Você já se perguntou o que significa o termo PcD no currículo e qual a forma mais estratégica de abordar esse tema em sua trajetória profissional? Essa sigla é a abreviação de "Pessoa com Deficiência". O termo é utilizado para nos referirmos às pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial.
Essas condições podem ser de nascença ou adquiridas ao longo da vida, seja por questões de saúde ou acidentes. Embora a inclusão seja um direito garantido por lei, a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda apresenta desafios estruturais que precisamos superar juntos.
Na busca por uma carreira de sucesso, descrever suas necessidades de acessibilidade no currículo é um passo importante para que as empresas contratantes preparem a estrutura necessária para acolher seu talento.
Pensando em tudo isso, este artigo vai explicar para você como o que significam essas informações no currículo e como incluí-las de forma profissional e atualizada, sempre com foco em suas competências. Continue a leitura e confira!
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- O que significa ser PcD e qual a importância da terminologia correta?
- O que é PcD sob a ótica da Lei Brasileira de Inclusão? Entenda
- Como descrever PcD no currículo?
- Dicas práticas para destacar suas competências profissionais no currículo
- O que significa PcD em vagas de emprego?
- Uma pessoa não PcD pode se candidatar para vaga PcD?
- Conheça nossas vagas e venha construir seu futuro com a Serasa Experian
- Perguntas frequentes
O que significa ser PcD e qual a importância da terminologia correta?
Entender o que significa ser PcD vai muito além de conhecer uma sigla; trata-se de compreender a evolução do respeito à diversidade humana. Antigamente, o mercado de trabalho e a sociedade utilizavam o chamado "modelo médico", que focava quase exclusivamente na limitação clínica ou na "doença" da pessoa.
Atualmente, evoluímos para o modelo social de deficiência, um conceito muito mais amplo e humano. Nesse modelo, entendemos que a deficiência não é uma característica isolada do indivíduo, mas o resultado da interação entre seus impedimentos e as barreiras físicas, atitudinais ou digitais presentes no ambiente.
O termo "Pessoa com Deficiência" é o correto, pois coloca a pessoa sempre em primeiro lugar. Utilizar a linguagem adequada não é apenas uma questão de etiqueta, mas o primeiro passo para construirmos um ambiente corporativo onde o pertencimento seja a base para a inovação. Quando eliminamos as barreiras, permitimos que o talento brilhe.
O que é PcD sob a ótica da Lei Brasileira de Inclusão? Entenda
Para compreender profundamente o que é PcD, precisamos olhar para a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). Esta legislação foi um marco histórico no Brasil porque mudou a perspectiva legal: ela tirou o foco da "limitação física" e o colocou na "participação social". A LBI estabelece que a avaliação da deficiência, quando necessária para o acesso a direitos, deve ser biopsicossocial.
Mas o que isso significa na prática para a sua carreira? Significa que uma equipe multiprofissional deve analisar não apenas exames médicos, mas também como os fatores psicológicos e sociais impactam a vida e o trabalho da pessoa. Essa visão moderna e "antenada" da lei protege o seu direito ao trabalho e impulsiona a diversidade nas empresas.
O objetivo da LBI é promover a autonomia e o exercício de direitos fundamentais, garantindo que as pessoas candidatas tenham as mesmas oportunidades de desenvolvimento de carreira que qualquer outro profissional. Estar por dentro dessas leis ajuda você a entender seus direitos e a cobrar ambientes de trabalho que realmente valorizem a inclusão.
Como descrever PcD no currículo?
Ao decidir buscar uma nova oportunidade no mercado, a primeira informação técnica importante é que você deve possuir um laudo médico atualizado que comprove a deficiência. Esse documento deve ser emitido por um profissional de saúde habilitado e é essencial para processos seletivos que utilizam a Lei de Cotas (Art. 93 da Lei nº 8.213/91).
No currículo, o termo PcD deve aparecer de forma clara e estratégica. Recomendamos que essa informação seja inserida em um tópico específico, logo abaixo dos seus dados pessoais. Nesse campo, é importante que você informe:
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O tipo de deficiência: se é física, visual, auditiva, intelectual ou múltipla;
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Necessidades de acessibilidade: informe se você utiliza cadeira de rodas, se precisa de softwares leitores de tela, se possui um cão guia ou se necessita de equipamentos adaptados para digitação;
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Código Internacional de Doenças (CID): é a numeração fornecida pelo médico que classifica a condição de saúde. Incluir o CID ajuda a empresa a validar a vaga perante a legislação.
Se o envio do currículo for feito de forma online, as plataformas geralmente possuem um campo específico para anexar o laudo médico em PDF ou imagem. Manter esses documentos organizados facilita muito a sua jornada profissional.
Dicas práticas para destacar suas competências profissionais no currículo
Embora a informação sobre a deficiência seja necessária para as vagas afirmativas, o seu currículo deve ser um reflexo do seu talento profissional. Recomendamos que as pessoas candidatas foquem intensamente em destacar suas hard skills (habilidades técnicas) e soft skills (habilidades comportamentais).
Se você domina linguagens de programação, possui certificações em análise de dados ou fala outros idiomas, essas conquistas devem ter o destaque principal no seu documento. Ao descrever suas experiências anteriores, procure mostrar os resultados que você ajudou a construir. No resumo profissional, tente unir sua identidade com sua capacidade técnica.
Um exemplo positivo seria: "Analista de Sistemas com especialização em segurança de dados e 4 anos de experiência. Pessoa com deficiência visual que utiliza ferramentas de alta performance para programação".
Dessa forma, você equilibra a transparência necessária para a vaga com o brilho profissional que fará os recrutadores quererem conversar com você. Lembre-se: a deficiência é uma característica, mas o seu conhecimento é o que transforma o mercado.
