Na hora de montar seu currículo, você registra o seu nível de estudo, os cursos profissionalizantes, suas experiências no mercado de trabalho, seu nível de inglês... Mas você já ouviu falar em soft skills e sabe o que são elas?
Muitas pessoas esquecem ou acham que não é relevante citar suas habilidades pessoais para concorrer a uma vaga de emprego. No entanto, em um mercado cada vez mais dinâmico e tecnológico, as competências comportamentais tornaram-se o verdadeiro fator de desempate nos processos seletivos. Elas revelam quem você é além das linhas técnicas do papel e mostram como você realmente gera valor no dia a dia da empresa.
Se você quer entender melhor sobre esse termo, diferenciar o seu perfil e saber o que os recrutadores realmente buscam, confira o guia prático que preparamos abaixo!
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- O que são Soft skills?
- Como o termo soft skill surgiu?
- Qual a importância das soft skills no mercado de trabalho?
- Quais são as soft skills mais valorizadas no mercado?
- Como demonstrar as soft skills em entrevistas?
- Como desenvolver soft skills no ambiente profissional e pessoal?
- Principais dúvidas sobre Soft skills
O que são Soft skills?
O conceito de soft skills e o que são pode ser resumido como as habilidades comportamentais e emocionais de uma pessoa. Elas compreendem experiências pessoais e profissionais adquiridas ao longo da vida, ou seja, não dependem de certificados e diplomas.
Diferentemente das hard skills, que se definem como conhecimentos técnicos específicos, as soft skills envolvem inteligência emocional, adaptabilidade e relacionamento interpessoal, facilitando cooperação e confiança no trabalho.
Como o termo soft skill surgiu?
A expressão soft skill já é utilizada há bastante tempo. Ela surgiu nos anos 70, a partir de um estudo que abordava o conceito de competência, realizado pelo psicólogo americano David McClellan. Mas foi só em 1995 que o termo se popularizou no mercado de trabalho com a publicação da obra "Inteligência Emocional", de Daniel Goleman.
Neste livro, o autor defendia que a inteligência intelectual não era mais o único requisito relevante para um profissional no mercado de trabalho. De acordo com ele, a inteligência emocional, ou seja, a gestão das emoções pessoais, também deveria ser considerada. Além das soft skills, veja também outras que aumentam as suas chances de entrar para o mercado de trabalho.
Qual a importância das soft skills no mercado de trabalho?
Cada vez mais as soft skills são valorizadas pelos recrutadores. São elas que darão uma visão de como o profissional irá se comportar no ambiente de trabalho e no desenvolvimento de sua função.
Os diplomas, os certificados de cursos e as experiências profissionais podem fazer um currículo ser selecionado para uma entrevista de emprego, mas como uma pessoa lida com suas emoções, trata as outras pessoas é que vão influenciar na produtividade e na trajetória daquele profissional em uma empresa. Diante de tudo, a contratação de um candidato com base nas análises de suas soft skills pode significar um melhor retorno financeiro para a empresa.
Quais são as soft skills mais valorizadas no mercado?
Existem diversas competências que podem ser desenvolvidas por uma pessoa. Mas, para escolher as habilidades certas para desenvolver e colocar no currículo, é estratégico se concentrar naquelas que ditam as tendências globais. Confira quais são as soft skills mais valorizadas pelo mercado, de acordo com o relatório mais recente do Fórum Econômico Mundial (WEF) sobre o futuro do trabalho!
Resolução de problemas
Profissionais que analisam causas e propõem alternativas inovadoras transformam desafios em oportunidades. Saber agir com lógica sob pressão é um grande diferencial. Por exemplo, ao identificar a queda de uma métrica e cruzar relatórios para sugerir três alternativas de correção ao líder.
Resiliência, flexibilidade e agilidade
Adaptar-se rápido a novas ferramentas, processos ou estratégias é essencial. Profissionais ágeis se reinventam e encaram novidades como chances de evolução. Por exemplo, ao ter o prazo de entrega alterado, focar imediatamente em reorganizar o cronograma, sem lamentar a mudança.
Comunicação e escuta ativa
Comunicar-se bem envolve ouvir, transmitir informações sem ruídos, dar feedbacks construtivos e adaptar o discurso ao público, prevenindo retrabalhos. Por exemplo, ao explicar um problema de sistema complexo para a equipe de marketing, a pessoa gestora usa termos simples e sem jargões.
Inteligência emocional e autoconhecimento
É a capacidade de administrar sentimentos próprios e dos colegas. Essa competência reduz conflitos e constrói relações de confiança mútua. Por exemplo, ao receber uma crítica dura sobre uma entrega, conseguir separar o lado pessoal do profissional e absorver o feedback.
