Vivemos em um mundo no qual a segurança da informação se tornou prioridade para empresas de todos os portes, inclusive as pequenas e médias. Com o avanço da transformação digital, o risco de ataques virtuais cresce de forma constante.
Por isso, entender como funciona o pentest — ou teste de intrusão — é importante para proteger dados sensíveis e garantir a continuidade dos negócios. Neste conteúdo, você vai entender o que é esse termo, para que ele serve e como ele beneficia empresas que querem fortalecer sua proteção de dados! Confira a seguir:
Neste conteúdo você vai ler (Clique no conteúdo para seguir)
- O que é pentest e por que ele é importante?
- Como funciona um pentest na empresa?
- Quais são as etapas de um pentest?
- Quem são os hackers éticos envolvidos em um pentest?
- Quais são os principais tipos de pentest realizados?
- Qual a diferença entre pentest e varredura de vulnerabilidades?
- Como empresas contratam pentest?
- Quais riscos as empresas correm ao não realizar pentest?
- Como os resultados de um pentest ajudam na segurança empresarial?
- Qual a relação entre pentest, compliance e proteção de dados?
- Como o pentest se integra à estratégia de segurança contínua?
- Quais tendências estão transformando o pentest nos próximos anos?
O que é pentest e por que ele é importante?
O pentest, também chamado de teste de intrusão, consiste em simular ataques em sistemas, redes e aplicativos, com o objetivo de descobrir vulnerabilidades antes que pessoas mal-intencionadas possam explorá-las.
Essa abordagem é especialmente relevante para pequenos negócios que, muitas vezes, não possuem equipes de tecnologia robustas, mas precisam proteger informações valiosas e garantir a confiança de clientes e parceiros.
A aplicação do pentest permite que a empresa adote uma postura preventiva, antecipando possíveis ameaças. O investimento nesse tipo de teste contribui para o fortalecimento da cultura de segurança, demonstra responsabilidade diante de requisitos regulatórios e sinaliza maturidade digital para o mercado.
O resultado é a construção de uma reputação sólida e a redução do risco de incidentes que podem comprometer a operação ou gerar multas — especialmente no contexto da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
É importante considerar que qualquer empresa pode ser alvo de ataques virtuais. A realização periódica de testes de intrusão é a forma mais eficaz de obter respostas claras: será que os sistemas e dados da sua organização estão realmente protegidos? O pentest oferece uma visão realista, ancorada e permite agir antes que o problema se torne uma crise.
Como funciona um pentest na empresa?
O processo de pentest para empresas segue etapas bem definidas, todas estruturadas para garantir uma análise minuciosa e personalizada do ambiente digital. O ponto de partida é a contratação de especialistas em segurança, que planejam cuidadosamente as ações, e determinam o escopo dos testes e as pessoas envolvidas no projeto.
Em seguida, são simulados ataques reais, com técnicas semelhantes às usadas por cibercriminosos, para avaliar como os sistemas reagem, identificar brechas e mensurar o impacto potencial de uma invasão.
Durante o teste, a equipe responsável utiliza ferramentas avançadas, mas o diferencial está no conhecimento estratégico e na metodologia aplicada. O foco é ir além das soluções automatizadas e trazer uma abordagem sob medida para as necessidades e características da empresa.
Todas as vulnerabilidades identificadas são documentadas de forma clara e culminam em um relatório técnico completo, que orienta a tomada de decisões para correção e aprimoramento da segurança.
O pentest exige responsabilidade, ética e empatia no trato das informações, já que o objetivo não é expor falhas, mas sim fortalecê-las. Por isso, cada etapa é conduzida com o máximo de profissionalismo e respeito à confidencialidade dos dados.
Quais são as etapas de um pentest?
O pentest profissional é dividido em cinco etapas principais, cada uma com uma função específica dentro do processo de avaliação de segurança. Juntas, elas permitem identificar vulnerabilidades, analisar riscos e apoiar decisões mais acertadas sobre a proteção dos sistemas. Confira:
· Reconhecimento: coleta de informações sobre o alvo dos testes, identificando detalhes do ambiente e possíveis pontos de entrada;
· Mapeamento: análise detalhada para descobrir pontos vulneráveis em sistemas, redes e aplicativos;
· Exploração: realização de tentativas controladas de ataque para comprovar a existência de falhas;
· Pós-exploração: avaliação do impacto real das invasões simuladas e compreensão de até onde um invasor poderia chegar;
· Relatório: elaboração de um documento detalhado que apresenta as vulnerabilidades, riscos e recomendações, servindo como guia para as correções necessárias.
Quem são os hackers éticos envolvidos em um pentest?
