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Analista de Riscos: o que faz, habilidades e como seguir carreira?

Entenda o que faz um Analista de Riscos, quais são suas funções, habilidades, formação, tipos de risco, salário e como seguir carreira na área.

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Toda empresa precisa tomar decisões em cenários de incerteza. Antes de conceder crédito, lançar um produto, realizar um investimento ou alterar um processo, por exemplo, pode ser necessário entender quais ameaças existem, qual é a probabilidade de algo dar errado e quais seriam as consequências para o negócio. É nesse cenário que entra o Analista de Riscos.

Esse profissional utiliza dados, indicadores, metodologias e conhecimento do negócio para identificar, avaliar, monitorar e ajudar a mitigar riscos. Dependendo da empresa e da área de atuação, pode trabalhar com risco de crédito, mercado, liquidez, risco operacional, regulatório, socioambiental e climático, entre outras categorias.

Isso faz com que a carreira combine conhecimentos quantitativos, visão de negócio e capacidade de comunicação. Afinal, não basta identificar um possível problema: o Analista de Riscos precisa transformar informações complexas em análises capazes de apoiar decisões.

Se você gosta de dados, investigação, resolução de problemas e pensamento analítico, essa pode ser uma profissão interessante para conhecer.

Continue a leitura para entender o que faz um Analista de Riscos, quais são suas principais responsabilidades, quanto ganha, quais habilidades precisa desenvolver e como começar nessa carreira.

O que é um Analista de Riscos?

O Analista de Riscos é o profissional responsável por identificar, analisar, mensurar e monitorar eventos ou condições que possam afetar os objetivos de uma organização, contribuindo para que decisões sejam tomadas considerando tanto oportunidades quanto possíveis perdas.

O Banco Central apresenta uma definição de risco baseada na ISO 31000 segundo a qual risco corresponde ao efeito da incerteza sobre os objetivos de uma organização. A instituição também destaca que esses efeitos podem representar ameaças ou oportunidades.

Na prática, o Analista de Riscos procura responder perguntas como:

  • O que pode acontecer?
  • Qual é a probabilidade de isso acontecer?
  • Qual seria o impacto?
  • Qual é o nível de exposição da empresa?
  • Esse risco está dentro dos limites aceitos?
  • Como podemos reduzir seus efeitos?
  • Precisamos evitar, mitigar, transferir ou aceitar esse risco?
  • Como acompanhar a situação ao longo do tempo?

Por isso, a profissão não consiste simplesmente em procurar problemas.

Uma boa gestão de riscos ajuda a empresa a tomar decisões de maneira mais informada, equilibrando oportunidades, objetivos e níveis aceitáveis de exposição.

O que faz um Analista de Riscos?

As responsabilidades mudam conforme o setor e a especialidade, mas o trabalho geralmente envolve identificação, mensuração, avaliação, monitoramento, reporte e mitigação de riscos.

Essa lógica aparece inclusive na regulamentação do sistema financeiro. A Resolução BCB nº 265, por exemplo, estabelece requisitos de gerenciamento integrado para riscos relevantes nas instituições às quais a norma se aplica.

Veja algumas das atividades que podem fazer parte da rotina.

Identificar riscos

O primeiro passo é descobrir quais eventos podem impedir ou dificultar o alcance dos objetivos da organização.

O Analista de Riscos pode avaliar:

  • processos;
  • produtos;
  • clientes;
  • fornecedores;
  • operações;
  • sistemas;
  • investimentos;
  • dados históricos;
  • indicadores;
  • mudanças regulatórias;
  • cenários econômicos.

Imagine uma empresa que pretende lançar um novo produto financeiro. Antes do lançamento, diferentes riscos podem precisar ser considerados: inadimplência, fraude, falhas operacionais, liquidez, mudanças de mercado ou problemas de conformidade.

O trabalho começa identificando essas possibilidades.

Avaliar probabilidade e impacto

Depois de identificar um risco, é necessário compreender sua relevância.

