior visibilidade décadas depois, tornando-se também uma referência para mulheres negras nas áreas de ciência, matemática e tecnologia.
Radia Perlman
Radia Perlman tornou-se uma referência na área de redes de computadores e está associada ao desenvolvimento do Spanning Tree Protocol, importante para o funcionamento de redes. (Think Future)
Resgatar essas trajetórias ajuda a combater a ideia equivocada de que tecnologia seria uma área naturalmente masculina.
A presença feminina não é uma novidade. O desafio histórico está, muitas vezes, na visibilidade, no reconhecimento e na continuidade dessas trajetórias.
Por que aumentar a participação de mulheres na tecnologia é importante?
Promover a participação feminina produz impactos que vão além da quantidade de mulheres contratadas.
Amplia o acesso aos talentos disponíveis
A tecnologia demanda profissionais em diferentes especialidades.
Quando estereótipos ou barreiras afastam parte da população dessas oportunidades, o próprio setor reduz sua capacidade de encontrar pessoas qualificadas.
Ampliar o acesso de mulheres significa aumentar o universo de talentos disponíveis para desenvolvimento, engenharia, dados, segurança, produtos, design e outras áreas.
Aumenta a diversidade de perspectivas
Produtos tecnológicos atendem pessoas com diferentes experiências, características e necessidades.
Equipes mais diversas podem ampliar a quantidade de perspectivas consideradas durante a definição de problemas, criação de soluções e avaliação de riscos.
Isso se torna particularmente importante em tecnologias que afetam diretamente a vida das pessoas.
Contribui para identificar vieses
Inteligência artificial e sistemas automatizados são exemplos claros.
Modelos aprendem a partir de dados e decisões humanas. Caso esses dados reproduzam desigualdades históricas, os sistemas podem acabar replicando ou até ampliando padrões indesejados.
A presença de profissionais com diferentes perspectivas não elimina automaticamente esse risco, mas amplia a capacidade das equipes de questionar premissas, identificar problemas e desenvolver soluções mais responsáveis. O tema ganhou destaque também entre conteúdos concorrentes sobre presença feminina em tecnologia e IA. (Blog Unoeste)
Cria modelos de referência para outras mulheres
Ver mulheres atuando como desenvolvedoras, cientistas de dados, engenheiras, arquitetas e líderes ajuda novas profissionais a visualizar possibilidades concretas de carreira.
Esse efeito pode começar ainda na escola e continuar durante faculdade, estágio, primeiro emprego e desenvolvimento profissional.
A liderança feminina também cumpre papel relevante porque mostra que o crescimento na carreira não precisa terminar nos cargos iniciais ou intermediários.
Quais são as principais barreiras enfrentadas pelas mulheres em TI?
A desigualdade de participação não pode ser explicada por uma única causa.
Ela é resultado de fatores educacionais, sociais, culturais e corporativos que podem se acumular ao longo da trajetória profissional.
Estereótipos desde a infância
Meninas e meninos nem sempre recebem os mesmos estímulos relacionados à tecnologia, matemática, robótica, jogos e engenharia.
Por muitos anos, computadores e videogames foram fortemente associados ao público masculino, contribuindo para a formação da ideia de que tecnologia seria uma escolha profissional “para homens”. Esse tipo de incentivo desigual é apontado também em análises sobre a baixa presença feminina nos cursos tecnológicos. (Bosch no Brasil)
Quando chega o momento de escolher uma formação, esses estereótipos já podem ter influenciado interesses, segurança e percepção de pertencimento.
Por isso, aproximar meninas de ciência, matemática e tecnologia desde cedo é uma das estratégias para mudar o cenário no longo prazo.
Falta de modelos de referência
Quando uma pessoa olha para determinado setor e encontra poucas profissionais com trajetórias semelhantes à sua, pode ser mais difícil imaginar-se naquele ambiente.
A falta de mulheres visíveis como professoras, especialistas, gestoras e executivas reforça essa sensação.
