Empresas | Demanda por Crédito

Variação acumulada no ano 8,6%

Variação mensal -13,7%

Consumidor | Demanda por Crédito

Variação acumulada no ano 12,6%

Variação mensal -11,8%

Empresas | Recuperação de Crédito

Percentual médio no ano 38,7%

Percentual no mês 37,2%

Consumidor | Recuperação de Crédito

Percentual médio no ano 57,2%

Percentual no mês 53,7%

Cartão de Crédito | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 1.391,05

Pontualidade do pagamento 76,8%

Empréstimo Pessoal | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 389,03

Pontualidade do pagamento 82,8%

Veículos | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 1.448,68

Pontualidade do pagamento 81,3%

Consignado | Cadastro Positivo

Ticket Médio R$ 293,85

Pontualidade do pagamento 91,2%

Tentativas de Fraudes

Acumulado no ano (em milhões) 10,89

No mês (em milhões) 1,02

Empresas | Inadimplência

Variação Anual 14,8%

No mês (em milhões) 9,2

MPEs | Inadimplência

Variação Anual 15,2%

No mês (em milhões) 8,7

Consumidor | Inadimplência

Percentual da população adulta 51,0%

No mês (em milhões) 84,0

Atividade do Comércio

Variação acumulada no ano 1,9%

Variação mensal 0,6%

Falência Requerida

CNPJs no ano 277

Processos no ano 269

Recuperação Judicial Requerida

CNPJs no ano 878

Processos no ano 346

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Consumidor | Demanda por Crédito

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Empresas | Recuperação de Crédito

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Percentual médio no ano 57,2%

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Atividade do Comércio

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Falência Requerida

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Processos no ano 269

Recuperação Judicial Requerida

CNPJs no ano 878

Processos no ano 346

Inovação e Tecnologia

Como a criptografia quântica protege dados

Entenda o que é criptografia quântica, como ela funciona, seus impactos no setor financeiro e como proteger sua empresa contra novas ameaças.

Imagem de capa

A criptografia quântica é uma tecnologia de segurança digital que utiliza os princípios da física quântica, como a sobreposição e o entrelaçamento de partículas, para proteger a transmissão de informações. Em vez de depender de equações matemáticas, ela cria chaves secretas transmitidas por fótons de luz, tornando qualquer tentativa de interceptação imediatamente detectável.

Com o avanço dos computadores quânticos, os algoritmos que protegem transações bancárias, assinaturas digitais e dados corporativos hoje estão prestes a se tornar obsoletos. Entenda como essa tecnologia funciona e como preparar a infraestrutura do seu negócio para o futuro da segurança cibernética no conteúdo a seguir!

O que é e como funciona a criptografia quântica?

A criptografia quântica opera por meio de uma estrutura híbrida que combina equipamentos ópticos na camada física de transmissão e algoritmos de alta velocidade na camada de aplicação. Emissores de laser nas pontas da conexão enviam fótons individuais por cabos de fibra óptica dedicados. Cada fóton carrega informações codificadas em suas propriedades físicas, como o ângulo de polarização da luz.

O objetivo desse processo não é transmitir a mensagem final inteira via física quântica, mas gerar e validar uma chave secreta de uso único entre dois servidores. Assim que essa combinação física é entregue e confirmada como livre de interceptações, os sistemas utilizam essa mesma chave para cifrar e decifrar os arquivos e informações reais por meio dos métodos comuns de criptografia.

Como o protocolo QKD protege a transmissão de dados?

Na internet tradicional, as informações viajam pelos cabos como sinais elétricos ou grandes feixes de luz. Isso permite que um invasor grampeie a rede e copie as senhas no meio do caminho sem que a empresa perceba.

A criptografia quântica impede essa cópia porque não envia as senhas de forma convencional. Ela utiliza o protocolo de Distribuição de Chaves Quânticas (QKD) para compartilhar uma chave de segurança usando partículas individuais de luz. A chave gerada pelo QKD serve para criar a combinação secreta que cifrará os pacotes de dados por meio de algoritmos tradicionais.

Como essa combinação viaja em formato de luz, qualquer tentativa de cópia no caminho altera a estrutura física dos fótons. Isso acontece por causa de uma lei fundamental da física quântica: o simples ato de observar ou medir uma partícula altera a estrutura dela.

A chave de segurança viaja codificada no ângulo de vibração da luz (a chamada polarização do fóton). Para tentar espionar ou copiar essa combinação no caminho, o invasor é obrigado a medir a luz. No entanto, no mundo quântico, a medição empurra o fóton e altera o seu ângulo original.

