Empresas | Demanda por Crédito

Variação acumulada no ano 11,1%

Variação mensal 2,3%

Consumidor | Demanda por Crédito

Variação acumulada no ano 13,1%

Variação mensal -5,4%

Empresas | Recuperação de Crédito

Percentual médio no ano 38,7%

Percentual no mês 37,2%

Consumidor | Recuperação de Crédito

Percentual médio no ano 57,2%

Percentual no mês 53,7%

Cartão de Crédito | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 1.428,09

Pontualidade do pagamento 78,7%

Empréstimo Pessoal | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 411,27

Pontualidade do pagamento 83,8%

Veículos | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 1.423,47

Pontualidade do pagamento 82,2%

Consignado | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 284,99

Pontualidade do pagamento 92,0%

Tentativas de Fraudes

Acumulado no ano (em milhões) 10,89

No mês (em milhões) 1,02

Empresas | Inadimplência

Variação Anual 17,4%

No mês (em milhões) 9,0

MPEs | Inadimplência

Variação Anual 17,9%

No mês (em milhões) 8,6

Consumidor | Inadimplência

Percentual da população adulta 51,0%

No mês (em milhões) 83,7

Atividade do Comércio

Variação acumulada no ano 1,9%

Variação mensal 0,6%

Falência Requerida

CNPJs no ano 171

Processos no ano 164

Recuperação Judicial Requerida

CNPJs no ano 440

Processos no ano 194

Empresas | Demanda por Crédito

Variação acumulada no ano 11,1%

Variação mensal 2,3%

Consumidor | Demanda por Crédito

Variação acumulada no ano 13,1%

Variação mensal -5,4%

Empresas | Recuperação de Crédito

Percentual médio no ano 38,7%

Percentual no mês 37,2%

Consumidor | Recuperação de Crédito

Percentual médio no ano 57,2%

Percentual no mês 53,7%

Cartão de Crédito | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 1.428,09

Pontualidade do pagamento 78,7%

Empréstimo Pessoal | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 411,27

Pontualidade do pagamento 83,8%

Veículos | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 1.423,47

Pontualidade do pagamento 82,2%

Consignado | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 284,99

Pontualidade do pagamento 92,0%

Tentativas de Fraudes

Acumulado no ano (em milhões) 10,89

No mês (em milhões) 1,02

Empresas | Inadimplência

Variação Anual 17,4%

No mês (em milhões) 9,0

MPEs | Inadimplência

Variação Anual 17,9%

No mês (em milhões) 8,6

Consumidor | Inadimplência

Percentual da população adulta 51,0%

No mês (em milhões) 83,7

Atividade do Comércio

Variação acumulada no ano 1,9%

Variação mensal 0,6%

Falência Requerida

CNPJs no ano 171

Processos no ano 164

Recuperação Judicial Requerida

CNPJs no ano 440

Processos no ano 194

RH

Análise de dados no RH: 5 indicadores indispensáveis!

Aprenda a calcular os principais indicadores de RH e descubra como a análise de dados pode tornar a gestão de pessoas mais estratégica e eficiente.

Imagem de capa

Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por dados, a análise de dados no RH deixou de ser uma tendência e se tornou uma prática essencial para empresas que desejam tomar decisões mais estratégicas, eficientes e humanas. Mas, afinal, o que isso significa na prática?

Ao utilizar ferramentas e indicadores de RH específicos, o setor de Recursos Humanos pode obter uma visão clara sobre o comportamento, o desempenho e o engajamento dos colaboradores. Isso permite antecipar desafios, identificar oportunidades e alinhar ações com os objetivos da organização.

Com uma análise bem estruturada, é possível, por exemplo, reduzir o turnover, aumentar a produtividade e melhorar a satisfação interna. Neste artigo, você vai descobrir os principais benefícios da análise de dados no RH e como essa abordagem pode gerar insights valiosos, tornando o RH um verdadeiro parceiro estratégico do negócio. Confira!

O que é análise de dados no RH?

Especificamente em RH, a análise de dados é o processo de coleta, organização, interpretação e aplicação de informações relacionadas aos colaboradores — ou potenciais colaboradores — de uma organização.

Consiste em utilizar dados quantitativos e qualitativos para entender o comportamento, as tendências e as necessidades dos funcionários e embasar decisões e operações tanto no departamento de RH quanto na empresa como um todo.

