Responder mensagens enquanto participa de uma reunião, acompanhar notificações durante uma tarefa importante e alternar entre diferentes abas, documentos e conversas ao longo do dia pode transmitir uma sensação de eficiência. Mas ser multitarefa realmente aumenta a produtividade?
Quando as atividades exigem atenção e controle cognitivo, as evidências científicas indicam que, em geral, não. O que chamamos de multitarefa frequentemente envolve uma rápida alternância entre tarefas, e cada mudança pode gerar um custo cognitivo.
Pesquisas sobre os chamados switching costs, ou custos de alternância, reunidas pela American Psychological Association (APA) mostram que participantes de experimentos demoravam mais quando precisavam mudar de uma tarefa para outra. O custo aumentava conforme as atividades se tornavam mais complexas ou menos familiares.
Isso não significa que o cérebro seja incapaz de combinar qualquer atividade. Existem situações em que duas ações podem coexistir, especialmente quando uma delas está automatizada ou exige poucos recursos cognitivos. O problema aparece quando tentamos executar duas ou mais tarefas que disputam atenção, memória de trabalho e tomada de decisão.
Portanto, se você se considera uma pessoa multitarefa porque passa o dia alternando rapidamente entre diferentes demandas, talvez esteja exercitando menos uma capacidade de fazer tudo simultaneamente e mais uma habilidade de trocar constantemente o foco.
Entender essa diferença é essencial para trabalhar de maneira mais produtiva e administrar melhor a sobrecarga de informações.
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- O que significa ser multitarefa?
- Multitarefa é mito ou realidade?
- O que acontece no cérebro quando somos multitarefa?
- Afinal, ser multitarefa aumenta ou diminui a produtividade?
- Quando a multitarefa pode funcionar?
- Quais são os efeitos da multitarefa no trabalho?
- Multitarefa pode aumentar o estresse?
- Por que temos a sensação de produzir mais fazendo várias coisas?
- Como deixar de ser multitarefa no trabalho?
- Monotarefa é sempre melhor?
- Multitarefa é uma habilidade profissional?
- Como ser produtivo sem fazer tudo ao mesmo tempo?
- FAQ sobre multitarefa
- Ser multitarefa vale a pena?
O que significa ser multitarefa?
Multitarefa é um termo utilizado para descrever situações em que uma pessoa tenta lidar com duas ou mais atividades simultaneamente ou em rápida alternância.
No cotidiano profissional, alguns exemplos são:
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escrever um relatório enquanto responde mensagens;
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acompanhar uma reunião enquanto lê e-mails;
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conversar com alguém enquanto atualiza uma planilha;
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desenvolver um projeto interrompendo o trabalho a cada notificação;
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alternar repetidamente entre diferentes abas e sistemas;
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participar de uma chamada enquanto executa outra atividade que exige concentração.
O problema é que todas essas situações costumam ser agrupadas sob o mesmo conceito, apesar de exigirem processos cognitivos diferentes.
A literatura científica diferencia, por exemplo, o dual-tasking, relacionado à execução de duas tarefas, do task switching, que envolve alternar entre elas. Uma meta-análise de estudos de neuroimagem disponível na base científica do National Institutes of Health (NIH) encontrou tanto mecanismos cerebrais compartilhados quanto diferenças entre esses dois tipos de multitarefa.
Essa distinção ajuda a explicar por que algumas combinações parecem fáceis enquanto outras rapidamente provocam perda de concentração.
Multitarefa é mito ou realidade?
Dizer simplesmente que “multitarefa não existe” seria uma simplificação excessiva.
A ciência estuda situações de multitarefa e reconhece que seres humanos conseguem lidar com mais de uma atividade sob determinadas condições. Existem, inclusive, paradigmas experimentais específicos para investigar execução simultânea e alternância de tarefas.
O mito está principalmente na ideia de que conseguimos realizar várias tarefas cognitivamente exigentes ao mesmo tempo, sem custos para o desempenho.
Imagine, por exemplo, tentar interpretar uma apresentação importante enquanto escreve uma resposta complexa para um e-mail. As duas atividades dependem de linguagem, compreensão, memória e tomada de decisão.
Nesse tipo de situação, a atenção precisa ser redistribuída.
É por isso que, na rotina profissional, aquilo que parece execução simultânea muitas vezes envolve alternância: alguns segundos na apresentação, depois no e-mail, novamente na apresentação e assim sucessivamente.
