PME

20 de out. 2026

47% das PMEs acreditam que má gestão financeira é o principal motivo para fechamento de empresas, percentual superior ao da falta de crédito e carga tributária, aponta pesquisa da Serasa Experian

  •    Carga tributária (40%) e burocracia (34%) também aparecem à frente da falta de capital ou crédito (29%) entre os fatores associados ao fechamento dos negócios
  •      Planos de contingência para crises de caixa estão presentes em 70% das empresas, mas percentual cai para 54% entre MEIs e microempresas

A má gestão financeira é o fator mais associado ao fechamento das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil, segundo inédita pesquisa da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Para quase metade dos entrevistados (47%), esse é um dos principais motivos que levam empresas a encerrarem suas atividades, à frente de fatores como carga tributária (40%), burocracia (34%) e da falta de capital ou crédito (29%).

A preocupação também aparece quando os entrevistados avaliam a realidade da própria empresa: 58% concordam que a gestão financeira está entre os principais riscos para a continuidade de seu negócio. O percentual varia conforme o porte e passa de 48% entre MEIs e microempresas para 62% nas pequenas e 76% nas médias empresas.

“Os dados mostram que, embora fatores externos como carga tributária, burocracia e acesso a capital tenham um peso relevante na jornada das PMEs, a gestão das próprias finanças é percebida como um ponto central para a continuidade do negócio. Ter clareza da situação do caixa, receitas e custos da empresa e usar tecnologia para se planejar e antecipar dificuldades são práticas importantes para que o empreendedor tenha mais segurança para tomar decisões e conduzir o negócio”, afirma Mariana Figueiredo, diretora de produtos e tecnologia para pequenas e médias empresas da Serasa Experian.

Apesar da percepção sobre os riscos, 70% das empresas afirmam ter planos de contingência para crises de caixa. O nível de preparação, porém, também varia de acordo com o porte: entre MEIs e microempresas, o percentual é de 54%, sobe para 68% entre as pequenas e chega a 85% nas médias empresas, uma diferença de 31 pontos percentuais entre os dois extremos.

O cenário reforça a importância do planejamento financeiro para a continuidade dos negócios, especialmente entre empresas de menor porte. Segundo Mariana Figueiredo, “para o pequeno empreendedor, organizar as finanças nem sempre é uma tarefa simples, principalmente porque ele costuma acumular diferentes funções dentro do negócio. Hoje, a tecnologia pode apoiar e consolidar esse processo de forma muito prática, projetando receitas e custos para os próximos dias ou meses e recomendando ações assertivas com o auxílio da inteligência artificial, dando ao empreendedor mais previsibilidade sobre o caixa e liberando tempo para focar em fazer negócios.”

Para apoiar esse processo, a Serasa Experian tem o Serasa Descomplica. A solução de gestão de fluxo de caixa da datatech, unifica todas as contas bancárias do empreendedor por meio de Open Finance e utiliza inteligência artificial para gerar insights inteligentes, históricos e preditivos, apoiando pequenas e médias empresas na organização financeira e na tomada de decisões.

Metodologia

A pesquisa ouviu 511 pequenas e médias empresas da base de clientes da Serasa Experian, com respondentes de diferentes regiões do Brasil. Os resultados foram recebidos em abril de 2026. A pesquisa possui 95% de índice de confiança e uma margem de erro de 4 p.p.

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