Essa prática envolve a utilização de ferramentas e metodologias específicas, como:

Essa cultura data-driven, isto é, orientada por dados, tem se popularizado nas empresas de todo o mundo. Segundo a McKinsey, aquelas empresas que se baseiam em dados para tomar decisões chegam a crescer entre 15% e 25% acima da média.

Assim, ao analisar os indicadores de RH, a empresa passa a ter uma visão completa da estrutura e consegue direcionar as ações para lidar com questões comuns, como recrutamento, contratação, retenção, desenvolvimento e engajamento dos colaboradores.

Quais são as vantagens da análise de dados no RH?

Entre as principais vantagens, destacamos:

  • melhoria no processo de recrutamento e seleção, por meio da identificação de candidatos com perfil adequado de forma mais precisa;
  • aumento do engajamento dos colaboradores, ao identificar fatores que influenciam positivamente o clima organizacional;
  • redução de custos operacionais, por meio da identificação de áreas de desperdício e otimização de processos;
  • aumento da produtividade, ao identificar padrões de comportamento e oferecer treinamentos personalizados;
  • melhoria na retenção de talentos, compreendendo as necessidades e expectativas dos colaboradores;
  • abordagem mais objetiva na gestão de pessoas, por meio da cultura organizacional orientada por dados.

Como fazer análise de dados e aplicar no RH?

Agora que você entendeu a teoria, conheça as etapas e metodologias que permitem obter os melhores resultados:

  • coleta de dados: o primeiro passo é identificar as fontes de dados para a análise. Considere, para isso, os sistemas de gestão de talentos, registros de folha de pagamento, pesquisas de clima organizacional, entre outros;
  • limpeza e organização: após a coleta, é importante organizar os dados obtidos para identificar e corrigir erros, preencher informações e padronizar esses dados. Dessa forma, é possível garantir sua qualidade e consistência;
  • análise estatística: é hora de aplicar técnicas de análise estatística para identificar padrões, tendências e relações de causa e efeito. Isso pode incluir análise descritiva, análise de correlação, regressão, entre outras técnicas;
  • interpretação e visualização: aqui é importante entender os dados e mostrar as descobertas de forma objetiva e com linguagem acessível. A visualização das informações por meio de dashboards, utilizando gráficos e tabelas, pode ajudar a torná-las mais visuais e compreensíveis.

Quais são as ferramentas disponíveis para análise de dados em RH?

Existem várias ferramentas e softwares disponíveis no mercado para facilitar o processo de análise de dados do RH. Algumas das principais incluem:

  • People Analytics: plataformas especializadas em análise de dados de RH, como o Oracle HCM Cloud, oferecem recursos avançados para coleta, análise e visualização de dados de funcionários;
  • Business Intelligence (BI): ferramentas como o Power BI são bastante utilizadas para análise de dados devido à sua capacidade de integrar dados de diferentes fontes e criar visualizações interativas;
  • gestão de talentos: softwares que incluem recursos de análise para acompanhamento de métricas facilitam a tomada de decisões sobre recrutamento, desenvolvimento e retenção de talentos.

Quais são os principais indicadores da área de Recursos Humanos?

Existem inúmeras métricas a serem acompanhadas, mas é possível dizer que as principais são:

  • taxa de turnover;
  • taxa de absenteísmo;
  • engajamento (feedbacks, clima organizacional, envolvimento em projetos etc.);
  • produtividade (produção por hora, vendas por funcionário, entre outros);
  • taxa de satisfação (por meio do eNPS, por exemplo);
  • custo por contratação (gastos com plataformas, anúncios de vagas, hora/trabalho do recrutador etc.);
  • tempo de contratação (dias corridos desde a abertura da vaga até o aceite do candidato, por exemplo);
  • qualidade da contratação (desempenho inicial, retenção após a experiência, fit cultural);
  • tempo médio de permanência (tempo de casa, ciclo de vida do talento dentro da empresa);
  • taxa de promoção interna (vagas de liderança preenchidas internamente vs. contratações de mercado);
  • ROI de Treinamento (retorno financeiro gerado em vendas após uma capacitação, entre outros);
  • horas de treinamento per capita (média de horas anuais dedicadas a cursos por funcionário);
  • receita por colaborador (faturamento total da empresa dividido pelo tamanho da equipe);
  • índice de horas extras (percentual de horas excedentes pagas ou acumuladas no banco de horas);
  • custo de folha sobre faturamento (peso dos salários, benefícios e encargos na receita bruta da empresa).