Dar espaço para diferentes histórias profissionais ajuda a criar referências mais diversas e mostrar que existem vários caminhos para construir uma carreira em tecnologia.
Viés inconsciente
O viés inconsciente pode aparecer durante seleção, distribuição de projetos, avaliação de desempenho e promoção.
Uma profissional pode, por exemplo, ter sua competência questionada de maneira diferente ou receber menos oportunidades de liderar determinadas iniciativas.
Como nem sempre esses vieses acontecem de forma explícita, empresas precisam desenvolver processos estruturados, critérios transparentes e capacitação das pessoas responsáveis por decisões de carreira.
Ambientes pouco inclusivos
Contratar mulheres não é suficiente quando a cultura não cria condições para permanência e desenvolvimento.
Ambientes nos quais interrupções, comentários inadequados, assédio ou desvalorização são tolerados podem fazer com que profissionais qualificadas deixem a empresa — ou até abandonem o setor.
Por isso, construir um ambiente inclusivo no trabalho é tão importante quanto ampliar o recrutamento.
Dificuldade de acesso à liderança
A representatividade pode diminuir conforme os níveis hierárquicos aumentam.
Esse fenômeno é observado em diversos mercados e ajuda a explicar por que ampliar a quantidade de mulheres nos cargos iniciais não necessariamente leva, sozinho, à igualdade na liderança.
Programas de mentoria, sucessão, desenvolvimento e critérios transparentes de promoção podem ajudar a reduzir essa diferença.
Desigualdade salarial
A diferença de remuneração continua sendo uma questão relevante nas discussões sobre gênero e carreira.
No setor tecnológico, observar salários por função, senioridade, tempo de experiência e responsabilidade é essencial para identificar distorções.
Empresas podem utilizar análises periódicas de remuneração e critérios claros para contratação e promoção como parte de suas estratégias de equidade.
Quais áreas de tecnologia oferecem oportunidades para mulheres?
Não existe uma única “carreira de TI”.
Tecnologia reúne diversas profissões e níveis de especialização, inclusive funções que combinam competências técnicas, criatividade, negócios e relacionamento.
| Área | Exemplos de conhecimentos |
|---|---|
| Desenvolvimento de software | Programação, APIs, bancos de dados e testes |
| Dados e IA | SQL, Python, estatística, machine learning e BI |
| Cibersegurança | Redes, vulnerabilidades, segurança cloud e riscos |
| Infraestrutura e cloud | Redes, sistemas, AWS, Azure e automação |
| UX e UI | Pesquisa, prototipação, Figma e experiência do usuário |
| Quality Assurance | Testes, automação e qualidade de software |
| Produto | Produto digital, métricas, discovery e estratégia |
| Arquitetura | Sistemas distribuídos, cloud, integração e segurança |
| Gestão de projetos | Agile, Scrum, planejamento e indicadores |
Desenvolvimento de software
Quem gosta de programação pode atuar em front-end, back-end, mobile ou desenvolvimento full stack.
Conhecer a profissão de desenvolvedor de software ajuda a entender algumas das competências necessárias e possibilidades de atuação.
Dados e inteligência artificial
Dados se tornaram uma área estratégica para empresas.
As oportunidades incluem análise, engenharia, ciência de dados, Business Intelligence e inteligência artificial.
Quem deseja começar pode conhecer a carreira de analista de dados ou entender por onde começar em análise de dados.
Cibersegurança
A expansão dos serviços digitais aumentou a necessidade de profissionais capazes de proteger informações, aplicações e infraestrutura.
A carreira de analista de segurança da informação é uma das possibilidades nesse campo.
Arquitetura e infraestrutura
Para profissionais que gostam de entender como diferentes sistemas se conectam, existem oportunidades relacionadas à infraestrutura, cloud computing e arquitetura.
O arquiteto de soluções é um exemplo de função que combina conhecimento técnico, visão de negócio e comunicação.
Como entrar na área de tecnologia sendo mulher?