Quando a luz finalmente chega ao servidor de destino, o sistema compara os ângulos esperados e percebe que a estrutura física da luz foi modificada. A invasão é detectada imediatamente e essa chave corrompida é descartada antes de ser usada.

Qual é a diferença entre computador quântico e criptografia quântica?

É comum confundir os dois termos, mas eles ocupam papéis opostos na arquitetura de segurança da informação: um atua como a ameaça e o outro como a solução.

O computador quântico é uma máquina de hardware avançada focada em processamento de dados. Na cibersegurança, ele representa a força de ataque, pois tem a velocidade necessária para quebrar os algoritmos matemáticos atuais.

A criptografia quântica é o sistema de defesa. Ela não é uma máquina de calcular, mas uma infraestrutura de transmissão via fibra óptica. Enquanto o computador usa a física para processar cálculos e destruir senhas antigas, a criptografia usa partículas de luz para entregar chaves de segurança novas que são impossíveis de copiar, blindando a rede contra a própria ameaça quântica.

Por que os algoritmos RSA e ECC estão ameaçados?

A segurança da internet hoje usa cálculos matemáticos para proteger senhas, certificados e transações bancárias. O RSA e o ECC são os padrões universais da chamada criptografia assimétrica. Eles criam um par de senhas digitais usando equações numéricas gigantescas, sendo:

  • Uma chave pública, que qualquer um usa para trancar o arquivo;

  • Uma chave privada, que só o dono possui para destrancar.

Esses algoritmos estão ameaçados porque o computador quântico tem o poder de calcular e descobrir essa chave privada em poucas horas. A consequência imediata dessa quebra é a invalidação de toda a infraestrutura de segurança atual. Sem o RSA e o ECC, os certificados digitais perdem a autenticidade, contratos eletrônicos podem ser adulterados sem deixar rastros e as redes de pagamentos globais ficam expostas, exigindo uma migração estrutural urgente por parte das empresas.

Como o computador quântico quebra a proteção matemática?

A segurança tradicional só funciona porque testar senhas uma por uma demora milhares de anos. O computador quântico destrói essa garantia de tempo porque ele abandona o método da tentativa e erro.

Utilizando uma fórmula específica, chamada de Algoritmo de Shor, essa nova máquina não precisa testar as combinações numéricas em sequência. Em vez de checar uma senha depois da outra, o processador quântico consegue testar todas as respostas matemáticas possíveis exatamente ao mesmo tempo.

Quando a computação quântica vai quebrar a criptografia atual?

A computação quântica, com capacidade para quebrar algoritmos como o RSA e o ECC, deve se tornar realidade nos próximos anos. No entanto, o risco para as empresas é imediato, porque invasores já interceptam e armazenam tráfego de dados criptografados hoje para decodificá-los no futuro, assim que a tecnologia quântica estiver operacional. Isso torna a atualização da segurança uma prioridade urgente para qualquer dado que precise permanecer confidencial a longo prazo.

As empresas brasileiras já precisam se preparar?

Sim, o processo de adaptação das infraestruturas de tecnologia leva tempo e exige planejamento financeiro e técnico. Mapear onde estão as informações sensíveis, atualizar sistemas antigos e adotar a agilidade criptográfica são passos essenciais para evitar corridas contra o tempo. Além disso, órgãos reguladores do setor financeiro e de telecomunicações no Brasil já estão desenhando diretrizes para incentivar a transição para padrões de proteção resistentes ao avanço quântico.

O que é e como a criptografia pós-quântica funciona?

A criptografia pós-quântica foca no desenvolvimento de novos algoritmos matemáticos capazes de rodar em computadores comuns e que sejam resistentes a ataques de máquinas tradicionais e de computadores quânticos. Desenvolvidos sobre áreas avançadas da matemática, como a geometria de reticulados algébricos, esses métodos pós-quânticos não exigem a troca de equipamentos de rede ou investimentos em fibras ópticas especiais.

Essa abordagem permite que sistemas operacionais, navegadores de internet, servidores na nuvem e aplicativos móveis atualizem suas camadas de proteção apenas instalando atualizações de software. A criptografia pós-quântica surge como a única solução viável para proteger toda a infraestrutura em larga escala, enquanto a tecnologia baseada em hardware atua em nichos específicos que exigem segurança absoluta na camada física.

Ela funciona substituindo as contas de divisão e multiplicação por desafios geométricos em centenas de dimensões. Em vez de trancar a chave de segurança atrás de um cálculo numérico convencional, o algoritmo esconde a chave dentro de um complexo labirinto de pontos cruzados, chamados redes ou reticulados.