O que significa PcD em vagas de emprego?
As vagas de emprego identificadas como PcD são aquelas destinadas ao cumprimento da Lei de Cotas. Essa lei é um instrumento fundamental de justiça social, estabelecendo que empresas com 100 ou mais funcionários devem reservar uma porcentagem de seus cargos para beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência.
A proporção obrigatória que as empresas devem seguir é baseada no número total de colaboradores. Confira abaixo:
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Número de colaboradores |
Porcentagem de vagas afirmativas |
|---|---|
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Até 200 empregados |
2% |
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De 201 a 500 |
3% |
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De 501 a 1.000 |
4% |
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De 1.001 em diante |
5% |
Essas vagas representam um direito adquirido e uma porta de entrada para que o mercado de trabalho se torne cada vez mais representativo e diverso.
Uma pessoa não PcD pode se candidatar para vaga PcD?
Não, isso não é permitido. Um dos pré-requisitos fundamentais para ocupar essas posições é a apresentação do laudo médico que comprove a condição. Tentar ocupar essas vagas sem possuir uma deficiência real é uma prática que fere a ética profissional e prejudica as políticas de inclusão que tanto lutamos para construir.
Para que você entenda melhor quem se enquadra nessas oportunidades, veja as classificações principais:
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Deficiência física: alterações parciais ou completas de partes do corpo que impactam a mobilidade ou coordenação (ex: paraplegia, nanismo, amputações);
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Deficiência auditiva: perda parcial ou total da audição, medida em decibéis;
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Deficiência intelectual: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com limitações em habilidades adaptativas;
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Deficiência visual: baixa visão ou cegueira em ambos os olhos que não pode ser corrigida com tratamentos convencionais;
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Deficiência múltipla: quando a pessoa apresenta a combinação de duas ou mais deficiências mencionadas.
Conheça nossas vagas e venha construir seu futuro com a Serasa Experian
Na Serasa Experian, acreditamos que uma empresa de alta qualidade é feita por pessoas de diferentes origens, vivências e perspectivas. Nosso compromisso com a diversidade e inclusão é um pilar central da nossa estratégia de Employer Branding. Não buscamos apenas preencher cotas; buscamos talentos que se sintam acolhidos e valorizados pelo que são.
Temos orgulho de possuir certificações que atestam esse compromisso, como o GPTW (Great Place to Work), o Top Employers e o BIE (Disability Equality Index) — este último especificamente focado na igualdade e inclusão de pessoas com deficiência.
Além disso, nossos Grupos de Afinidade desempenham um papel vital: são espaços onde as pessoas colaboradoras têm voz ativa para discutir acessibilidade, propor melhorias tecnológicas e apoiar o desenvolvimento de carreira uns dos outros dentro da nossa Data Tech.
Se você busca um lugar onde a inovação é constante e o respeito às diferenças é a base de tudo, a Serasa Experian quer conhecer o seu talento. Estamos em busca de profissionais apaixonados por dados e tecnologia, que queiram transformar o mercado e crescer em uma empresa premiada mundialmente.
Não perca a oportunidade de fazer parte da primeira Data Tech do Brasil. O seu próximo desafio profissional pode estar a apenas um clique de distância. Conheça as vagas abertas na nossa página de Carreiras e venha fazer parte do nosso time!
Perguntas frequentes
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Preciso informar o CID logo na primeira etapa do processo seletivo?
Sim, recomendamos que o CID seja informado logo no currículo ou na etapa inicial de cadastro. Para vagas afirmativas ou exclusivas para PcD, essa informação é essencial para que a empresa valide a candidatura perante a legislação e já planeje possíveis necessidades de acessibilidade para as etapas de entrevista.
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Posso concorrer a vagas que não são exclusivas para PcD?
Com certeza! Uma pessoa com deficiência tem o direito de se candidatar a qualquer vaga disponível, seja ela afirmativa ou não. O mais importante é que seu perfil técnico esteja alinhado aos requisitos da posição. No caso de vagas que não são exclusivas, você ainda pode (e deve) informar sua condição para garantir que a empresa ofereça a acessibilidade necessária durante o processo seletivo.
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É preciso comentar sobre a deficiência durante a entrevista em vagas que não são afirmativas?
Compartilhar essa informação em processos seletivos que não são exclusivos para pessoas com deficiência é uma escolha totalmente sua. Contudo, a transparência desde o início ajuda a equipe de recrutamento a preparar um ambiente que acolha suas necessidades de forma plena. Ao entender quais são suas demandas específicas de acessibilidade, é possível minimizar eventuais obstáculos físicos ou digitais, permitindo que você foque o seu potencial no que realmente importa: seu talento técnico e sua sintonia com a cultura da empresa.
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É obrigatório inserir o número do CID no currículo para todas as vagas de emprego?
Não existe uma obrigatoriedade legal de inserir o Código Internacional de Doenças (CID) em todos os seus currículos, mas essa informação é fundamental para as vagas que utilizam a Lei de Cotas. O CID funciona como uma validação técnica que ajuda as equipes de recrutamento a confirmarem que a candidatura preenche os requisitos exigidos pela legislação brasileira. Se você está se candidatando a uma vaga que não é exclusiva para PcD, mencionar a deficiência e o CID é uma escolha pessoal.
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O laudo médico tem validade por quanto tempo?
De forma geral, para deficiências permanentes, muitos órgãos já aceitam laudos sem prazo de validade estrito. No entanto, para processos seletivos, é sempre bom ter um laudo emitido nos últimos 12 a 24 meses, ou conforme as orientações específicas do edital da vaga, para evitar contratempos burocráticos.