Não existe um único caminho. É possível começar pela graduação, estágio, cursos técnicos, bootcamps ou até por uma transição de carreira para TI.
O mais importante é definir uma direção inicial.
1. Conheça as diferentes profissões de tecnologia
Antes de aprender programação apenas porque ela é associada à tecnologia, pesquise as possibilidades.
Existem profissões de tecnologia ligadas a:
- programação;
- dados;
- segurança;
- experiência do usuário;
- produtos;
- infraestrutura;
- testes;
- agilidade;
- inteligência artificial;
- gestão;
- arquitetura.
Identifique quais atividades combinam melhor com seus interesses e habilidades.
2. Escolha uma trilha inicial
Depois de conhecer as opções, escolha uma área para começar.
Se você deseja trabalhar com dados, por exemplo, pode iniciar por Excel, SQL, análise de dados e uma ferramenta de visualização.
Para desenvolvimento, lógica de programação e uma linguagem adequada à área de interesse podem formar uma boa base.
Evite tentar aprender dez tecnologias diferentes ao mesmo tempo.
3. Desenvolva hard skills
As hard skills são os conhecimentos técnicos necessários para realizar o trabalho.
Dependendo da área, podem incluir:
- linguagens de programação;
- banco de dados;
- cloud;
- metodologias ágeis;
- análise de dados;
- segurança;
- ferramentas de design;
- testes;
- inteligência artificial.
Cursos, graduação, certificações e projetos são caminhos possíveis para desenvolvê-las.
4. Não ignore as soft skills
Conhecimento técnico não é a única competência considerada pelas empresas.
Soft skills como comunicação, colaboração, adaptabilidade, pensamento crítico e organização também são importantes.
Profissionais de tecnologia raramente trabalham isoladas: explicar decisões, negociar prioridades e participar de projetos multidisciplinares faz parte do cotidiano.
5. Faça projetos práticos
Não espere conseguir o primeiro emprego para aplicar seus conhecimentos.
Crie projetos capazes de demonstrar o que você aprendeu.
Dependendo da área, você pode desenvolver:
- um site;
- uma aplicação;
- um dashboard;
- uma análise de dados;
- uma automação;
- um protótipo;
- testes automatizados;
- uma arquitetura de solução.
Reunir essas entregas em um portfólio profissional pode facilitar a demonstração das suas habilidades em processos seletivos.
6. Procure formação acessível
Graduação é uma possibilidade importante, mas não é a única.
Também existem:
- cursos técnicos;
- cursos livres;
- certificações;
- comunidades de estudo;
- plataformas online;
- programas corporativos;
- bolsas;
- bootcamps.
Diversas iniciativas oferecem turmas ou bolsas específicas para mulheres e outros grupos historicamente sub-representados.
7. Construa uma rede profissional
Networking pode facilitar acesso a informações, referências, oportunidades e aprendizado.
Participe de:
- comunidades femininas de tecnologia;
- eventos;
- hackathons;
- meetups;
- conferências;
- grupos de estudo;
- programas de mentoria.
Entender a importância do networking para a carreira ajuda a construir relações profissionais de maneira mais estratégica.
Precisa fazer faculdade de tecnologia para trabalhar em TI?
Não necessariamente.
A exigência depende da profissão e da empresa.
Algumas funções valorizam fortemente formação acadêmica ou podem exigir conhecimentos aprofundados obtidos por meio de graduação. Outras permitem entrada por cursos, certificações, bootcamps e experiência prática.
Em desenvolvimento de software, por exemplo, portfólio e domínio técnico podem ter grande peso em determinados processos seletivos.
Já funções mais específicas podem exigir formação acadêmica ou certificações.
O ideal é pesquisar as vagas da área desejada e observar:
- formação solicitada;
- conhecimentos obrigatórios;
- tecnologias exigidas;
- experiências valorizadas;
- certificações relevantes.
Se você já possui formação em outra área, não significa necessariamente que precise começar uma segunda graduação. Avalie primeiro quais conhecimentos faltam para realizar sua transição de carreira.