Os hackers éticos são profissionais altamente especializados em segurança digital, que utilizam seu conhecimento para proteger empresas de ataques, e não para explorá-las. Diferente do estereótipo comum, o hacker ético atua com autorização formal, seguindo contratos bem definidos e regras claras. Seu principal objetivo é identificar vulnerabilidades e garantir que as informações sejam tratadas com o máximo sigilo e respeito.
Esses especialistas costumam possuir certificações reconhecidas internacionalmente, como CEH (Certified Ethical Hacker) e OSCP (Offensive Security Certified Professional), que atestam sua competência técnica e compromisso com as melhores práticas do setor. Ao contratar um serviço de pentest, é importante verificar a reputação da empresa e dos profissionais envolvidos para garantir que todos os procedimentos sejam realizados de forma ética.
O trabalho do hacker ético envolve empatia, responsabilidade e o entendimento de que a segurança da informação é uma prioridade estratégica para empresas de todos os portes.
Qual a diferença entre hacker ético e cibercriminoso?
A distinção entre ética e ilegalidade é o que separa o hacker ético do cibercriminoso. Enquanto o hacker ético atua apenas com autorização e dentro dos limites da lei, o cibercriminoso busca explorar falhas para obter ganhos financeiros ou causar prejuízo, sem qualquer consentimento.
Toda a atividade do profissional ético é pautada em responsabilidade, confidencialidade e respeito às normas. Já o cibercriminoso representa um risco real, age fora dos parâmetros legais e coloca empresas e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Quais são os principais tipos de pentest realizados?
Existem diversas modalidades de pentest, cada uma voltada para áreas específicas da infraestrutura digital. Com o crescimento do big data e a multiplicidade de sistemas conectados, é importante conhecer os tipos de testes que podem ser aplicados na sua empresa:
· Pentest de rede e infraestrutura;
· Pentest em aplicações web, mobile e APIs;
· Pentest de engenharia social e simulação de phishing.
Escolher o tipo de pentest adequado significa direcionar esforços para os pontos mais críticos do negócio, além de tornar a proteção de dados mais eficiente e personalizada. Entenda mais detalhes abaixo:
1. Pentest de rede, aplicações e infraestrutura
O objetivo dessa modalidade é avaliar a segurança de redes internas e externas, servidores, APIs e demais pontos considerados sensíveis para o fluxo de informações. São simulados ataques visando explorar portas abertas, falhas de configuração, permissões inadequadas e até vulnerabilidades em sistemas operacionais.
Esse tipo de teste é indicado para empresas que dependem de uma infraestrutura robusta para operar, inclusive aquelas que processam volumes significativos de dados.
2. Pentest web, mobile e em APIs
Com a transformação digital, o acesso a sistemas por meio de aplicativos e dispositivos móveis tornou-se rotina. O pentest voltado para aplicações web, mobile e APIs busca identificar falhas em autenticação, autorização, funcionalidades críticas e integrações. Qualquer brecha nesses ambientes pode permitir o acesso indevido a dados sensíveis e impactar diretamente a confiança do público-alvo — clientes, parceiros e fornecedores.
3. Pentest de engenharia social e phishing simulado
Nem todas as ameaças vêm da tecnologia em si. Muitas invasões acontecem devido a falhas humanas e de processos. Este tipo de pentest simula tentativas de enganar pessoas colaboradoras ao usar técnicas de engenharia social, phishing e outras estratégias para testar o nível de conscientização da equipe. Ou seja, o objetivo é identificar riscos relacionados ao fator humano e promover ações educativas para fortalecer a cultura de segurança.
Qual a diferença entre pentest e varredura de vulnerabilidades?
Embora os conceitos possam parecer semelhantes, pentest e varredura de vulnerabilidades têm abordagens distintas. A varredura é uma análise automatizada, voltada para identificar falhas de maneira ampla, e funcionam como um diagnóstico inicial. Já o pentest envolve atuação manual com simulações que refletem situações reais de ataque.
O valor do pentest está na sua capacidade de analisar o ambiente considerando variáveis do negócio, contexto regulatório e perfil de risco. Por isso, é o método mais indicado para quem busca resultados práticos e recomendações personalizadas para a proteção de dados.
Se interessou pelo assunto? Então, confira o nosso vídeo e entenda como prevenir ataques cibernéticos!
Como empresas contratam pentest?
Contratar um pentest seguro exige atenção a detalhes que vão muito além da parte técnica. Tudo deve ser documentado: do escopo dos testes (quais sistemas e áreas serão avaliados), aos horários em que as simulações podem ocorrer, além das regras de engajamento e acordos de confidencialidade. Empresas reconhecidas, como nós, a Serasa Experian, oferecem credibilidade, segurança e garantem que cada etapa do processo siga padrões de excelência.