A PUCRS também aborda o mito da multitarefa, destacando como a troca frequente de foco pode comprometer a eficiência.
O que acontece no cérebro quando somos multitarefa?
Nosso cérebro possui mecanismos sofisticados de controle cognitivo que ajudam a definir prioridades, selecionar informações relevantes e mudar de uma atividade para outra.
Mas essa flexibilidade não significa capacidade ilimitada.
Uma meta-análise neurocientífica sobre multitarefa analisou dezenas de experimentos de neuroimagem relacionados a tarefas simultâneas e alternância. Os pesquisadores identificaram uma rede comum envolvendo regiões relacionadas ao controle das diferentes demandas, ao mesmo tempo que encontraram diferenças entre os mecanismos associados a cada modalidade.
Em outras palavras, mudar de tarefa não é como simplesmente trocar uma janela aberta no computador.
O cérebro precisa reorganizar prioridades e regras para responder à nova demanda.
O chamado custo de troca
Esse fenômeno é conhecido como switching cost, ou custo de troca.
A American Psychological Association explica os custos da multitarefa a partir de diferentes experimentos de psicologia cognitiva. Em um deles, jovens adultos precisavam alternar entre atividades como resolver problemas matemáticos e classificar objetos geométricos. Os participantes perdiam tempo quando precisavam mudar de uma atividade para outra, e o custo aumentava quando as tarefas se tornavam mais complexas.
Uma única troca pode parecer insignificante. Mas pense em quantas vezes você muda de foco durante um dia inteiro.
Mensagem. Planilha. E-mail. Reunião. Documento. Notificação. Mensagem novamente.
O problema não está necessariamente em uma interrupção isolada, mas na repetição constante dessas mudanças.
Afinal, ser multitarefa aumenta ou diminui a produtividade?
Para tarefas cognitivamente exigentes, a multitarefa tende a prejudicar a eficiência em vez de aumentá-la.
Segundo a American Psychological Association, os custos individuais da mudança de tarefa podem ser pequenos, mas se acumulam quando a pessoa alterna repetidamente entre atividades. A entidade destaca que a multitarefa pode parecer eficiente superficialmente, embora possa exigir mais tempo e aumentar a ocorrência de erros.
Isso cria um paradoxo interessante.
Quando alternamos rapidamente entre várias demandas, podemos sentir que estamos fazendo muita coisa. Afinal, durante alguns minutos:
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respondemos uma mensagem;
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escrevemos parte de um documento;
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verificamos o e-mail;
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acompanhamos uma reunião;
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atualizamos uma tarefa.
O volume de atividades movimentadas é grande.
Mas estar ocupado não é necessariamente ser produtivo.
Produtividade também envolve concluir atividades importantes com qualidade, administrar prioridades e utilizar tempo e energia de maneira eficiente.
Se você quer organizar melhor sua rotina, confira estratégias de gestão de tarefas.
Quando a multitarefa pode funcionar?
Nem toda combinação de atividades produz exatamente o mesmo nível de interferência.
O custo depende, entre outros fatores, da complexidade e da familiaridade das tarefas. Nos experimentos descritos pela APA, as perdas associadas à troca aumentaram com a complexidade e foram maiores em tarefas relativamente menos familiares.
Isso ajuda a entender por que conseguimos realizar algumas combinações sem perceber grande esforço.
Uma pessoa pode, por exemplo, caminhar enquanto conversa. Mas tentar escrever uma análise complexa enquanto acompanha atentamente uma apresentação é muito diferente.
Tarefas automáticas x tarefas complexas
Uma maneira simples de pensar nessa diferença é observar quanto controle consciente cada atividade exige.
| Situação | Demanda cognitiva |
|---|---|
| Caminhar em ambiente seguro + conversar | Uma atividade pode estar bastante automatizada |
| Organizar arquivos + ouvir música | Pode haver pouca competição dependendo da atividade |
| Escrever relatório + responder mensagens | Ambas exigem atenção e linguagem |
| Ler documento + acompanhar reunião | Forte competição pela compreensão |
| Resolver problema complexo + responder e-mails | Exige mudanças frequentes de foco |
Portanto, a pergunta mais útil não é simplesmente “consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo?”, mas:
“Essas duas atividades exigem os mesmos recursos de atenção e pensamento?”
Quanto maior essa sobreposição, maior tende a ser a interferência.
Quais são os efeitos da multitarefa no trabalho?
Quando a alternância de foco se torna parte constante da rotina, seus efeitos podem aparecer de maneiras que nem sempre associamos à multitarefa.
