A Reforma Tributária já começou a sair do papel, mas entender o que isso representa para uma pequena ou média empresa nem sempre é simples. Afinal, o Simples Nacional continua? IBS e CBS já estão valendo? O que acontece com as notas fiscais?
Reunimos as principais dúvidas para explicar o que já mudou, o que ainda está em transição e quais pontos merecem atenção de quem empreende.
Importante: este conteúdo considera as regras e orientações disponíveis até 2 de setembro de 2026. Como a implementação é gradual, alguns procedimentos ainda podem ser atualizados.
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- Para começar: o que é a Reforma Tributária?
- O que muda para uma PME?
- E para quem está no Simples Nacional?
- O que muda na rotina da empresa?
- Por onde começar a preparação?
- Acompanhe as próximas mudanças
Para começar: o que é a Reforma Tributária?
A Reforma muda a forma como o consumo é tributado no Brasil. Entre as principais novidades estão a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo, que entram no lugar de parte dos tributos atuais ao longo da transição.
Para as empresas, isso significa acompanhar não apenas impostos, mas também possíveis reflexos em documentos fiscais, sistemas, preços e processos.
O que são CBS e IBS?
A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é federal e substituirá PIS e Cofins. Já o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substituirá ICMS e ISS e terá gestão compartilhada entre estados e municípios.
Os dois formam o chamado IVA Dual brasileiro.
Se essas siglas ainda parecem novas, temos um conteúdo específico que explica o que são IBS e CBS e como funcionam.
E o Imposto Seletivo?
É um tributo federal criado para incidir sobre determinados bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
CBS, IBS, IVA Dual, Imposto Seletivo... são muitos termos novos. Por isso, vale consultar também o Glossário da Reforma Tributária para entender as principais expressões dessa mudança.
Quando tudo isso começa a valer?
A transição começou em 2026 e será feita em etapas. Neste primeiro ano, a Receita Federal definiu orientações específicas para a entrada em vigor de IBS e CBS.
O processo segue até 2033. Para visualizar o que acontece em cada fase, confira o cronograma da Reforma Tributária.
O que muda para uma PME?
Todas as empresas serão afetadas da mesma maneira?
Não. Regime tributário, atividade, fornecedores, clientes e possibilidade de aproveitar créditos são alguns dos fatores que interferem no impacto para cada negócio.
Por isso, duas empresas do mesmo porte podem sentir os efeitos da Reforma de maneiras diferentes.
Minha empresa vai pagar mais impostos?
Não dá para responder apenas olhando para as novas alíquotas.
O resultado depende da operação da empresa, dos custos, dos créditos que poderão ser aproveitados e do regime tributário. Antes de concluir que haverá aumento ou redução, é importante fazer as contas considerando a realidade do negócio.
Para entender esse impacto de forma mais ampla, confira o que muda para pequenas e médias empresas com a Reforma Tributária.
E para quem está no Simples Nacional?
O Simples vai acabar?
Não. O regime continua existindo. Em agosto de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional atualizou as regras do regime para adequá-lo à Reforma Tributária do Consumo, incorporando as novas regras relacionadas a IBS e CBS.
O que muda com IBS e CBS?
Uma empresa poderá, nas condições previstas, permanecer no Simples para os demais tributos e recolher IBS e CBS pelo regime regular.
Essa escolha pode ganhar importância principalmente para quem vende para outras empresas, já que a dinâmica dos créditos tributários entra na relação comercial. Não existe uma alternativa melhor para todos. A decisão precisa considerar o perfil da empresa, dos clientes e das operações.
E o MEI?
O MEI também continua existindo e mantém tratamento diferenciado. Como há particularidades para esse público, reunimos as principais mudanças no conteúdo Reforma Tributária para MEI: veja o que muda.
O que muda na rotina da empresa?
As notas fiscais serão diferentes?
Sim. Os documentos fiscais estão sendo adaptados para incluir IBS e CBS. Para 2026, a Receita Federal publicou orientações sobre o destaque dos novos tributos nos documentos fiscais eletrônicos.
Também há uma mudança específica para pequenas empresas prestadoras de serviços: a NFS-e de padrão nacional passa a ser obrigatória para ME e EPP optantes pelo Simples a partir de 1º de novembro de 2026.
E o sistema de gestão?
Também merece atenção. Sistemas ligados a faturamento, documentos fiscais, cadastros e cálculos tributários precisam acompanhar as novas regras.
Não é necessário que o empreendedor domine as configurações técnicas, mas vale confirmar se o fornecedor do sistema e a contabilidade estão acompanhando as atualizações.
Preços e fluxo de caixa também podem mudar?
Podem. Alterações na tributação e nos créditos podem chegar aos custos e às margens da empresa. O momento de recolhimento dos tributos e de aproveitamento dos créditos também pode interferir no caixa.
Por isso, a Reforma não deve ser analisada apenas pela nova alíquota. O impacto precisa ser colocado nas contas do negócio.
Por onde começar a preparação?
Não é preciso tentar resolver tudo de uma vez. O primeiro passo é identificar quais mudanças estão mais próximas da realidade da empresa.che
Vale revisar o regime tributário, verificar sistemas e documentos fiscais, analisar fornecedores, simular efeitos sobre preços e margens e conversar com os profissionais contábeis e fiscais responsáveis.
A Serasa Experian preparou um checklist de adequação à Reforma Tributária para ajudar nessa organização.
Acompanhe as próximas mudanças
Como a transição segue pelos próximos anos, algumas regras ainda podem receber novos detalhamentos. Acompanhar essas atualizações ajuda a entender o que exige atenção agora e o que ficará para as próximas etapas.
Na página especial da Serasa Experian sobre a Reforma Tributária, você encontra conteúdos sobre CBS, IBS, Simples Nacional, MEI e preparação das empresas.
ATENÇÃO: este conteúdo tem caráter informativo. Como a Reforma Tributária segue em implementação, regras e procedimentos podem ser atualizados. Para decisões tributárias específicas, consulte os profissionais contábeis e fiscais responsáveis pela sua empresa.