Sabemos que, para realizar uma boa gestão de pessoas, acompanhar dados é indispensável para a avaliação de desempenho organizacional e o bem-estar dos funcionários. Para organizar essa visão e facilitar a sua aplicação, categorizamos esses 15 principais indicadores de RH em 4 grupos estratégicos essenciais do ciclo de vida do colaborador.

Aquisição de talentos

Compreende as métricas que avaliam a atratividade da marca empregadora e a eficiência financeira e de tempo para trazer as pessoas certas: custo por contratação, tempo de contratação e qualidade da contratação.

Retenção e engajamento

Mede o clima, a saúde do ambiente de trabalho e o nível de comprometimento do time com o negócio, avaliando o poder da empresa em reter seus melhores talentos: turnover, absenteísmo, engajamento, taxa de satisfação e tempo médio de permanência.

Desenvolvimento

Focado no acompanhamento da curva de aprendizado e crescimento interno. Entender essas métricas prova o impacto da educação corporativa: taxa de promoção interna, ROI de treinamento e horas de treinamento per capita.

Eficiência operacional

São os autênticos indicadores de Departamento Pessoal cruzados com a inteligência financeira do RH, demonstrando produtividade e gestão de custos da força de trabalho, como receita por colaborador, índice de horas extras e custo de folha sobre faturamento.

Como calcular os 15 KPIs de RH?

Conheça, agora, os detalhes sobre cada indicador e como calcular.

Turnover

Refere-se à taxa de rotatividade de funcionários dentro da organização. É importante para avaliar a estabilidade da força de trabalho e identificar problemas de retenção de talentos. Um alto índice de turnover pode indicar insatisfação e problemas de gestão. A fórmula básica a ser utilizada é:

Taxa de turnover = (número de admissões + número de desligamentos/2) / número total de colaboradores x 100

O nível considerado aceitável no mercado geral gravita entre 5% e 10% ao ano, mas isso pode variar bastante conforme o nicho (como no varejo, que costuma ser mais alto). Um resultado muito acima aponta falhas graves de clima, liderança ou inadequação nas contratações iniciais, o que gera prejuízos altos com rescisões e paralisações operacionais.

Absenteísmo

Mede a frequência com que os funcionários estão ausentes do trabalho, por motivos de saúde, familiares ou pessoais. Quando alto, pode impactar negativamente a produtividade e o desempenho da equipe, além de indicar possíveis problemas de clima organizacional ou insatisfação no trabalho. As fórmulas básicas a serem utilizadas são:

Taxa de absenteísmo = número de horas de trabalho perdidas / número ideal de horas trabalhadas x 100

Taxa de absenteísmo = (quantidade média de colaboradores x total de dias úteis perdidos) / (quantidade média de colaboradores x total de dias úteis)

A taxa ideal e considerada saudável não deve ultrapassar 3% a 4%. Se a taxa extrapola essa margem, pode ser um alerta para a exaustão da equipe, risco de burnout, doenças ocupacionais recorrentes ou sério desengajamento com as rotinas.

Engajamento

Indica a satisfação e o comprometimento da equipe com os objetivos e valores da empresa. Funcionários engajados geralmente produzem mais e são mais criativos. O engajamento pode ser medido por meio de pesquisas de clima organizacional, feedbacks e avaliações de desempenho.

A fórmula básica a ser utilizada é:

(Soma das pontuações da pesquisa de engajamento / Total de pontos possíveis) x 100.

Um índice saudável costuma ficar acima de 70% de respostas positivas nas métricas de aderência à cultura. Resultados elevados se traduzem em menor turnover e clientes mais satisfeitos. Resultados baixos exigem escuta ativa e planos de ação com as lideranças para rever a cultura interna.

Produtividade

Mede a agilidade dos processos e das atividades. Com ela, é possível identificar oportunidades de melhoria, otimizar processos e aumentar o desempenho profissional – podendo ser obtida por indicadores como produção por hora e vendas por funcionário.

No geral, a fórmula básica a ser utilizada é:

Total de saídas (produtos, serviços, fechamentos) / Entradas (horas trabalhadas ou custo do período).

No entanto, vale destacar que esse indicador de desempenho depende do contexto e da função do colaborador. Altamente dependente do setor e das metas da área, a produtividade deve manter uma tendência de estabilidade ou crescimento per capita trimestre a trimestre. Quedas apontam para necessidade de investir em melhores ferramentas, tecnologia, treinamentos práticos ou resolver sobrecargas processuais.

Satisfação dos colaboradores

Avalia o impacto das políticas de RH e o clima organizacional como um todo. Colaboradores satisfeitos podem proporcionar uma melhor experiência ao cliente externo e fortalecer a reputação da empresa no mercado. Uma maneira clássica de mensurá-lo é por meio da pesquisa eNPS.