O contrato precisa determinar como as informações coletadas serão tratadas para evitar qualquer risco de exposição indevida. A formalização de todos os procedimentos é uma garantia para a empresa e para os profissionais envolvidos.
O que deve estar definido no escopo de um pentest?
Para que o pentest seja realmente útil, é importante definir o escopo da avaliação desde o início do projeto, pois essa etapa garante alinhamento entre expectativas, limites do teste e objetivos de segurança a serem alcançados. Entenda:
· Quais sistemas e ativos farão parte dos testes;
· Horários permitidos para execução das simulações;
· Limites de profundidade das tentativas de invasão;
· Critérios de sucesso e indicadores de impacto;
· Regras de confidencialidade e proteção jurídica.
Quais riscos as empresas correm ao não realizar pentest?
Ignorar a necessidade do pentest pode trazer consequências graves, especialmente para pequenas empresas. Dados sensíveis ficam expostos, a confiança de clientes é abalada e há o risco de sanções legais — principalmente diante da LGPD. O impacto financeiro e reputacional pode ser significativo, pois afeta a continuidade do negócio e dificulta a recuperação da imagem.
A ausência do teste de intrusão significa manter vulnerabilidades desconhecidas expostas, além de facilitar a vida de cibercriminosos e aumentar a probabilidade de ataques bem-sucedidos.
Como os resultados de um pentest ajudam na segurança empresarial?
O pentest não se limita a encontrar falhas: ele entrega um relatório detalhado, que serve como base para um plano de ação eficiente. O documento apresenta um panorama claro dos riscos e traz recomendações práticas para corrigir vulnerabilidades prioritárias.
Esse conhecimento permite que a empresa direcione investimentos, otimize processos e fortaleça sua postura diante do mercado. Empresas que usam os resultados do pentest evoluem de forma contínua, aprimorem controles e construam um ambiente digital mais seguro.
Como priorizar correções após um pentest?
Após receber o relatório, é importante estabelecer uma ordem lógica para solucionar as vulnerabilidades encontradas. Confira alguns critérios que devem ser considerados:
· Grau de criticidade da falha;
· Impacto no negócio;
· Facilidade ou custo da correção;
· Exposição a riscos regulatórios.
Qual a relação entre pentest, compliance e proteção de dados?
O pentest está diretamente conectado a obrigações legais e regulatórias, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas ISO. Realizar testes periódicos demonstra comprometimento com a privacidade, fortalece processos de auditoria e reforça a postura responsável da empresa frente a clientes e parceiros.
Empresas que investem em pentest minimizam riscos jurídicos e financeiros, além de criar uma imagem sólida de confiabilidade no mercado. O alinhamento com práticas de inteligência de mercado torna a organização mais competitiva e preparada para lidar com desafios no futuro.
Como o pentest se integra à estratégia de segurança contínua?
O pentest não é uma ação isolada. Ele faz parte de uma grande estratégia de segurança da informação, que inclui políticas sólidas, treinamentos, monitoramento constante e uso de tecnologias avançadas. Empresas modernas adotam uma cultura de melhoria contínua e tratam a segurança como um fator principal do sucesso.
Implantar um Centro de Operações de Segurança (SOC) é uma das práticas recomendadas, pois permite o monitoramento 24 horas por dia e respostas rápidas a incidentes. O pentest, nesse sentido, funciona como uma auditoria prática, capaz de revelar pontos de melhoria e garantir que os controles estejam sempre atualizados.
Pentest, SOC e outras camadas de defesa
A integração entre pentest, SOC e outras ferramentas — como sistemas de detecção de intrusos, firewalls e controles internos — cria uma barreira robusta para proteger dados sensíveis. O uso de soluções baseadas em business intelligence permite analisar padrões de comportamento, identificar anomalias e antecipar ameaças.
Quais tendências estão transformando o pentest nos próximos anos?
O pentest está em constante evolução e acompanha as mudanças no mundo digital e a sofisticação dos ataques. Entre as principais tendências, destacam-se:
· Adoção de inteligência artificial para identificar ameaças em tempo real;
· Uso de times Red Team, Blue Team e Purple Team para testes mais completos;
· Automação de etapas, tornando o processo mais ágil e acessível.
Essas inovações tornam o pentest mais inteligente, preciso e alinhado à realidade das empresas de todos os tamanhos. O futuro da segurança da informação passa pela incorporação de tecnologias como machine learning, que aumentam a capacidade de análise e resposta a ameaças.
Empresas que acompanham essas tendências potencializam sua resiliência e criam ambientes digitais mais seguros e preparados para os desafios do mercado. Agora que você já sabe mais sobre o pentest, continue em nosso blog para conferir outros conteúdos semelhantes a esse! Até a próxima.