Duas perguntas básicas ajudam:

Qual é a probabilidade de acontecer?

Qual seria o impacto caso acontecesse?

A análise pode ser qualitativa, quantitativa ou combinar as duas abordagens.

Uma matriz simples, por exemplo, pode classificar riscos de acordo com probabilidade e impacto:

ProbabilidadeImpactoPrioridade
BaixaBaixoMenor
AltaBaixoModerada
BaixaAltoRequer atenção
AltaAltoCrítica

Em ambientes financeiros e operações mais complexas, a mensuração pode utilizar modelos estatísticos, análises de sensibilidade, testes de estresse e outras metodologias.

O Banco Central, por exemplo, informa utilizar ferramentas como Valor em Risco (VaR), testes de estresse e análises de sensibilidade no acompanhamento de determinadas exposições financeiras.

Monitorar indicadores

O risco não é analisado uma única vez e esquecido.

Condições econômicas, comportamento de clientes, sistemas, processos e regulamentações podem mudar.

Por isso, o Analista de Riscos acompanha indicadores e limites para perceber alterações relevantes.

Esse monitoramento pode ocorrer por:

  • dashboards;
  • relatórios;
  • alertas;
  • indicadores de risco;
  • limites de exposição;
  • análises periódicas;
  • modelos estatísticos.

Criar relatórios e apresentações

Um modelo sofisticado perde boa parte de sua utilidade se ninguém consegue compreender o resultado.

Por isso, o profissional precisa transformar análises em informações claras para gestores, comitês e outras áreas.

Os relatórios podem mostrar:

risco identificado → nível de exposição → impacto possível → evolução → recomendação.

A capacidade de desenvolver uma boa comunicação no trabalho é importante justamente porque o Analista de Riscos frequentemente precisa traduzir informações técnicas para públicos com diferentes níveis de conhecimento.

Recomendar ações de mitigação

Depois de avaliar um risco, a organização precisa decidir como tratá-lo.

Dependendo do contexto, pode optar por:

  • evitar o risco;
  • reduzir sua probabilidade;
  • reduzir seu impacto;
  • estabelecer controles;
  • transferir parte da exposição;
  • aceitar o risco dentro de limites definidos.

O Analista de Riscos ajuda a produzir as informações necessárias para essa decisão e acompanha se os controles adotados estão funcionando.

Apoiar decisões

Uma das funções mais estratégicas da profissão é transformar risco em informação para tomada de decisão.

O próprio Banco Central destaca que informações de risco podem apoiar decisões gerenciais nos níveis estratégico, tático e operacional, inclusive na priorização da alocação de recursos.

Assim, a função não deve ser vista apenas como uma área que diz “não”.

Uma gestão de riscos madura procura ajudar a organização a entender em quais condições determinada decisão pode ser tomada de maneira responsável.

Quais são os principais tipos de riscos?

As categorias variam de acordo com a organização e o setor. No sistema financeiro, algumas delas possuem definições e exigências regulatórias específicas.

Risco de crédito

É o risco relacionado à possibilidade de uma contraparte não cumprir suas obrigações financeiras.

Imagine um banco que concede um empréstimo.

Existe a possibilidade de o cliente não pagar as parcelas conforme o contrato. O Analista de Risco de Crédito pode estudar informações financeiras, comportamento histórico, características do cliente e outras variáveis para estimar essa possibilidade.

Risco de mercado

Está relacionado a possíveis perdas decorrentes de alterações em condições de mercado.

A regulamentação do Banco Central inclui nesse conceito, conforme aplicável, variações relacionadas a taxas de juros, preços de ações, câmbio e commodities.

Um profissional dessa área pode trabalhar com:

  • volatilidade;
  • cenários;
  • sensibilidade;
  • posições financeiras;
  • limites;
  • testes de estresse.

Risco de liquidez

Está relacionado à capacidade de cumprir obrigações ou negociar posições sem perdas incompatíveis com os objetivos e limites definidos.