A fórmula de cálculo básica do eNPS é:

% de Promotores (notas de 9 a 10) - % de Detratores (notas de 0 a 6).

Uma pontuação entre 10 e 50 é considerada Muito Boa; já de 51 a 100 representa a Zona de Excelência. Uma vez que seu objetivo é medir o quanto seu colaborador recomendaria a empresa, um eNPS negativo significa que a equipe fala mal da marca empregadora, o que sabota ativamente futuras aquisições de talentos.

Custo por contratação

Mensura o esforço financeiro necessário para cobrir uma vaga em aberto. A importância de mensurar esse dado reside na capacidade de otimizar e comprovar o uso inteligente do orçamento do setor. O RH pode usar esse resultado em situações estratégicas, como na estruturação do orçamento anual, na avaliação do desempenho de canais de divulgação e para justificar financeiramente o investimento em novas tecnologias, como um software de recrutamento.

A fórmula de cálculo básica é:

(Soma das despesas internas + despesas externas do processo seletivo) / Total de vagas preenchidas no período.

Em média, gira em torno de 1 a 2 vezes o salário base da vaga preenchida. Um custo que sobe de forma descontrolada acusa ineficiência nas plataformas de atração escolhidas ou reprovações constantes nos funis finais, encarecendo a operação do RH.

Além disso, esse indicador não deve ser avaliado de forma isolada: ele é diretamente complementar ao tempo e à qualidade da contratação. Reduzir o custo pode ser uma péssima estratégia se isso prolongar demais o fechamento da vaga ou atrair profissionais fora do perfil.

Ele também forma uma dupla de alerta com a taxa de turnover: se a empresa tem alta rotatividade atrelada a um alto custo por contratação, o resultado é um grave sangramento financeiro e operacional para o negócio.

Tempo de contratação

Mede o tempo corrido desde o dia em que a vaga foi aprovada pelo RH até a aceitação formal da proposta pelo candidato.

A fórmula de cálculo básica é:

Data do aceite da proposta - Data da aprovação da vaga (em dias).

O mercado atua com médias de 35 a 45 dias para cargos analíticos, e prazos mais dilatados para gerência. Um ciclo de seleção longo demais frustra gestores, sobrecarrega a equipe remanescente e frequentemente faz a empresa perder o candidato preferido para a concorrência.

Qualidade da contratação

É utilizado para acompanhar a performance dos novos profissionais nos times. Em linhas gerais, avaliar se os candidatos recém-contratados estão performando e se adaptando bem à empresa.

A fórmula de cálculo básica é:

(Nota de desempenho médio dos novos contratados + Percentual de retenção de novos contratados) / 2.

Como referência de sucesso, espera-se que a empresa consiga reter mais de 85% dos novos profissionais após o fim do período de experiência. Se esse indicador apresentar um resultado baixo, é um alerta claro de que houve falha no alinhamento do perfil durante o processo seletivo.

Ou seja, o candidato contratado não se encaixou na cultura ou na função, o que provoca demissões logo nos primeiros meses (o chamado turnover precoce) e gera prejuízos e retrabalho para a equipe de recrutamento, que precisará reabrir a vaga.

Tempo médio de permanência

Também conhecido no mercado pelo termo em inglês Tenure, este indicador mede o tempo médio (geralmente calculado em meses ou anos) que os profissionais permanecem trabalhando na empresa, desde o dia da admissão até o momento do desligamento. Em suma, ele traduz em números a real duração do ciclo de vida e a estabilidade do funcionário dentro da organização.

A fórmula de cálculo é:

Soma do tempo de casa (em meses/anos) de todos os colaboradores / Número total de funcionários.

Um ciclo saudável fica na faixa de 3 a 5 anos. Essa métrica funciona como um excelente termômetro para a sustentabilidade da cultura e das políticas de Gestão de Pessoas. Enquanto a taxa de turnover avalia a "velocidade" da rotatividade em um recorte de tempo curto, o Tempo Médio de Permanência revela o fôlego a longo prazo da Proposta de Valor ao Empregado (EVP) da sua empresa.

O RH deve utilizar esse indicador para identificar em qual momento exato do ciclo de vida o colaborador perde o brilho nos olhos. Se o tempo médio é baixo, significa que os planos de carreira, a liderança ou os pacotes de benefícios não estão sendo fortes o suficiente para reter as pessoas após a curva inicial de aprendizado.

