A Reforma Tributária do consumo não exige apenas atenção da área fiscal. Com a implementação da CBS e do IBS, empresas também precisam revisar os sistemas que sustentam faturamento, apuração, documentos fiscais, cadastros e integrações.
Nesse cenário, é preciso estar preparado para novas regras de cálculo, novos requisitos dos documentos fiscais eletrônicos e, principalmente, para um período de transição em que regras atuais e novas poderão coexistir.
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Checklist: seu ERP está preparado para CBS e IBS?
1. O ERP já contempla CBS e IBS?
[ ] O sistema possui estrutura para os novos tributos?
[ ] Consegue aplicar regras diferentes conforme a operação?
[ ] Está preparado para classificações e tratamentos tributários específicos?
[ ] Permite atualizar parâmetros sem grandes customizações?
[ ] Consegue refletir os novos cálculos no faturamento e na apuração?
O ERP precisa conseguir interpretar corretamente as regras que determinam como CBS e IBS serão aplicados em cada operação.
Confira o checklist completo de adequação à Reforma Tributária
2. A parametrização fiscal pode ser alterada com agilidade?
Durante a transição, normas, tabelas e regras poderão continuar sendo atualizadas. Confira se:
[ ] Parâmetros fiscais podem ser alterados com segurança;
[ ] Existe histórico das mudanças realizadas;
[ ] Alterações podem ser testadas antes de entrarem em produção;
[ ] A empresa não depende de processos manuais para cada atualização;
[ ] Fornecedores do ERP possuem processo definido para atualizações regulatórias.
Uma boa pergunta para fazer internamente é: se uma regra mudar hoje, quanto tempo sua empresa levaria para refletir essa alteração no ERP?
3. Os documentos fiscais eletrônicos estão preparados?
Novos campos, classificações e regras já estão sendo incorporados a documentos fiscais como NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e. Vale conferir:
[ ] Novos campos de CBS e IBS;
[ ] Layouts e schemas;
[ ] Tabelas de classificação tributária;
[ ] Regras de validação;
[ ] Eventos fiscais;
[ ] Integração com emissores;
[ ] Armazenamento das novas informações.
O cálculo pode estar correto e, ainda assim, o documento ser rejeitado ou transmitido com dados inconsistentes.
Confira o checklist completo da Reforma Tributária
4. Os cadastros estão confiáveis?
As novas regras tributárias dependem diretamente da qualidade dos dados existentes no ERP. Revise:
[ ] Produtos;
[ ] Serviços;
[ ] Clientes;
[ ] Fornecedores;
[ ] Estabelecimentos;
[ ] Classificações fiscais;
[ ] Natureza das operações;
[ ] Informações utilizadas no cálculo tributário.
Cadastros desatualizados podem fazer uma regra correta ser aplicada à operação errada.
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5. O ERP consegue lidar com o período de transição?
A mudança não acontecerá de uma única vez. O modelo atual e o novo sistema tributário irão coexistir durante parte da transição. Por isso, seu ERP precisa conseguir:
[ ] Controlar datas de vigência;
[ ] Aplicar regras antigas e novas;
[ ] Administrar tributos coexistentes;
[ ] Preservar históricos fiscais;
[ ] Tratar operações realizadas em períodos diferentes;
[ ] Evitar conflito entre parametrizações.
Ou seja: além de estar preparado para CBS e IBS, o ERP precisa estar preparado para a transição entre os dois modelos.
Como priorizar os próximos passos?
Depois de responder ao checklist, classifique cada ponto como:
Preparado: requisito atendido e testado.
Em adequação: necessidade identificada e plano em andamento.
Pendente: ainda não existe solução ou responsável definido.
Na sequência, priorize os ajustes considerando três fatores: prazo regulatório + impacto operacional + complexidade técnica. Uma integração que leva meses para ser alterada, por exemplo, pode exigir ação imediata mesmo que sua obrigatoriedade ainda esteja alguns meses à frente.
O cronograma completo da Reforma Tributária segue por vários anos, mas as mudanças nos sistemas empresariais já começaram.
Por isso, a preparação para CBS e IBS não é apenas uma questão fiscal. É também um desafio de dados, processos, tecnologia e governança.
Quanto antes sua empresa identificar suas lacunas, maior a capacidade de realizar a transição de forma organizada e reduzir riscos operacionais.
Quer ampliar essa avaliação para outras áreas da empresa?
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