Segundo dados do IBGE, o desemprego IBGE caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, alcançando o menor nível da série histórica e acompanhando o avanço da ocupação e da renda no país.
A taxa de desemprego IBGE caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, marcando o menor nível desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O resultado confirma a tendência de melhora consistente do mercado de trabalho brasileiro, com redução do número de pessoas desocupadas e avanço da ocupação em diversos setores.
Ao longo do trimestre, o país registrou queda tanto em relação ao período imediatamente anterior quanto ao mesmo trimestre de 2024, reforçando o ritmo de recuperação econômica e a ampliação das oportunidades de trabalho.
A nova taxa de desemprego IBGE, fixada em 5,1%, representa uma melhora consistente em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando estava em 5,6%, registrando queda de 0,5 ponto percentual.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o recuo é ainda mais expressivo: 1,1 ponto percentual, já que a taxa havia sido de 6,2%.
Essas variações reforçam o movimento de recuperação do mercado de trabalho ao longo de 2025, impulsionado pela expansão da ocupação e pelo crescimento em setores de serviços, que tiveram papel central para sustentar a trajetória de queda da taxa de desocupação. Conforme aponta o IBGE, a melhora não decorre de aumento do desalento nem da saída de trabalhadores da força de trabalho, mas sim do avanço real na geração de postos de trabalho.
Além disso, a Pnad Contínua (pesquisa oficial que monitora o mercado de trabalho brasileiro) segue como a principal referência para medir o desemprego, abrangendo tanto ocupações formais quanto informais em todas as regiões do país
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- População desocupada (desempregados)
- População ocupada
- Nível de ocupação
- Informalidade
- Subutilização da força de trabalho
- Subocupação por insuficiência de horas trabalhadas
- População fora da força de trabalho e desalento
- Renda do trabalhador
População desocupada (desempregados)
O número de pessoas desocupadas caiu para 5,5 milhões, o menor contingente já registrado pela série histórica da Pnad Contínua. Isso representa uma redução de 9% no trimestre, o equivalente a menos 542 mil pessoas em comparação com o período anterior.
Esse recuo reforça a queda da taxa de desemprego IBGE, que atingiu 5,1% no trimestre encerrado em dezembro.
População ocupada
A população ocupada alcançou 103 milhões de trabalhadores, um novo recorde desde o início da série em 2012.
No trimestre, houve um acréscimo de 565 mil pessoas, e em um ano, o crescimento foi de 1,2 milhão de ocupados.
Nível de ocupação
O nível de ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) atingiu 58,9%, o maior valor da série histórica, mostrando consolidação da expansão do emprego no país.
Informalidade
A taxa de informalidade ficou em 37,6% da população ocupada, equivalente a 38,7 milhões de pessoas. O índice se manteve estável em relação ao trimestre anterior e ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2024.
Subutilização da força de trabalho
A taxa composta de subutilização caiu para 13,4%, o menor nível da série histórica da Pnad Contínua. O contingente de pessoas subutilizadas ficou em 15,3 milhões, também próximo ao menor patamar já registrado. Esses resultados reforçam que a melhora no desemprego IBGE não ocorreu por retração da força de trabalho, mas por maior absorção de trabalhadores.
Subocupação por insuficiência de horas trabalhadas
A população subocupada por insuficiência de horas permaneceu estável no trimestre em 4,5 milhões de pessoas, apresentando queda de 7,1% na comparação com o ano anterior.
População fora da força de trabalho e desalento
A população fora da força de trabalho alcançou 66,2 milhões de pessoas, mantendo estabilidade no trimestre. Já a população desalentada( pessoas que desistiram de procurar emprego) somou 2,6 milhões, sem variação significativa no período.
Renda do trabalhador
O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.613, o maior valor da série histórica, com alta de 2,4% no trimestre e de 5% em relação ao mesmo período de 2024. A massa de rendimentos atingiu R$ 367,6 bilhões, também recorde, impulsionada pelo aumento da ocupação e pela melhora da qualidade dos postos de trabalho.