No contexto dos ativos administrados pelo Banco Central, por exemplo, a instituição explica que o gerenciamento de liquidez busca assegurar capacidade de cumprir compromissos e considera fatores como possibilidade de negociação de ativos sem alterações significativas de preço.

Risco operacional

É uma categoria ampla.

Segundo a regulamentação do Banco Central, o risco operacional pode decorrer de eventos externos ou de falhas, deficiências ou inadequações relacionadas a processos internos, pessoas ou sistemas.

Podem estar associados a essa categoria eventos como:

  • fraudes;
  • falhas de sistemas;
  • erros de processo;
  • interrupção de atividades;
  • problemas de infraestrutura;
  • falhas de execução;
  • inadequações contratuais.

Riscos sociais, ambientais e climáticos

Determinadas instituições também precisam considerar riscos associados a aspectos sociais, ambientais e climáticos.

A regulamentação bancária brasileira, por exemplo, inclui essas categorias dentro da estrutura de gerenciamento contínuo de riscos aplicável às instituições abrangidas.

Risco reputacional

Está relacionado a acontecimentos capazes de prejudicar a confiança de clientes, investidores, parceiros ou da sociedade em uma organização.

Uma falha operacional grave, problema ético ou incidente com clientes, por exemplo, pode produzir consequências reputacionais além das perdas diretamente mensuráveis.

Como é o dia a dia de um Analista de Riscos?

Não existe uma rotina única.

Dependendo da empresa e da especialidade, um dia de trabalho pode envolver:

  1. verificar dashboards e indicadores;
  2. investigar variações ou alertas;
  3. consultar bases de dados;
  4. realizar análises estatísticas;
  5. atualizar modelos;
  6. avaliar operações ou propostas;
  7. participar de reuniões;
  8. conversar com áreas de negócio;
  9. elaborar relatórios;
  10. apresentar recomendações;
  11. acompanhar planos de ação;
  12. estudar mudanças regulatórias ou de mercado.

É uma profissão que pode alternar momentos de alta concentração analítica com reuniões e interação entre áreas.

Por isso, saber organizar prioridades e desenvolver uma boa gestão de tempo pode fazer diferença na rotina.

Onde um Analista de Riscos pode trabalhar?

Embora o mercado financeiro seja uma das associações mais imediatas com a profissão, a atuação é mais ampla.

Entre os possíveis empregadores estão:

  • bancos;
  • fintechs;
  • instituições de pagamento;
  • seguradoras;
  • corretoras;
  • gestoras de investimentos;
  • consultorias;
  • empresas de tecnologia;
  • empresas de varejo;
  • indústrias;
  • empresas de grande porte;
  • órgãos públicos.

A Empiricus também destaca bancos, corretoras, gestoras, seguradoras, grandes corporações, consultorias e instituições públicas entre os campos possíveis de atuação.

O tipo de risco analisado tende a mudar conforme o setor.

Qual faculdade fazer para ser Analista de Riscos?

Não existe apenas uma graduação que permita entrar na profissão.

É comum encontrar profissionais formados em áreas como:

  • Administração;
  • Economia;
  • Ciências Contábeis;
  • Engenharia;
  • Estatística;
  • Matemática;
  • Ciências Atuariais;
  • Tecnologia;
  • áreas relacionadas a dados.

A Empiricus cita Administração, Economia, Engenharia, Ciências Contábeis, Matemática, Estatística e Atuária entre as formações comuns.

A escolha pode depender da especialização desejada.

Quem pretende trabalhar com modelagem quantitativa, por exemplo, pode se beneficiar de uma formação mais intensa em matemática, estatística ou dados. Já determinadas funções de riscos corporativos podem valorizar conhecimentos de administração, finanças, processos e governança.

Quais hard skills um Analista de Riscos precisa ter?

As competências técnicas variam bastante entre as vagas, mas algumas aparecem com frequência.

Análise de dados

Risco e dados caminham juntos.

O profissional precisa saber interpretar informações, identificar padrões e transformar números em conclusões úteis.