Enquanto o computador quântico possui atalhos para quebrar as fórmulas antigas, ele não tem nenhum atalho para navegar por esses mapas multidimensionais. O único jeito de descobrir a chave é calcular caminho por caminho, o que mantém a proteção inviolável para qualquer tipo de processador.

Atenção: a criptografia pós-quântica (PQC) já passa por testes, mas sua adoção como protocolo padrão da internet ainda está em andamento.

Criptografia quântica é a mesma coisa que criptografia pós-quântica?

Não, são abordagens de segurança completamente diferentes. A criptografia quântica utiliza dispositivos físicos e as leis da mecânica quântica, como o envio de fótons por fibras ópticas, para proteger o transporte de chaves secretas. Já a criptografia pós-quântica é baseada em novos algoritmos matemáticos complexos criados via software, desenvolvidos especificamente para rodar em computadores normais e resistir ao poder de processamento do computador quântico.

Entender a diferença entre elas não é apenas um detalhe técnico, mas uma decisão estratégica de orçamento. Confira a tabela a seguir:

Critério de comparação

Criptografia quântica (QKD)

Criptografia pós-quântica (PQC)

Tecnologia utilizada

Leis da física quântica e mecânica de partículas.

Problemas matemáticos complexos de difícil resolução.

Equipamentos necessários

Hardware especializado e canais de fibra óptica dedicados.

Processamento via software compatível com servidores atuais.

Onde é mais usada

Proteção do tráfego de dados em redes físicas de alta prioridade.

Substituição de algoritmos virtuais como RSA e ECC em escala.

Investimento financeiro

Elevado investimento inicial em equipamentos físicos.

Baixo custo operacional por se basear na atualização de softwares.

Principal benefício

Segurança teoricamente incondicional, imune à matemática.

Facilidade de implantação em redes globais e dispositivos finais.

Qual é o impacto da tecnologia quântica no setor financeiro?

O segmento bancário representa uma das áreas mais sensíveis às transformações trazidas pelo processamento quântico, devido ao imenso volume de transações financeiras e dados sigilosos processados diariamente. A busca por blindar operações de crédito, pagamentos instantâneos e cadastros de clientes exige investimentos contínuos em segurança de ponta.

As instituições financeiras dependem diretamente da criptografia para garantir a autenticidade das transações, o sigilo bancário e o funcionamento de canais digitais como o Pix e o Open Finance. Se os algoritmos assimétricos tradicionais forem comprometidos, a validação de identidades e a verificação de assinaturas digitais em contratos de empréstimo e financiamento podem ser falsificadas sem deixar rastros nos sistemas.

Essa ameaça constante pressiona órgãos reguladores e bancos a reavaliarem constantemente a segurança de suas redes de transmissão de dados. A exposição indesejada de chaves privadas permitiria a interceptação de ordens de pagamento e a manipulação de saldos em contas corporativas, tornando a atualização das barreiras de proteção uma prioridade máxima de governança de dados e gestão de riscos.

Como a mesma tecnologia que ameaça a segurança pode virar a maior arma contra fraudes?

A aplicação do Aprendizado de Máquina Quântico (ou Quantum Machine Learning) permite analisar volumes massivos de dados financeiros com velocidade e precisão inéditas para identificar padrões suspeitos. O QML representa a união dos modelos de inteligência artificial com a velocidade de processamento do computador quântico. Essa tecnologia roda em segundo plano durante a aprovação de operações financeiras instantâneas, como TED, Pix e compras no cartão de crédito.

Em vez de checar os critérios de risco um por um, a ferramenta analisa a biometria comportamental, a geolocalização, o histórico do cliente e a reputação do dispositivo ao mesmo tempo. Essa análise paralela identifica padrões atípicos de risco antes da autorização final, interrompendo a fraude ainda na fase de processamento.

Como as empresas devem se preparar para a era quântica?

A transição para padrões de segurança resistentes a ataques computacionais avançados exige planejamento estratégico por parte dos gestores de tecnologia. Ignorar essa evolução pode deixar a infraestrutura da empresa vulnerável a invasões silenciosas e vazamentos de dados de longa duração.

Mapeamento de ativos digitais e auditoria de sistemas antigos

O primeiro passo para estruturar uma defesa sólida envolve realizar um inventário detalhado de todos os softwares, bancos de dados e canais de comunicação da empresa. É necessário identificar exatamente onde a criptografia assimétrica tradicional é utilizada para proteger dados armazenados e dados em trânsito, priorizando as informações de maior valor estratégico para o negócio.

