O lançamento do Pix, em novembro deste ano, ressalta a relevância das boas práticas de KYC (Know Your Customer), que exigem que as instituições financeiras sigam uma regulamentação para conhecer o seu cliente e validar algumas informações pessoais.

Os processos de KYC para o novo meio de pagamentos instantâneo se aplicam desde a abertura de conta do cliente até o encerramento.

Como se trata de um método de envio e recebimento de dinheiro, as instituições precisam seguir normas do Banco Central e do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), entre outras normativas previstas na legislação para evitar fraudes.

KYC e Pix

A tradução livre de Know Your Customer é “Conheça seu cliente”. As empresas que aderirem ao Pix precisarão levar a expressão ao pé da letra, pois a identificação evita a invasão de contas e o cadastro falso.

Ao conhecer o perfil de acesso, o dispositivo que ele costuma utilizar, o horário e a frequência de acessos é possível identificar qualquer anormalidade na conexão à conta e bloquear transações críticas. É o que explica Carlos Brossa, especialista em soluções de identidade e prevenção à fraude da Serasa Experian.

Ele também exemplifica que um fraudador pode usar dados de terceiros para criar um cadastro e se beneficiar para receber pagamentos fraudulentos ou enviar dinheiro obtido de forma suspeita para outras pessoas. Carlos comenta que é necessário combinar dados cadastrais e tecnologias para identificar se esta pessoa é quem diz ser e também entender se o padrão de criação de conta não é suspeito. Tudo isso é possível por meio de regras de risco que combinem os dados inseridos com os do dispositivo.

É preciso ainda realizar validações complementares para saber, por exemplo, se os dados inseridos tem alguma propensão à fraude ou até mesmo verificar se há sinalização de que se trata de um PEP (Pessoa Exposta Politicamente), com o objetivo de prevenção à lavagem de dinheiro.

“Dados complementares são muito relevantes. Com eles podemos melhorar o desempenho no processo de onboarding de clientes, pois com mais dados reduzimos as fraudes e diminuímos o falso positivo”, detalha Carlos.

Automatização de KYC

Os processos de KYC também podem ser automatizados com a utilização de soluções para todo o ciclo do cliente, do cadastramento até os acessos ao aplicativo ou site. Para isso é necessário contar com ferramentas de validação cadastral. Para garantir maior segurança, também é altamente recomendável incluir a validação biométrica durante a etapa de onboarding, combinado com um Score de Prevenção à Fraude.

É importante ter um motor de risco durante todo esse processo para aplicar regras e identificar o dispositivo do usuário para saber se ele oferece risco durante toda a etapa.

A plataforma CrossCore, da Serasa Experian, tem um conjunto de soluções que atendem todo o ecossistema Pix e pode auxiliar as empresas nas diversas etapas da jornada do cliente. Ela integra todas as ferramentas para garantir uma resposta final unificada. Saiba mais!

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