1. Mais tempo para concluir atividades
Cada troca exige adaptação.
Se você está escrevendo um relatório e interrompe a atividade para responder uma mensagem, precisa compreender a nova demanda. Quando retorna ao relatório, precisa recuperar novamente o contexto anterior.
A repetição dessas transições pode aumentar o tempo necessário para completar atividades complexas.
2. Maior possibilidade de erros
A atenção fragmentada pode dificultar a manutenção das informações necessárias durante uma atividade.
Isso importa principalmente em trabalhos que exigem precisão, raciocínio, leitura cuidadosa ou tomada de decisão. A própria APA observa que o custo da multitarefa pode aparecer tanto no tempo quanto na ocorrência de erros.
3. Dificuldade para manter concentração profunda
Projetos complexos costumam exigir períodos contínuos de concentração.
Se a cada poucos minutos surge uma nova demanda, torna-se mais difícil permanecer tempo suficiente no mesmo problema para analisá-lo em profundidade.
Por isso, reduzir interrupções pode ser especialmente importante em tarefas criativas, estratégicas ou analíticas.
4. Maior esforço cognitivo
Trocar constantemente de contexto também exige controle cognitivo.
A meta-análise publicada na Brain Structure and Function identificou redes frontoparietais associadas às demandas de multitarefa e concluiu que fazer duas coisas e alternar tarefas envolvem processamento adicional e esforço para administrar diferentes conjuntos de regras.
Multitarefa pode aumentar o estresse?
Além do desempenho cognitivo, pesquisadores também investigam a relação entre multitarefa e respostas fisiológicas ao estresse.
Uma revisão sistemática e meta-análise indexada no PubMed reuniu 26 estudos, envolvendo 1.142 participantes adultos saudáveis, para comparar sistemas fisiológicos de estresse durante tarefas únicas e situações de multitarefa ou dupla tarefa.
Os pesquisadores encontraram atividade significativamente maior do sistema nervoso simpático e menor atividade parassimpática durante multitarefa ou dupla tarefa em comparação com a execução de uma única tarefa. Os autores interpretaram o conjunto das evidências como indicação de maior atividade dos sistemas de estresse durante essas condições.
Esse resultado exige cuidado na interpretação.
Ele não significa que ser multitarefa automaticamente causa um transtorno psicológico, nem que responder mensagens enquanto trabalha produzirá necessariamente um problema de saúde.
A conclusão mais adequada é que situações de multitarefa podem impor uma demanda adicional ao organismo e que a pesquisa encontrou diferenças fisiológicas relacionadas ao estresse quando comparadas à execução de uma única tarefa.
Por isso, não é adequado transformar multitarefa em diagnóstico.
Se uma rotina profissional estiver acompanhada de estresse persistente, ansiedade intensa, alterações importantes de sono ou outros sintomas que prejudiquem o cotidiano, é importante buscar avaliação profissional adequada.
Para ampliar essa discussão, veja também nossas orientações sobre saúde mental no trabalho.
Por que temos a sensação de produzir mais fazendo várias coisas?
Existe uma diferença importante entre sensação de atividade e resultado.
Trocar constantemente de tarefa gera estímulos frequentes: novas mensagens, novos assuntos, pequenas respostas e atividades rapidamente concluídas.
Isso pode criar a impressão de um dia cheio e produtivo.
Por outro lado, uma tarefa importante pode exigir uma hora de concentração sem produzir nenhuma recompensa intermediária visível.
Compare:
Cenário A: durante uma hora, você responde mensagens, verifica e-mails, participa parcialmente de uma reunião e avança um pouco em uma apresentação.
Cenário B: durante uma hora, você reduz interrupções e conclui a análise mais importante da apresentação.
No primeiro cenário, você tocou em mais atividades. No segundo, talvez tenha produzido um resultado mais relevante.
Por isso, produtividade deve ser avaliada não apenas pela quantidade de tarefas movimentadas, mas pelo valor e pela qualidade do que foi concluído.
Como deixar de ser multitarefa no trabalho?
Em muitas profissões, eliminar completamente interrupções é inviável. Mensagens, reuniões e solicitações fazem parte da rotina.
O objetivo, portanto, não precisa ser criar um dia sem nenhuma mudança de contexto. A estratégia pode ser reduzir trocas desnecessárias e proteger períodos para tarefas que exigem concentração.
