Conhecer os próprios direitos é essencial para tomar decisões mais seguras ao longo da carreira. O abono de férias, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é uma dessas possibilidades que ajudam a dar mais flexibilidade à vida profissional e, ao mesmo tempo, geram dúvidas entre quem está começando no mercado.
Neste conteúdo, vamos mostrar como ele funciona, quem pode solicitar, como é feito o cálculo e quais impactos essa escolha pode ter no seu planejamento financeiro. Continue a leitura!
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- O que é o abono de férias e como ele funciona?
- Quem tem direito a solicitar o abono?
- Qual a diferença entre férias e abono de férias?
- Como calcular o valor do abono?
- O que a legislação diz sobre o abono?
- Quando o abono pode ser recusado?
- Como funciona a venda de férias?
- Tecnologia que aproxima você dos seus direitos
O que é o abono de férias e como ele funciona?
O abono de férias é a conversão de até um terço dos dias de descanso em valor. Ou seja, a pessoa colaboradora pode “vender” parte do tempo de folga e receber o equivalente em dinheiro. Isso sem perder o direito ao restante das férias.
Essa escolha pode ser útil em momentos em que é necessário reforço no orçamento ou quando há um plano financeiro específico, como quitar dívidas ou investir em um novo projeto. O valor do abono é somado ao salário de férias e ao adicional constitucional de um terço, o que exige atenção ao cálculo final.
Para facilitar a gestão desses benefícios, muitas empresas adotam sistemas digitais que tornam a solicitação mais prática, segura e transparente.
Quem tem direito a solicitar o abono?
Toda pessoa com contrato de trabalho formal no regime CLT tem direito a solicitar o abono de férias, desde que tenha completado o chamado período aquisitivo — os 12 meses de trabalho na empresa. A solicitação deve ser feita com, no mínimo, 15 dias de antecedência em relação ao fim desse período.
O formato de solicitação pode variar de acordo com as políticas internas de cada empresa. Em algumas, o pedido é feito por meio de formulário digital; em outras, diretamente com o time de recursos humanos (RH). Estagiárias e estagiários não têm acesso ao abono, já que não há vínculo empregatício tradicional.
Caso haja dúvidas sobre os prazos ou procedimentos, é sempre válido conversar com o RH ou consultar fontes confiáveis.
Qual a diferença entre férias e abono de férias?
Apesar de estarem relacionados, os dois termos representam situações diferentes. As férias remuneradas garantem o descanso após 12 meses de trabalho e incluem o salário mensal acrescido do adicional de um terço. Já o abono é a opção de transformar parte desses dias em dinheiro.
Na prática, ao optar pelo abono, a pessoa colaboradora reduz o tempo de folga e recebe um valor adicional no pagamento. Essa decisão deve ser tomada com base no momento de vida, nas necessidades pessoais e no impacto que a ausência de alguns dias de descanso pode causar na saúde e no bem-estar.
Como calcular o valor do abono?
O valor do abono corresponde a até um terço dos dias de férias. O cálculo considera o salário bruto e o adicional de um terço constitucional. A seguir, confira um exemplo prático com base em um salário de R$ 3.000,00:
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Valor diário: R$ 3.000,00 ÷ 30 dias = R$ 100,00
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Abono referente a 10 dias: R$ 100,00 × 10 = R$ 1.000,00
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Adicional de um terço sobre o abono: R$ 1.000,00 ÷ 3 = R$ 333,33
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Total do abono: R$ 1.000,00 + R$ 333,33 = R$ 1.333,33
Esse valor pode ter descontos como INSS e IRPF. Para facilitar a simulação, você pode usar planilhas ou ferramentas digitais com cálculos automáticos.
O que a legislação diz sobre o abono?
O artigo 143 da CLT detalha as principais regras sobre o abono de férias. Entenda os pontos de destaque:
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O pedido deve ser feito até 15 dias antes do fim do período aquisitivo;
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É possível converter até um terço do total de dias de férias;
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O pagamento precisa ser feito até dois dias antes do início das férias;
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O abono não pode ser dividido em partes menores;
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Apenas pessoas com vínculo CLT e período aquisitivo completo podem solicitar.
Essas regras ajudam a garantir mais clareza e segurança no momento de formalizar a solicitação.
Quando o abono pode ser recusado?
Mesmo sendo um direito previsto em lei, o abono pode não ser concedido em algumas situações específicas, como quando há férias coletivas ou se o contrato foi encerrado antes do período aquisitivo ser completado. Licenças legais, como afastamento por saúde ou licença-maternidade, também podem impedir o pedido.
Além disso, algumas empresas têm políticas internas que limitam esse benefício. Ainda assim, qualquer norma interna deve respeitar o que está previsto na CLT.
Como funciona a venda de férias?
A venda das férias não é obrigatória: trata-se de uma escolha da pessoa colaboradora. Não há prejuízo direto ao fazer essa opção, mas é importante lembrar que o tempo de descanso será reduzido proporcionalmente. A principal diferença entre o abono e as férias normais é justamente essa conversão de parte do tempo de folga em valor financeiro.
Depois que o pagamento é processado, a desistência pode não ser possível, por isso, avalie com cuidado antes de fazer a solicitação. E lembre-se: estagiárias e estagiários não podem solicitar esse benefício, pois não se enquadram na CLT.
Tecnologia que aproxima você dos seus direitos
A tecnologia é uma aliada quando o assunto é organização financeira e gestão de benefícios. Ferramentas digitais facilitam o controle de prazos e a solicitação de férias e abono, assim como ajudam a evitar erros. Na Serasa Experian, trabalhamos para que esse tipo de inovação esteja cada vez mais presente no dia a dia das pessoas colaboradoras, criando experiências mais acessíveis, ágeis e seguras.
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