Quem deseja fortalecer essa base pode conhecer melhor a atuação de um Analista de Dados e as competências utilizadas nessa carreira.

Excel

Planilhas continuam sendo utilizadas em diversas equipes para:

  • tratamento de dados;
  • cálculos;
  • cenários;
  • relatórios;
  • controles;
  • análises exploratórias.

SQL

Em funções que trabalham com grandes bases, SQL pode ser utilizado para consultar, filtrar e organizar informações diretamente nos bancos de dados.

Python

Python pode ser um diferencial especialmente em posições quantitativas ou orientadas a dados.

A linguagem permite automatizar análises, manipular grandes conjuntos de dados e construir modelos.

Estatística

Conceitos como:

  • probabilidade;
  • distribuição;
  • correlação;
  • regressão;
  • amostragem;
  • testes estatísticos;

podem aparecer dependendo da área de risco.

Visualização de dados

Ferramentas como Power BI e outras soluções de business intelligence podem ser utilizadas para construir dashboards e facilitar o monitoramento de indicadores.

Conhecimento financeiro

Para posições relacionadas a crédito, mercado ou liquidez, é importante compreender conceitos financeiros, produtos e funcionamento do mercado.

Conhecimento regulatório

Alguns setores são altamente regulados.

No sistema financeiro, por exemplo, normas do Banco Central estabelecem requisitos detalhados para estruturas de gerenciamento de riscos. Por isso, profissionais da área precisam acompanhar as regras relacionadas ao contexto em que atuam.

Quais soft skills são importantes para um Analista de Riscos?

Conhecimento técnico é fundamental, mas não é suficiente.

O Analista de Riscos também precisa desenvolver soft skills que permitam interpretar situações, comunicar conclusões e trabalhar com diferentes áreas.

Pensamento crítico

Um número não deve ser aceito automaticamente.

O profissional precisa perguntar:

Esse dado faz sentido?

A metodologia é adequada?

Existe alguma variável que não estamos considerando?

Quais são as limitações da análise?

Essa postura é especialmente importante porque modelos também possuem incertezas e limitações. A regulamentação do Banco Central, inclusive, prevê que profissionais de gerenciamento de riscos compreendam as limitações e incertezas das metodologias utilizadas.

Comunicação

O profissional precisa explicar análises complexas de maneira clara.

Isso envolve adaptar a linguagem ao público e mostrar não apenas os números, mas o significado deles para a decisão.

Atenção aos detalhes

Uma informação incorreta pode mudar uma conclusão.

Por isso, revisar dados, hipóteses e cálculos faz parte do trabalho.

Proatividade

Um bom profissional não espera necessariamente que um problema se materialize para começar a investigá-lo.

A proatividade ajuda a identificar sinais, questionar cenários e antecipar necessidades.

Trabalho em equipe

Riscos raramente existem isolados dentro de um departamento.

O profissional pode trabalhar com tecnologia, jurídico, finanças, produto, auditoria, compliance e áreas comerciais.

Saber atuar em trabalho em equipe facilita essa integração.

Analista de Riscos e compliance são a mesma coisa?

Não.

As áreas podem trabalhar próximas, mas possuem focos diferentes.

Riscos: identifica, mensura, monitora e ajuda a administrar exposições capazes de afetar os objetivos da organização.

Compliance: concentra-se na conformidade com leis, regulamentos, políticas e padrões aplicáveis à organização.

Imagine que uma empresa esteja desenvolvendo um novo produto.

A área de riscos pode analisar:

  • possibilidade de perdas;
  • riscos operacionais;
  • exposição financeira;
  • cenários adversos.

Compliance pode avaliar:

  • requisitos regulatórios;
  • políticas internas;
  • obrigações legais;
  • controles de conformidade.

Em muitas situações, as duas áreas colaboram.

Analista de Riscos e Analista de Dados: qual a diferença?

Também existem pontos de contato, mas os objetivos das funções são diferentes.