1. Defina prioridades
Antes de começar o dia, identifique quais atividades realmente precisam avançar.
Uma lista enorme pode gerar a sensação de que tudo possui a mesma importância.
Se você tem dificuldade para separar demandas urgentes das importantes, a Matriz de Eisenhower pode ajudar a organizar prioridades.
2. Agrupe atividades semelhantes
Em vez de abrir o e-mail a cada nova notificação, você pode reservar momentos específicos para processar mensagens, quando sua função permitir.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado a:
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tarefas administrativas;
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aprovações;
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mensagens;
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pequenas atualizações;
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reuniões;
-
organização de documentos.
Esse agrupamento diminui a quantidade de mudanças entre contextos completamente diferentes.
3. Proteja blocos de concentração
Reserve períodos para atividades que exigem raciocínio mais profundo.
Durante esses blocos, quando possível:
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feche abas desnecessárias;
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silencie notificações não urgentes;
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mantenha apenas os materiais necessários;
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evite verificar mensagens por hábito.
Essa prática se aproxima do conceito de deep work, que prioriza períodos de concentração em atividades cognitivamente exigentes.
4. Use uma lista de tarefas realista
Listas ajudam a organizar aquilo que precisa ser feito sem depender apenas da memória.
Mas uma lista com dezenas de prioridades perde sua função.
Organize as atividades por relevância e mantenha uma visão realista daquilo que cabe no seu dia. Confira também como estruturar uma lista de tarefas de maneira mais eficiente.
5. Experimente trabalhar em ciclos
Se permanecer concentrado por períodos muito longos ainda é difícil, trabalhar em intervalos pode ajudar a criar estrutura.
Uma alternativa conhecida é o método Pomodoro, que organiza períodos de foco intercalados com pausas.
Não é necessário seguir um tempo específico para todas as atividades. O princípio mais útil é separar um intervalo para uma tarefa definida, em vez de tentar avançar várias simultaneamente.
Monotarefa é sempre melhor?
A chamada monotarefa, ou single-tasking, consiste em direcionar a atenção principalmente para uma atividade de cada vez.
Para trabalhos que exigem concentração, raciocínio, escrita, criatividade ou tomada de decisão, reduzir trocas tende a criar condições mais favoráveis ao desempenho. Isso é coerente com os experimentos de task switching descritos pela American Psychological Association, nos quais as mudanças entre tarefas produziram custos mensuráveis.
Mas isso não significa transformar monotarefa em uma regra rígida.
A rotina profissional inclui atividades de diferentes níveis de complexidade. Algumas exigem concentração total; outras são simples e automatizadas.
Uma estratégia mais realista é utilizar a intencionalidade:
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atividades complexas → proteja a concentração;
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atividades simples → avalie se podem ser agrupadas;
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demandas urgentes → interrompa quando realmente necessário;
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notificações não urgentes → processe posteriormente;
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reuniões → esteja presente quando sua atenção for necessária.
Em outras palavras, produtividade não depende de nunca alternar tarefas. Depende de saber quando essa alternância vale o custo.
Multitarefa é uma habilidade profissional?
É comum encontrar “multitarefa” em descrições de vagas ou até em currículos.
Mas talvez seja mais interessante traduzir essa ideia em competências específicas.
Em vez de afirmar simplesmente que você é multitarefa, pode ser mais preciso desenvolver e demonstrar:
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gestão de prioridades;
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organização;
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adaptabilidade;
-
gestão do tempo;
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capacidade de administrar diferentes demandas;
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comunicação;
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planejamento;
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autonomia.
Essas competências permitem administrar uma rotina complexa sem necessariamente tentar executar todas as atividades simultaneamente.
Se você está pensando em como apresentar suas capacidades profissionalmente, conheça as habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho.
Como ser produtivo sem fazer tudo ao mesmo tempo?
Produtividade sustentável depende menos de acelerar cada minuto do dia e mais de direcionar atenção e energia para aquilo que realmente precisa ser feito.
Algumas práticas podem ajudar:
- Defina poucas prioridades principais para o dia.
- Separe tarefas complexas das atividades administrativas.
- Agrupe demandas semelhantes sempre que possível.
- Reserve períodos com menos interrupções para concentração.
- Evite usar mensagens como sua única lista de tarefas.
- Inclua pausas na rotina.
- Revise prioridades quando surgirem imprevistos.
- Observe quais interrupções realmente são necessárias.
- Comunique à equipe quando precisar de concentração.
