Segundo a 7ª edição do Panorama PME, o país registrava aproximadamente 26,2 milhões de empresas ativas em março de 2026, das quais 24,6 milhões pertenciam ao universo das MPMEs. Isso significa que quase 94% das empresas brasileiras são de pequeno porte.
O dado reforça a importância dos pequenos negócios para a geração de renda, a formalização econômica e a sustentação da atividade empresarial em todas as regiões do país.
Ao mesmo tempo, o Panorama mostra que esse segmento segue operando em um ambiente mais cauteloso, marcado por crédito seletivo, inadimplência elevada e maior necessidade de planejamento financeiro.
Além dos indicadores mais recentes sobre crédito, emprego e inadimplência, esta edição reúne análises de mercado e um estudo exclusivo da Serasa Experian que explora a relação entre a saúde financeira das PMEs e de seus sócios, oferecendo uma visão aprofundada dos desafios e oportunidades para os pequenos negócios.
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Confiança, crédito e cautela seguem no centro do cenário
O ambiente de negócios em 2026 ainda exige atenção. O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas registrou 87,8 pontos em abril de 2026, abaixo dos patamares superiores a 94 pontos observados em 2024.
O indicador mostra um empresário mais cauteloso, atento ao fluxo de caixa e mais seletivo na tomada de decisões.
Ao mesmo tempo, a demanda por crédito continua em alta. Esse movimento indica que o crédito permanece importante para a sustentação das empresas, seja para expansão, recomposição de capital de giro ou manutenção das operações.
Entre os principais pontos analisados estão:
- Evolução da confiança empresarial;
- Demanda por crédito entre MPMEs;
- Participação das pequenas empresas no mercado de crédito;
- Condições de acesso ao financiamento.
Emprego segue positivo, mas em ritmo mais moderado
Mesmo em um cenário desafiador, as MPMEs continuam sendo uma força relevante na geração de empregos formais. Entre janeiro e abril de 2026, foram criadas 408 mil vagas com carteira assinada pelo segmento.
Serviços, Construção Civil e Indústria de Transformação aparecem entre os setores que mais contribuíram para esse resultado. Por outro lado, o Comércio registrou saldo negativo no período, refletindo um ambiente mais competitivo e sensível ao comportamento do consumo.
O levantamento mostra que os pequenos negócios seguem resilientes, mas a geração de empregos já apresenta sinais de acomodação em importantes centros econômicos do país.
Inadimplência permanece como ponto de atenção
A inadimplência continua sendo um dos principais desafios para as MPMEs brasileiras. Em abril de 2026, o número de empresas inadimplentes chegou a aproximadamente 8,52 milhões.
Embora a velocidade de crescimento tenha desacelerado em relação ao fim de 2025, o volume permanece elevado.
Esse quadro reforça a importância de uma gestão financeira mais estruturada, com atenção ao capital de giro, ao planejamento de pagamentos e ao monitoramento constante dos riscos.
Estudo exclusivo: quando a dívida da empresa e do sócio se encontram
A 7ª edição do Panorama PME também traz um estudo exclusivo da Serasa Experian sobre a relação entre a saúde financeira das PMEs e de seus sócios principais.
O levantamento mostra que empresas e sócios simultaneamente inadimplentes representam 5,5% das PMEs analisadas, mas concentram mais de R$ 80,6 bilhões em dívidas.
O estudo também revela que empresas mais maduras, especialmente aquelas com 5 a 20 anos de atividade, concentram os maiores volumes de crédito e inadimplência.
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