Como conquistar a primeira oportunidade em tecnologia?
O primeiro emprego costuma ser um dos momentos mais desafiadores porque muitas vagas pedem alguma experiência.
Uma forma de superar essa barreira é construir evidências de aprendizado antes da contratação.
Você pode utilizar:
- projetos pessoais;
- trabalhos acadêmicos;
- hackathons;
- voluntariado;
- contribuições para projetos;
- desafios de programação;
- certificações;
- portfólio.
Para universitárias, programas de estágio em TI também podem funcionar como uma importante porta de entrada.
Ao preparar currículo e LinkedIn, destaque não apenas os nomes dos cursos, mas aquilo que você realmente consegue fazer.
Se possui certificações relevantes, veja também como adicionar certificados no LinkedIn.
Por que redes de apoio e mentoria são importantes?
Entrar em um ambiente no qual poucas pessoas compartilham experiências semelhantes pode aumentar a sensação de isolamento.
Por isso, redes voltadas às mulheres na tecnologia cumprem diferentes funções:
- compartilhamento de oportunidades;
- indicação de cursos;
- apoio na preparação para entrevistas;
- mentorias;
- troca de experiências;
- referências de carreira;
- acesso a eventos;
- construção de networking.
Esses espaços também ajudam a perceber que determinadas dificuldades não são necessariamente problemas individuais, mas podem fazer parte de barreiras enfrentadas por outras profissionais.
Mentoras e modelos de referência são especialmente importantes em momentos de transição, promoção ou mudança de especialidade.
O que as empresas podem fazer para aumentar a presença feminina em tecnologia?
A responsabilidade pela equidade não deve recair apenas sobre as profissionais.
Organizações precisam analisar toda a jornada: atração, contratação, desenvolvimento, retenção e liderança.
Criar processos seletivos inclusivos
Descrições de vagas devem ser claras sobre o que realmente é obrigatório.
Listas excessivas de requisitos podem afastar candidatas que poderiam desempenhar bem a função.
Critérios de avaliação estruturados também ajudam a reduzir julgamentos subjetivos.
Investir em vagas afirmativas
Uma vaga afirmativa pode ser utilizada para ampliar oportunidades destinadas a grupos com menor representação.
Essas iniciativas precisam estar conectadas a estratégias mais amplas de inclusão e desenvolvimento.
Criar mentorias e programas de carreira
Contratar é apenas o começo.
Programas de mentoria, PDI, desenvolvimento de liderança e sucessão ajudam profissionais a visualizar possibilidades concretas de crescimento.
Acompanhar remuneração e promoções
Indicadores permitem identificar desigualdades.
Empresas podem analisar:
- remuneração por nível;
- tempo até promoção;
- participação em projetos estratégicos;
- presença feminina na liderança;
- rotatividade;
- contratação.
Sem mensuração, problemas estruturais podem permanecer invisíveis.
Fortalecer a cultura de pertencimento
A permanência depende também da experiência cotidiana.
Políticas contra discriminação e assédio, canais de apoio, lideranças inclusivas e grupos de afinidade contribuem para construir uma cultura de inclusão e pertencimento.
Quais tendências podem ampliar a presença feminina na tecnologia?
As mudanças tecnológicas criam novos desafios, mas também novas portas de entrada.
Inteligência artificial
A expansão da IA está criando oportunidades para profissionais de:
- desenvolvimento;
- dados;
- governança;
- produtos;
- segurança;
- ética;
- experiência do usuário.
Mulheres presentes desde a criação dessas tecnologias podem participar mais diretamente das decisões que determinarão como elas serão utilizadas.
Segurança digital
Cibersegurança continua sendo uma área estratégica para empresas.
Programas de formação e transição podem ajudar a ampliar a quantidade de mulheres especializadas no setor.
Dados
Empresas de diferentes segmentos precisam de profissionais capazes de transformar informações em decisões.