Muitas organizações possuem sistemas antigos que utilizam bibliotecas criptográficas ultrapassadas e difíceis de atualizar. Identificar a dependência dessas chaves e entender como o fluxo de dados conecta diferentes áreas do negócio permite traçar um plano claro para a substituição gradual desses algoritmos antes que qualquer vulnerabilidade seja explorada por invasores.

Adoção da agilidade criptográfica na arquitetura de sistemas

A agilidade criptográfica é a capacidade de um sistema alterar seus algoritmos de proteção de forma rápida e transparente, sem a necessidade de reescrever todo o código da aplicação. Construir aplicações preparadas para a troca flexível de algoritmos é a melhor estratégia para absorver os novos padrões sem gerar interrupções nos serviços oferecidos aos clientes.

Ao adotar essa abordagem flexível, a equipe de tecnologia consegue substituir uma chave RSA antiga por um novo algoritmo de criptografia pós-quântica sem afetar o uso dos sistemas pelos colaboradores. Essa flexibilidade reduz o tempo de resposta a incidentes de segurança e mantém a operação protegida contra descobertas no campo da computação.

Fortalecimento da governança de dados e conformidade com a LGPD

A preparação para o cenário quântico deve andar de mãos dadas com o aprimoramento contínuo das políticas de governança e segurança da informação. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais exige que as empresas adotem medidas técnicas adequadas para proteger informações sensíveis contra acessos não autorizados ou destruição acidental.

Estruturar regras rígidas de controle de acesso, auditoria de registros e rastreabilidade garante que a empresa saiba exatamente quem acessou cada tabela de dados. O uso de soluções especializadas na gestão de riscos e na prevenção de fraudes fortalece essa postura defensiva, assegurando que o tratamento de dados respeite os limites regulatórios vigentes.

Como o Brasil está investindo na tecnologia quântica para liderar o combate às fraudes?

A aplicação prática dessa tecnologia no cenário nacional já deixou o campo das hipóteses. O Brasil está na linha de frente desse movimento com uma Prova de Conceito (PoC) pioneira desenvolvida pelo CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) em parceria com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Atualmente em estágio experimental, o projeto utiliza simuladores quânticos integrados a ambientes de nuvem para testar e validar o desempenho dos algoritmos antes que os computadores quânticos comerciais cheguem ao mercado em larga escala. Os testes comparam diretamente a inteligência artificial clássica com os novos modelos de Quantum Machine Learning aplicados a bases reais do setor financeiro.

O estudo já aponta duas descobertas centrais: o modelo quântico tem facilidade superior para mapear conexões ocultas em quadrilhas de fraude (como redes complexas de contas laranjas operando em cadeia) e reduz de forma drástica os bloqueios indevidos de transações legítimas que geram prejuízo e insatisfação ao cliente.

Em vez de se limitar a projeções teóricas, a iniciativa entrega às instituições financeiras brasileiras dados concretos sobre métricas de processamento e viabilidade econômica. Isso permite que os bancos nacionais planejem a transição gradual para sistemas antifraude híbridos, garantindo o retorno sobre o investimento assim que a infraestrutura quântica se consolidar.

A contribuição da Serasa Experian para a proteção de informações sensíveis

Diante da necessidade urgente de proteger dados estratégicos e garantir a privacidade dos cidadãos, a Serasa Experian atua como parceira estratégica das empresas na construção de ambientes seguros e alinhados às exigências regulatórias. A validação cadastral rigorosa e o monitoramento inteligente de dados previnem vazamentos de informações que poderiam ser explorados em ataques futuros.

Ao combinar soluções avançadas de prevenção a fraudes, gestão de riscos de crédito e higienização de bases cadastrais, auxiliamos as organizações a manterem a integridade de suas operações. Essa atuação garante que o tratamento das informações corporativas cumpra rigorosamente a legislação de proteção de dados, fortalecendo a confiança de todo o mercado nacional.

A transição para a criptografia quântica representa o novo divisor de águas da cibersegurança global. Adaptar a infraestrutura de TI e atualizar as camadas de proteção contra o processamento avançado não é apenas uma reação defensiva às ameaças iminentes, mas a decisão estratégica que separa as empresas vulneráveis das marcas preparadas para o futuro.

Antecipar-se a essa mudança garante a estabilidade da segurança de dados da sua organização, fortalece a confiança do cliente e consolida uma postura genuína de inovação no mercado. Conte conosco nessa jornada, acompanhe os conteúdos sobre inovação e tecnologia e esteja sempre à frente!

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