Colaboração e influência social
Colaborar é apoiar colegas, compartilhar conhecimento e unificar forças. Projetos multidisciplinares exigem respeito a diferentes opiniões para aprender juntos. Por exemplo, oferecer ajuda a um colega sobrecarregado, sabendo que a entrega dele impacta o produto final da empresa.
Gestão do tempo
Significa organizar tarefas, definir prioridades e cumprir prazos de forma consistente. Profissionais focados entregam qualidade e aumentam a produtividade. Por exemplo, planejar o dia por relevância das tarefas e desativar as notificações do celular para finalizar um relatório importante sem sofrer distrações.
Como colocar suas soft skills no currículo?
Primeiramente, você deve selecionar no máximo 5 soft skills, e elas devem ser relevantes para a função que você almeja. Descreva-as sucintamente em um campo do currículo com o título "Competências". As principais habilidades no currículo podem se destacar na parte de "resumo" com suas qualificações e experiências profissionais.
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Como demonstrar as soft skills em entrevistas?
Durante as entrevistas de emprego, os recrutadores não buscam apenas saber quais são suas competências comportamentais. Eles desejam exemplos de soft skills aplicados no dia a dia. Para organizar suas respostas e se destacar na entrevista, você pode utilizar o método STAR, uma técnica estruturada que ajuda o candidato a transformar competências abstratas em exemplos reais.
O STAR é um acrônimo para Situação, Tarefa, Ação e Resultado. Ele funciona como um roteiro narrativo para o candidato estruturar suas experiências com início, meio e fim, demonstrando na prática que possui as competências desejadas para a vaga. Na prática, funciona assim:
- S - Situação: você contextualiza o cenário. Onde e quando isso aconteceu? Qual era o desafio ou o problema enfrentado?
- T - Tarefa: você define o objetivo. Qual era a sua responsabilidade específica ou o que precisava ser resolvido naquela situação?
- A - Ação: você explica exatamente o que você fez. É o momento de destacar as suas soft skills em movimento;
- R - Resultado: o desfecho da história. Quais foram os impactos positivos da sua atitude? Apresente dados, aprendizados ou os feedbacks que recebeu.
Exemplo prático: demonstrando "resiliência e trabalho em equipe"
Para demonstrar essas duas soft skills sem parecer genérico, o método STAR aplicado ficaria assim:
- S: "No meu emprego anterior, um fornecedor essencial faliu faltando apenas duas semanas para o lançamento de um produto importante, o que gerou um clima de forte ansiedade e pânico na equipe."
- T: "Minha missão como analista era ajudar a conter a crise interna e encontrar uma alternativa rápida no mercado para não atrasar o cronograma do cliente."
- A: "Utilizando a escuta ativa e a comunicação transparente, reuni o time para acolher as preocupações e acalmar os ânimos. Em seguida, liderei uma força-tarefa de brainstorming. Entrei em contato com novos parceiros, negociei prazos de urgência e dividi as demandas de validação técnica com os meus colegas, mantendo todos motivados e focados na solução."
- R: "Conseguimos homologar um novo fornecedor a tempo e o produto foi lançado sem um único dia de atraso. A diretoria elogiou publicamente a nossa capacidade de adaptação e o espírito de união que mantivemos sob pressão."
Ao estruturar sua resposta assim, você substitui o clichê "eu sei trabalhar sob pressão" por uma prova concreta de como a sua postura gerou valor para o negócio.
Como desenvolver soft skills no ambiente profissional e pessoal?
Desenvolver soft skills é um processo contínuo, que exige autoconhecimento, vivências diversas e disposição para aprender. Diferente das hard skills, que podem ser adquiridas em um curso ou certificação pontual, as habilidades comportamentais se constroem na prática, na repetição de situações reais e, principalmente, na disposição de sair da zona de conforto. Veja estratégias recomendadas:
Aproveitar feedbacks contínuos como fonte de autoconhecimento
Solicitar e aceitar feedbacks sinceros ajuda a identificar pontos fortes e aspectos a melhorar, promovendo evolução contínua. Muitas vezes, comportamentos como falta de escuta ativa, dificuldade de dar clareza em uma explicação ou resistência a mudanças só se tornam visíveis quando alguém de fora aponta esse padrão — por isso, criar o hábito de pedir retornos específicos ("como você avalia minha comunicação nesta reunião?") é mais eficiente do que esperar por uma avaliação formal anual.
Conversas regulares com líderes e colegas favorecem o crescimento profissional, pois permitem ajustes de rota antes que um comportamento se torne um obstáculo maior na carreira. Vale registrar os feedbacks recebidos ao longo do tempo: esse histórico funciona como um mapa de evolução e ajuda a perceber, meses depois, se determinada soft skill de fato avançou.