Taxa de promoção interna

Indica a proporção de vagas abertas que foram preenchidas por talentos internos em vez de contratações do mercado. A fórmula de cálculo é:

(Número de promoções no período / Número total de funcionários) x 100.

Esse indicador serve para auditar se o plano de carreira da empresa funciona de verdade ou se existe apenas no papel. O RH utiliza essa métrica para medir a eficiência da sua "fábrica de talentos" e a saúde do pipeline de liderança.

A taxa ajuda a responder a uma pergunta crucial: a empresa está conseguindo desenvolver seus próprios profissionais ou é obrigada a buscar líderes no mercado o tempo todo?

O índice de 15% a 20% ao ano é a média de mercado para empresas reconhecidas por suas fortes culturas de crescimento interno. Significa que, a cada ano, cerca de 15% a 20% do quadro total de funcionários avança na estrutura organizacional.

  • Se o resultado estiver muito abaixo disso, sinaliza um "represamento" de talentos. Indica que as lideranças não estão preparando seus sucessores ou que os critérios de promoção são tão rígidos que desmotivam a equipe.
  • Se o resultado estiver muito acima, pode acender um alerta para promoções prematuras (colocar pessoas em cargos de liderança antes de estarem prontas) devido a um crescimento desordenado ou alta rotatividade nas chefias.

ROI de Treinamento

Apresenta o Retorno Sobre o Investimento (ROI) focado em T&D, mostrando se o treinamento se pagou por meio de resultados tangíveis. A fórmula de cálculo é:

Benefício financeiro gerado - Custo do treinamento) / Custo do treinamento] x 100.

Qualquer ROI acima de 0% já demonstra que o treinamento não gerou prejuízo. Índices acima de 50% são excelentes. O resultado é fundamental para o gestor justificar orçamentos. Por exemplo, se o treinamento ensinou uma técnica de vendas que aumentou a receita em 100 mil reais a um custo de 10 mil, o ROI foi extraordinário e deve ser replicado.

Horas de treinamento per capita

Este indicador mede o tempo médio que cada colaborador dedica a capacitações e treinamentos organizados pela empresa ao longo do ano. Para encontrá-lo, o RH deve utilizar a fórmula básica:

Total de horas de treinamentos realizadas / Número total de colaboradores.

Entre 30 e 40 horas anuais é considerado uma marca bastante engajada pelas grandes empresas. Esse resultado avalia diretamente a força da cultura de aprendizado na organização, sendo que um número muito baixo sinaliza que o desenvolvimento está em segundo plano.

Contudo, o setor deve sempre cruzar essa métrica com as avaliações de desempenho para garantir que o tempo investido em cursos esteja realmente se revertendo em melhorias práticas na operação do negócio.

Receita por colaborador

Este indicador avalia a eficiência financeira da força de trabalho ao calcular quanto faturamento bruto cada profissional gera para a organização. O cálculo consiste em:

Receita total / Número de colaboradores (FTE - Full-Time Equivalent)

O valor ideal como referência varia conforme o segmento de atuação da empresa, mas a meta padrão de mercado é manter esse indicador em crescimento estável ou em evolução trimestral contínua.

O resultado mostra se o negócio está expandindo sua operação de maneira sustentável, pois se o quadro de funcionários aumenta, mas a receita por colaborador diminui, fica evidente uma queda na produtividade geral, falhas em processos internos ou um sinal de inchaço estrutural na folha de pagamento.

Índice de horas extras

Este indicador aponta a proporção de horas adicionais trabalhadas pelas equipes em relação à jornada regular que foi originalmente contratada. A fórmula de cálculo é:

(Soma das horas extras no período / Total de horas regulares trabalhadas) x 100.

Para manter a saúde financeira do negócio e o equilíbrio operacional sob controle, o recomendado pelo mercado é que esse índice fique estabilizado abaixo de 5%.

Um índice alto e persistente indica problemas crônicos na gestão e serve de alerta para o RH sobre o risco de sobrecarga da equipe devido a um quadro subdimensionado, processos manuais lentos que atrasam as entregas ou oscilações de demanda que justificariam contratações temporárias.

Custo de folha sobre faturamento

Considerado um dos principais indicadores de Departamento Pessoal, ele mede qual porcentagem da receita bruta da organização é consumida pelas despesas diretas com os colaboradores, englobando salários, encargos trabalhistas e benefícios. A fórmula de cálculo básica é:

(Custos totais com folha de pagamento / Receita Bruta Total) x 100.