Isso faz com que análise e engenharia de dados ofereçam caminhos tanto para pessoas com formação tecnológica quanto para profissionais vindas de áreas como negócios, matemática, economia e estatística.
Modelos mais flexíveis de formação
Cursos online, bootcamps, comunidades e programas corporativos tornam possível adquirir determinados conhecimentos sem seguir necessariamente um percurso tradicional.
Essa flexibilidade pode beneficiar especialmente profissionais em transição de carreira.
Mais mulheres em posições de liderança
Quanto maior a presença feminina na liderança técnica, maior a quantidade de referências para quem está começando.
O crescimento precisa acontecer, portanto, tanto na entrada quanto nos níveis de senioridade e decisão.
Mulheres na tecnologia: mais participação significa mais possibilidades
A história mostra que as mulheres na tecnologia sempre contribuíram para a inovação. O desafio contemporâneo é transformar essa contribuição em presença mais equilibrada em todos os níveis — da formação aos cargos de liderança.
Os avanços recentes são importantes, mas aumentar a representatividade exige esforços contínuos.
Para quem deseja entrar no setor, as possibilidades são amplas. Desenvolvimento, dados, inteligência artificial, segurança, produtos, UX, infraestrutura e gestão estão entre os caminhos disponíveis. Graduação pode ser uma porta de entrada, mas cursos, certificações, bootcamps, portfólio e projetos também ajudam a construir uma trajetória.
Para as empresas, o desafio vai além da contratação. Atrair mulheres sem oferecer condições para que permaneçam, desenvolvam-se e cheguem à liderança não resolve o problema de representatividade.
Processos inclusivos, oportunidades de capacitação, equidade salarial, redes de apoio, mentorias e uma cultura de pertencimento precisam caminhar juntos.
Quanto mais mulheres puderem participar da criação das tecnologias que transformam o mundo, maior será a diversidade de experiências e perspectivas presentes nas decisões que constroem esse futuro.
FAQ sobre mulheres na tecnologia
Qual é a participação das mulheres na tecnologia?
A participação depende do recorte e da metodologia utilizada. Estudos recentes continuam mostrando uma presença feminina inferior à masculina em diferentes segmentos de TI e TIC, embora existam sinais de crescimento.
Por que existem menos mulheres na tecnologia?
Não há uma única causa. Estereótipos desde a infância, menor estímulo para áreas STEM, falta de referências, vieses de gênero, desigualdade salarial e culturas organizacionais pouco inclusivas estão entre os fatores relacionados à baixa representação.
Como uma mulher pode começar na área de tecnologia?
O primeiro passo é conhecer as diferentes profissões e escolher uma trilha. Depois, vale estudar os conhecimentos técnicos necessários, desenvolver projetos, construir portfólio, participar de comunidades e buscar estágios ou oportunidades de entrada.
Mulher precisa saber programar para trabalhar com tecnologia?
Não. Programação é necessária em algumas profissões, mas tecnologia também possui oportunidades em UX, produtos, gestão de projetos, suporte, análise de negócios e outras especialidades. O conhecimento necessário depende da função.
É preciso fazer faculdade para trabalhar em tecnologia?
Nem sempre. Algumas oportunidades valorizam cursos técnicos, bootcamps, certificações, portfólio e experiência prática. Outras podem exigir formação superior. Pesquisar os requisitos das vagas da área desejada é a melhor estratégia.
Quais áreas de tecnologia estão abertas para mulheres?
Todas. Mulheres podem atuar em desenvolvimento, dados, IA, cibersegurança, cloud, infraestrutura, UX, produto, QA, arquitetura de soluções, gestão e outras especialidades.
Quais cursos ajudam mulheres a entrar na tecnologia?
A escolha depende da carreira pretendida. Existem graduações como Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, além de cursos técnicos, cursos livres, certificações e bootcamps.
Como conseguir experiência sem trabalhar na área?
Projetos pessoais, trabalhos acadêmicos, hackathons, voluntariado e contribuições para comunidades permitem aplicar conhecimentos e criar evidências práticas antes do primeiro emprego.