O Analista de Dados trabalha com informações para gerar insights capazes de responder diferentes perguntas de negócio.

Já o Analista de Riscos utiliza dados com foco específico em incertezas, exposições e eventos que podem afetar os objetivos da organização.

Um Analista de Riscos pode, portanto, utilizar várias ferramentas de análise de dados sem necessariamente exercer a mesma função de um profissional especializado em dados.

Como se tornar Analista de Riscos?

Não existe uma única trajetória. Ainda assim, alguns passos podem facilitar a entrada na área.

1. Desenvolva uma base quantitativa

Estude:

  • matemática financeira;
  • estatística;
  • probabilidade;
  • análise de dados;
  • Excel.

Depois, avance para ferramentas como SQL, Python ou Power BI conforme a área desejada.

2. Aprenda os fundamentos da gestão de riscos

Conheça conceitos como:

  • identificação;
  • probabilidade;
  • impacto;
  • exposição;
  • apetite a risco;
  • controles;
  • mitigação;
  • monitoramento.

O Governo Federal disponibiliza referências sobre gestão de riscos fundamentadas, entre outros documentos, na ABNT NBR ISO 31000 e na ISO 31010.

3. Escolha uma especialidade

Pergunte qual área mais combina com seus interesses:

Crédito? Mercado? Operacional? Corporativo? Tecnologia? Dados?

Isso ajuda a direcionar os estudos.

4. Desenvolva projetos práticos

Quem ainda não possui experiência profissional pode criar pequenos projetos.

Por exemplo:

  • analisar uma base de inadimplência;
  • construir um dashboard de indicadores;
  • criar uma matriz de riscos fictícia;
  • simular cenários;
  • analisar fatores associados a determinado evento.

Esses projetos podem fazer parte de um portfólio profissional.

5. Procure estágios e posições de entrada

Estágios, programas de formação e vagas de Analista Júnior podem abrir a primeira oportunidade.

Conhecer as diferenças entre níveis júnior, pleno e sênior também ajuda a entender como as responsabilidades podem evoluir.

6. Continue estudando

Riscos mudam conforme tecnologia, economia, regulamentação e comportamento do mercado evoluem.

Por isso, atualização contínua faz parte da profissão.

Precisa de certificação para trabalhar como Analista de Riscos?

Nem sempre.

A exigência depende da vaga e do segmento.

Em determinados contextos financeiros, certificações podem funcionar como diferenciais. A Empiricus menciona certificações como FRM, CPA-20, CEA, CGA e CFA entre possibilidades relacionadas ao mercado financeiro.

Antes de investir em uma certificação, verifique quais aparecem nas vagas da especialidade que você deseja seguir.

Uma certificação pode complementar sua formação, mas não substitui conhecimentos técnicos, capacidade analítica e experiência prática.

Quanto ganha um Analista de Riscos?

A remuneração varia conforme:

  • senioridade;
  • localização;
  • setor;
  • porte da empresa;
  • especialização;
  • formação;
  • certificações;
  • responsabilidades.

Por isso, valores publicados em plataformas de carreira devem ser vistos como referências de mercado, e não como salários garantidos.

A Empiricus, em conteúdo atualizado em agosto de 2025, apresenta faixas indicativas que partiam de R$ 3,5 mil a R$ 6 mil para profissionais júnior, chegando a valores superiores a R$ 15 mil em níveis de coordenação e gestão. Esses números podem variar significativamente conforme empresa e região.

Além do salário, algumas empresas podem oferecer benefícios e remuneração variável.

Como pode ser a carreira de um Analista de Riscos?

Uma trajetória possível é:

Estagiário → Analista Júnior → Analista Pleno → Analista Sênior → Especialista/Coordenador → Gerente → posições executivas relacionadas a riscos.

Mas essa não é a única possibilidade.

Um profissional pode optar por aprofundar sua especialização técnica em vez de seguir necessariamente para gestão. Modelos como a carreira em Y ajudam a compreender essa possibilidade de crescimento tanto pela trilha de liderança quanto pela especialização.

