A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é um tributo federal criado pela Reforma Tributária do Consumo. Ela substituirá o PIS/Pasep e a Cofins a partir de 2027 e, junto com o IBS, integra o novo modelo de tributação sobre o consumo no Brasil.
Para as empresas, porém, a mudança vai além da troca de nomes. A CBS traz uma nova lógica de tributação, com reflexos sobre apuração, créditos tributários, documentos fiscais, sistemas e até decisões financeiras.
A transição já começou em 2026. Por isso, entender como a CBS funciona ajuda a empresa a acompanhar o que muda agora e nos próximos anos.
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- O que significa CBS?
- Quais tributos a CBS substitui?
- Quando a CBS começa a valer?
- Como a CBS funciona?
- Qual é a diferença entre CBS e IBS?
- O que muda para as empresas com a CBS?
- E como fica a CBS no Simples Nacional?
- O que fazer para se preparar para a CBS?
O que significa CBS?
CBS significa Contribuição sobre Bens e Serviços. É um tributo de competência federal que integra o modelo de IVA Dual criado pela Reforma Tributária.
O sistema é chamado de “dual” porque possui duas frentes: a CBS, federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados, municípios e Distrito Federal.
Os dois funcionam de maneira coordenada, mas não são o mesmo tributo. A relação entre eles é explicada em mais detalhes no conteúdo sobre como CBS e IBS formam o IVA Dual.
Quais tributos a CBS substitui?
A resposta é direta: a CBS substitui PIS/Pasep e Cofins. A mudança concentra essas duas contribuições federais em um novo tributo sobre bens e serviços. A própria Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional define a CBS como substituta de PIS e Cofins a partir de 2027.
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Antes da Reforma |
Novo modelo |
Competência |
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PIS/Pasep + Cofins |
CBS |
Federal |
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ICMS + ISS |
IBS |
Estados, municípios e DF |
Um cuidado importante é não incluir simplesmente o IPI nessa substituição. A CBS não substitui diretamente esse imposto. A partir de 2027, as alíquotas do IPI serão reduzidas a zero para a maior parte dos produtos, com exceções relacionadas à Zona Franca de Manaus.
Quando a CBS começa a valer?
A implementação ocorre por etapas. 2026 é o ano de teste da CBS e do IBS, com alíquotas de 0,9% e 0,1%, respectivamente, dentro das condições previstas para essa fase de transição.
A principal virada acontece em 2027, quando PIS e Cofins são extintos e a CBS passa a ocupar efetivamente o lugar dessas contribuições. A Receita Federal detalha a transição do sistema tributário, que segue até 2033. Já a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS ocorre principalmente entre 2029 e 2032.
Para quem precisa acompanhar as próximas etapas, o cronograma da Reforma Tributária ajuda a visualizar as mudanças previstas para cada ano.
Como a CBS funciona?
A CBS segue a lógica de um imposto sobre valor agregado. De forma simplificada, a empresa calcula o tributo devido em suas operações e pode aproveitar créditos permitidos pela legislação relacionados às aquisições realizadas no desenvolvimento de sua atividade.
A ideia é evitar que o tributo se acumule sucessivamente ao longo da cadeia. Se uma empresa compra um insumo tributado e depois vende seu produto, por exemplo, os créditos admitidos podem ser considerados na apuração da CBS devida.
Essa lógica de não cumulatividade é uma das mudanças mais relevantes do novo sistema e faz com que compras, fornecedores e documentação fiscal ganhem ainda mais importância para a apuração tributária.
Qual é a diferença entre CBS e IBS?
CBS e IBS fazem parte da mesma Reforma Tributária e seguem princípios semelhantes, mas possuem competências diferentes.
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CBS |
IBS |
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Significado |
Contribuição sobre Bens e Serviços |
Imposto sobre Bens e Serviços |
|
Competência |
Federal |
Estados, municípios e DF |
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Substitui |
PIS/Pasep e Cofins |
ICMS e ISS |
|
Integra o IVA Dual |
Sim |
Sim |
Para a empresa, essa separação é importante porque os dois tributos convivem no novo modelo. A Serasa Experian reúne os principais impactos dessa mudança no conteúdo sobre IBS e CBS para empresas.
O que muda para as empresas com a CBS?
Uma das principais mudanças está na forma como as empresas terão de lidar com a tributação das operações e com os créditos gerados ao longo da cadeia.
Isso pode exigir revisão de sistemas fiscais e ERP, emissão de documentos fiscais, cadastro de produtos e serviços, regras de apuração e processos internos. Dependendo da atividade da empresa, os efeitos também podem chegar à formação de preços, margens e fluxo de caixa.
Não significa que todas as empresas terão exatamente o mesmo impacto. Setor, regime tributário, estrutura de custos e perfil de clientes e fornecedores influenciam bastante o resultado.
Por isso, além de acompanhar as regras gerais, vale avaliar a realidade específica do negócio com o contador e revisar como a empresa registra compras, vendas e créditos tributários.
E como fica a CBS no Simples Nacional?
O Simples Nacional continua existindo. Em agosto de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional atualizou as regras do regime para incorporar CBS e IBS e disciplinar sua relação com o novo sistema tributário.
As novas regras passam a produzir efeitos, em geral, a partir de 2027 e também preveem situações em que empresas optantes podem recolher CBS e IBS pelo regime regular.
Isso torna importante avaliar cada caso individualmente, principalmente para empresas que vendem para outras empresas e participam de cadeias em que o aproveitamento de créditos tributários tem peso comercial.
O que fazer para se preparar para a CBS?
Em vez de esperar 2027 para começar a adaptação, as empresas já podem revisar alguns pontos importantes em 2026.
Vale conferir se sistemas e documentos fiscais estão adequados, entender como os créditos de CBS podem afetar a operação, revisar cadastros e parametrizações tributárias e avaliar possíveis reflexos sobre preços, margens e caixa.
A preparação também deve envolver as áreas fiscal, financeira, contábil e de tecnologia. A CBS não é apenas uma mudança na guia de recolhimento: ela altera processos que atravessam diferentes áreas do negócio.
A Serasa Experian mantém um hub dedicado à Reforma Tributária, com conteúdos para acompanhar as mudanças e entender os próximos passos da transição.