- Avalie resultados, e não apenas a quantidade de atividades iniciadas.
Também vale desenvolver uma boa gestão do tempo para equilibrar demandas sem transformar todas elas em urgências.
FAQ sobre multitarefa
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O que é uma pessoa multitarefa?
Uma pessoa multitarefa é aquela que realiza ou tenta administrar diferentes atividades simultaneamente ou em rápida alternância. Em tarefas cognitivamente exigentes, muitas situações chamadas de multitarefa envolvem mudanças repetidas de foco.
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Ser multitarefa aumenta a produtividade?
Em geral, não quando as atividades exigem atenção e controle cognitivo. A American Psychological Association reúne experimentos nos quais a alternância entre tarefas produziu custos de tempo, especialmente quando as atividades eram complexas ou menos familiares.
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O cérebro consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo?
Em determinadas condições, é possível coordenar mais de uma atividade, principalmente quando elas apresentam demandas diferentes ou uma delas está automatizada. Entretanto, pesquisas em neurociência mostram limitações relevantes quando múltiplas tarefas competem por recursos cognitivos.
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Multitarefa faz mal para o cérebro?
Não é adequado afirmar genericamente que multitarefa “faz mal ao cérebro”. A evidência científica demonstra principalmente custos cognitivos e de desempenho em determinadas condições, além de maior atividade de sistemas fisiológicos relacionados ao estresse em estudos comparando multitarefa e tarefa única. Isso não equivale a dano cerebral.
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Multitarefa aumenta o estresse?
Pode aumentar a demanda fisiológica em determinadas situações. Uma revisão sistemática e meta-análise disponível no PubMed encontrou maior atividade simpática e menor atividade parassimpática durante multitarefa ou dupla tarefa em comparação com a execução de uma tarefa única.
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Multitarefa diminui o foco?
Alternar repetidamente entre atividades exige reorientar a atenção. Em tarefas complexas, essas mudanças podem gerar custos de tempo e desempenho, dificultando a manutenção de concentração contínua.
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Ser multitarefa é uma qualidade?
Depende do significado atribuído ao termo. Administrar diferentes responsabilidades é uma competência profissional importante, mas tentar executar simultaneamente várias atividades complexas não significa necessariamente ser mais eficiente. Organização, priorização e adaptabilidade descrevem melhor muitas das habilidades associadas a uma boa gestão de demandas.
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É melhor fazer uma tarefa de cada vez?
Para atividades que exigem concentração, análise, aprendizado ou tomada de decisão, reduzir mudanças desnecessárias de foco tende a evitar os custos associados à alternância. Isso não significa que todas as atividades do dia precisem ser realizadas sob concentração absoluta.
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Como parar de fazer multitarefa?
Comece identificando quais atividades realmente precisam de concentração. Depois, agrupe tarefas semelhantes, estabeleça prioridades, reserve blocos de foco e reduza notificações durante atividades complexas. Mudanças graduais costumam ser mais realistas do que tentar eliminar todas as interrupções.
Ser multitarefa vale a pena?
Ser multitarefa não é um atalho confiável para aumentar a produtividade. As evidências da psicologia cognitiva mostram custos mensuráveis quando precisamos alternar repetidamente entre tarefas, enquanto pesquisas em neurociência indicam que administrar diferentes demandas envolve mecanismos adicionais de controle cognitivo.
Também existem evidências de que condições de multitarefa podem provocar maior ativação de sistemas fisiológicos relacionados ao estresse em comparação com tarefas únicas. Isso não significa que multitarefa seja, por si só, uma doença ou causa direta de problemas de saúde mental, mas reforça que administrar várias demandas simultaneamente não ocorre sem esforço.
Isso também não significa que precisamos trabalhar em uma única atividade durante todo o dia. A diferença está principalmente na complexidade das tarefas e na competição por atenção.
Quanto mais uma atividade exige raciocínio, memória, linguagem ou tomada de decisão, maior tende a ser a importância de proteger a concentração. Para atividades simples e familiares, o custo pode ser menor.
Em vez de buscar a habilidade de fazer tudo ao mesmo tempo, portanto, pode ser mais produtivo desenvolver priorização, organização e controle consciente da atenção.
Afinal, produtividade não é quantas coisas conseguimos manter abertas ao mesmo tempo, mas quanto conseguimos avançar naquilo que realmente importa.
Para continuar desenvolvendo uma rotina mais eficiente, confira outros conteúdos sobre produtividade no trabalho.