Também é possível migrar para áreas relacionadas, como:

  • dados;
  • compliance;
  • auditoria;
  • controles internos;
  • segurança;
  • finanças;
  • governança;
  • crédito.

Vale a pena ser Analista de Riscos?

A resposta depende do seu perfil e dos seus objetivos profissionais.

A carreira pode ser interessante para quem gosta de:

  • trabalhar com dados;
  • investigar problemas;
  • pensar em cenários;
  • questionar hipóteses;
  • estudar negócios;
  • analisar informações;
  • lidar com incertezas;
  • transformar análises em recomendações.

Também é importante estar confortável com responsabilidade, porque as análises podem apoiar decisões relevantes.

O profissional não precisa prever o futuro.

Na verdade, o papel da gestão de riscos é ajudar a organização a tomar melhores decisões mesmo quando o futuro é incerto.

Perguntas frequentes sobre Analista de Riscos

O que faz um Analista de Riscos?

O Analista de Riscos identifica, avalia, mensura e monitora riscos capazes de afetar uma organização. Também pode elaborar relatórios, acompanhar indicadores, recomendar controles e fornecer análises para apoiar decisões.

O que estudar para ser Analista de Riscos?

Dependendo da área, vale estudar estatística, probabilidade, matemática financeira, análise de dados, Excel, SQL, Python, finanças e fundamentos de gestão de riscos.

Qual faculdade fazer para trabalhar com riscos?

Administração, Economia, Ciências Contábeis, Engenharia, Estatística, Matemática e Ciências Atuariais estão entre as formações encontradas na área. Não existe, porém, uma única graduação obrigatória para todas as posições.

Analista de Riscos precisa saber programação?

Nem toda vaga exige programação. Entretanto, conhecimentos de SQL e Python podem ser diferenciais relevantes, especialmente em posições quantitativas ou que trabalham com grandes volumes de dados.

Analista de Riscos trabalha em banco?

Sim, mas não apenas em bancos. O profissional também pode encontrar oportunidades em fintechs, seguradoras, consultorias, empresas de tecnologia, gestoras de investimentos, grandes corporações e órgãos públicos.

Qual a diferença entre risco de crédito e risco de mercado?

Risco de crédito está associado ao possível não cumprimento de obrigações por uma contraparte. Risco de mercado está relacionado a possíveis perdas decorrentes de movimentos em variáveis de mercado, como juros, câmbio e preços de ativos, conforme o contexto analisado.

Qual a diferença entre Analista de Riscos e compliance?

O Analista de Riscos concentra sua atuação na identificação, mensuração e gerenciamento de exposições e incertezas. Compliance tem foco principal na conformidade com leis, regulamentações, políticas e procedimentos.

Quais habilidades um Analista de Riscos precisa ter?

Entre as principais estão pensamento analítico, conhecimento de dados, atenção aos detalhes, comunicação, pensamento crítico, proatividade e capacidade de trabalhar com diferentes áreas.

Analista de Riscos: uma carreira que transforma incerteza em informação

Empresas tomam decisões todos os dias, mas nenhuma organização consegue eliminar completamente as incertezas.

É justamente aí que o Analista de Riscos gera valor.

Esse profissional combina dados, metodologias, visão de negócio e pensamento crítico para identificar exposições, avaliar possíveis impactos e fornecer informações capazes de tornar decisões mais conscientes.

Para entrar na área, desenvolva uma base sólida em análise de dados, estatística e gestão de riscos, conheça as particularidades da especialidade que pretende seguir e pratique a capacidade de comunicar conclusões de maneira simples.

Também vale investir continuamente em hard skills e competências comportamentais, já que a profissão exige tanto conhecimento técnico quanto capacidade de questionar, colaborar e comunicar.

Se esse perfil combina com você, acompanhe também outros conteúdos sobre profissões e desenvolvimento de carreira para conhecer diferentes caminhos disponíveis no mercado.

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