Como referência de mercado, as médias no setor de serviços costumam ficar entre 30% e 50%, enquanto nos setores de indústria e varejo o índice tende a se situar entre 15% e 25%.

Trata-se de um dado vital para monitorar a saúde financeira do negócio, visto que uma subida desproporcional ao faturamento compromete diretamente a margem de lucro da empresa, exigindo que o RH e a diretoria avaliem medidas de contenção, como a automação de tarefas, revisão de processos ou o congelamento temporário de novas contratações.

Resumo dos indicadores: tabela prática de fórmulas

Para facilitar a consolidação de todas as métricas detalhadas neste guia e tornar o seu dia a dia mais prático, compilamos a visão geral de todos os 15 indicadores essenciais:

Qual é a diferença entre métricas de vaidade e métricas de impacto?

No universo da análise de dados RH, é vital saber separar métricas de vaidade daquelas que movem a ponteira do negócio. Métricas de vaidade impressionam na tela, mas não se conectam aos resultados financeiros. Por exemplo, medir apenas "1.000 currículos recebidos na vaga" ou "200 horas de treinamento" não significa que a pessoa certa foi contratada ou que o treinamento aumentou as vendas.

Por outro lado, as métricas de impacto atestam retorno. Ao construir uma avaliação de desempenho, foque sempre no desfecho. Por exemplo, o "ROI de Treinamento" e a "Qualidade da contratação" provam que a gestão de pessoas está gerando lucro para a organização.

Como priorizar os indicadores de acordo com a sua realidade?

O erro mais comum na adoção do People Analytics é tentar monitorar tudo ao mesmo tempo, gerando sobrecarga. Lembre-se: dados demais paralisam a decisão. Para que o monitoramento faça sentido, selecione apenas os cinco indicadores de desempenho que dialogam diretamente com a principal dor estratégica atual da empresa.

Veja exemplos de painéis para diferentes cenários corporativos:

  • dashboard de expansão rápida: custo por contratação, tempo de contratação, qualidade da contratação, turnover e eNPS;
  • dashboard de redução de custos e foco em operação: custo de folha sobre faturamento, índice de horas extras, produtividade, receita por colaborador e absenteísmo;
  • dashboard de retenção e fuga de cérebros: turnover, eNPS, engajamento, tempo médio de permanência e taxa de promoção interna.

Como a análise de dados de RH pode ajudar na tomada de decisão?

Como vimos, a análise de dados é uma prática inovadora e importante dentro do setor de RH, que pode gerar diversos benefícios para a empresa. Agora, conheça algumas maneiras de como esse processo ajuda, de fato, nas decisões estratégicas:

  • identificação de comportamentos repetitivos: permite identificar tendências e padrões de comportamento entre os funcionários, como taxas de turnover em departamentos, padrões de absenteísmo e taxa de engajamento. Essas informações podem orientar a implementação de políticas e práticas de RH mais direcionadas;
  • previsão de necessidades de recrutamento: ao analisar dados históricos, frequentemente é possível prever futuras necessidades de contratação e identificar estratégias para reter talentos. Isso inclui identificar áreas com falta de habilidades, prever aposentadorias etc.;
  • avaliação de programas de treinamento e desenvolvimento: pode ajudar a avaliar a efetividade das capacitações oferecidas aos funcionários por meio de indicadores como a taxa de participação em treinamentos, o aumento de habilidades após cursos e o impacto nos resultados do negócio;
  • identificação de gargalos de desempenho: pode revelar áreas para melhorar dentro da organização. Isso inclui atividades como a identificação de equipes ou departamentos com baixa produtividade, processos ineficientes que impactam a satisfação do cliente ou problemas de comunicação entre os funcionários;
  • alinhamento do RH estratégico com os objetivos organizacionais: ao cruzar os dados de RH com o desempenho organizacional, a empresa pode alinhar sua estratégia com os objetivos do negócio. Isso facilita que líderes tomem decisões que influenciarão o crescimento de toda a empresa.

A análise de dados no RH permite transformar informações em decisões mais assertivas ao longo de toda a jornada do colaborador. Ao acompanhar indicadores relevantes e interpretá-los de forma estratégica, a empresa identifica oportunidades de melhoria, otimiza processos e fortalece a gestão de pessoas.

Quer usar dados para cuidar ainda melhor das suas equipes? Confira nosso conteúdo sobre indicadores de saúde mental no trabalho e descubra quais métricas acompanhar para identificar riscos, orientar ações e promover um ambiente mais saudável.

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