Existem vagas afirmativas para mulheres em tecnologia?
Sim. Algumas empresas utilizam vagas, bancos de talentos, programas de estágio ou iniciativas especificamente voltadas a mulheres e outros grupos sub-representados como parte de suas estratégias de diversidade e inclusão.
Por que mulheres na liderança tecnológica são importantes?
Lideranças femininas ampliam referências, participam de decisões estratégicas e ajudam novas profissionais a visualizar possibilidades reais de crescimento. A representatividade nos cargos de decisão também é uma dimensão importante da equidade.
O que as empresas podem fazer para apoiar mulheres na tecnologia?
Podem revisar processos seletivos, estabelecer critérios transparentes de promoção, acompanhar remuneração, oferecer mentorias, investir em capacitação, criar políticas de inclusão e garantir ambientes seguros e respeitosos.
Como montar um currículo para começar em tecnologia?
Destaque conhecimentos técnicos, ferramentas, cursos, certificações e projetos relacionados à vaga. Mesmo sem experiência formal, projetos pessoais e acadêmicos podem demonstrar habilidades relevantes.
Como a Serasa Experian incentiva as mulheres na tecnologia?
A Serasa Experian vem desenvolvendo diferentes iniciativas voltadas à diversidade, ao desenvolvimento profissional e à ampliação da participação feminina.
Dados divulgados pela companhia em março de 2026 indicam que 44,8% do quadro de pessoas colaboradoras era composto por mulheres, 38,6% dos cargos de liderança eram ocupados por elas e 24,5% das posições de TI estavam preenchidas por mulheres.
Além dos indicadores internos, existem ações voltadas à visibilidade, formação e construção de oportunidades.
Donas da Tech Toda
O Donas da Tech Toda foi criado para dar voz às mulheres que trabalham com tecnologia dentro e fora da Serasa Experian.
O videocast reúne conversas sobre:
- carreira;
- desafios do setor;
- inovação;
- liderança;
- tendências;
- desenvolvimento profissional.
A iniciativa ajuda a criar referências e compartilhar experiências de profissionais que já construíram trajetórias em tecnologia. O projeto também aparece na página dedicada às carreiras tech da companhia.
Parcerias e compromissos pela equidade
A Serasa Experian também participa de iniciativas voltadas à ampliação da equidade de gênero.
Entre elas estão o Movimento Mulher 360 e o Elas Lideram, da ONU Mulheres, além de patrocínios e parcerias com iniciativas que estimulam a participação feminina no setor, como a PrograMaria.
Essas ações ajudam a conectar capacitação, empregabilidade, desenvolvimento e representatividade.
Reconhecimentos voltados ao talento feminino
As políticas e experiências oferecidas às profissionais também receberam reconhecimentos externos.
Em 2026, foi divulgado que a Serasa Experian havia sido reconhecida pela quarta vez consecutiva entre as melhores empresas do Brasil para talento feminino de até 35 anos no ranking Employers for Youth Talento Feminino 2025.
A companhia também aparece entre as melhores empresas para mulheres no GPTW Diversidade 2024/25 e mantém reconhecimentos ligados ao ambiente de tecnologia, desenvolvimento de jovens profissionais e experiência de estágio.
Essas premiações não substituem a necessidade de evolução contínua, mas funcionam como indicadores externos de práticas relacionadas ao desenvolvimento, experiência e inclusão das pessoas.
Faça parte da tecnologia na Serasa Experian
Se você deseja desenvolver sua carreira em tecnologia, a Serasa Experian possui oportunidades em diferentes áreas e níveis de experiência.
No portal de carreiras tech, você pode conhecer vagas, descobrir possibilidades profissionais e acompanhar histórias de mulheres que fazem parte desse universo.
Confira também as vagas abertas na Serasa Experian e encontre oportunidades para transformar conhecimento, diversidade e inovação em uma nova etapa da sua carreira.