Ampliar repertório com leitura de temas variados e atuais
Consumir conteúdos sobre inovação, liderança, comunicação e diversidade amplia a visão de mundo e inspira novas formas de agir diante de situações do dia a dia. Aproveite artigos, podcasts e vídeos de referência — o importante não é apenas consumir esse conteúdo passivamente, mas relacioná-lo com situações reais da sua rotina.
Uma boa prática é escolher, a cada semana, um tema específico (por exemplo, escuta ativa ou gestão de conflitos) e observar conscientemente como ele aparece nas suas próprias interações. Esse exercício de repetição — ler sobre o conceito, tentar aplicá-lo e depois refletir sobre o resultado — é o que transforma teoria em habilidade incorporada, em vez de apenas conhecimento acumulado.
Atuar em ações voluntárias para vivenciar liderança e trabalho em equipe
Projetos sociais ou voluntariado permitem exercitar empatia, colaboração e solução de desafios em diferentes contextos, ampliando sua visão e fortalecendo soft skills essenciais para o ambiente de trabalho. Nesses ambientes, muitas vezes não existe hierarquia formal, o que obriga a pessoa a desenvolver influência genuína e trabalho em equipe baseado em confiança, e não em cargo ou autoridade.
Além disso, o voluntariado costuma expor a pessoa a realidades e perfis muito diferentes do seu cotidiano corporativo, o que é um excelente treino para adaptabilidade e escuta ativa — duas soft skills cada vez mais valorizadas por empresas que atuam em ambientes multiculturais e times distribuídos.
Exercitar liderança informal em situações cotidianas da equipe
Assumir responsabilidades, organizar reuniões ou propor soluções inovadoras desenvolve liderança, mesmo sem cargo formal. Essas experiências mostram disposição para motivar colegas e contribuir para o crescimento coletivo, e costumam ser justamente o que diferencia quem é visto como referência técnica de quem é visto como referência de liderança dentro do time.
Pequenas atitudes contam nesse processo: se voluntariar para conduzir um projeto sem dono definido, mediar um conflito entre colegas ou simplesmente dar o primeiro passo em uma ideia nova são formas de treinar a motivação e a capacidade de mobilizar pessoas — habilidades que, com o tempo, tendem a abrir espaço para posições de liderança formal.
Investir em vivências fora do trabalho para enriquecer suas habilidades
Cursos extracurriculares, grupos de afinidade, esportes ou projetos paralelos potencializam habilidades comportamentais, estimulam criatividade, tolerância e comunicação. Buscar aprendizado fora da rotina profissional enriquece seu repertório e, muitas vezes, desenvolve exatamente as competências que o dia a dia do trabalho não exige com a mesma intensidade — como paciência em um esporte coletivo, ou capacidade de negociação em um grupo comunitário.
Vale também considerar bootcamps e outras experiências imersivas de curta duração, que combinam aprendizado técnico com trabalho em grupo sob pressão — um ambiente rico para testar e desenvolver soft skills em um contexto diferente do escritório. O importante é manter a constância: soft skills não se desenvolvem em um único evento isolado, mas na soma de pequenas experiências repetidas ao longo do tempo.
Quais são as soft skills mais desejadas no mercado de tecnologia e dados?
De acordo com uma pesquisa publicada na Revista de Gestão e Organizações (REGECO), as empresas dos setores de tecnologia e dados priorizam:
- Alta capacidade de resolução de problemas;
- Comunicação assertiva;
- Adaptabilidade.
O estudo ressalta que, diante de ambientes de constante inovação, competências como inteligência emocional e colaboração em equipes multidisciplinares são fundamentais para transformar o conhecimento técnico em resultados estratégicos de negócios.
Na Serasa Experian, a primeira DataTech do Brasil, entendemos perfeitamente sobre soft skills, o que são e como impactam o mercado, pois a tecnologia só avança quando impulsionada por pessoas. Como marca empregadora, valorizamos talentos que combinam o domínio técnico a competências como colaboração e resiliência, transformando dados em soluções seguras dentro de um ambiente inclusivo.
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Principais dúvidas sobre Soft skills
Soft skills podem ser aprendidas?
Sim, por meio de treinamentos, mentorias, feedbacks contínuos e prática intencional no cotidiano corporativo.
Como listar soft skills no currículo?
Escolha até 5 competências relevantes para a vaga e insira-as na seção "Habilidades" ou integradas ao seu resumo profissional.
Quais são mais valorizadas em empresas de tecnologia?
Destacam-se a resolução de problemas complexos, a adaptabilidade a mudanças rápidas, a comunicação clara e o forte espírito de colaboração.