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SWOT: como analisar os aspectos positivos e negativos que afetam sua empresa

Tomar as melhores decisões dentro de uma empresa nunca é uma tarefa fácil. Mas e se disséssemos que há um modelo simples que mostra graficamente os elementos positivos e negativos que influenciam as ações do seu negócio?

Esse modelo existe, e é conhecido como análise SWOT, uma ferramenta de tomada de decisão que ajuda as empresas a avaliarem diferentes aspectos em busca de um objetivo determinado. A origem dela é imprecisa, mas estudiosos acreditam que ela surgiu na década de 1960, criada pelo empresário e consultor Albert S. Humphrey, baseada em um estudo das 500 empresas mais bem-sucedidas da revista Fortune.

A sigla reúne os elementos que a ferramenta analisa: forças (Strengths), fraquezas (Weakness), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats). Por isso aqui no Brasil muitas pessoas chamam a matriz SWOT de FOFA.

A SWOT é bem versátil e se tornou bastante popular, pois ser utilizada para análises não apenas de empresas, mas também de projetos, produtos, conteúdo e até pessoas.

 

Entenda os quatro elementos da análise SWOT

O primeiro passo para entender e usar essa ferramenta é compreender que sua empresa é afetada por dois ambientes: o interno, do qual a empresa tem controle e pode interferir diretamente; e o externo, que envolve todos os aspectos sobre os quais ela não pode modificar.

 

Esses dois ambientes são afetados por fatores positivos e negativos que influenciam o desempenho da sua empresa. Falaremos deles a seguir:

 

Ambiente interno

Tudo o que é desenvolvido dentro da empresa: processos, equipes, departamentos, produtos, ideias, diz respeito ao ambiente interno. É o conjunto que pode ser modificado e melhorado em prol do desenvolvimento do seu negócio. Dentro de sua estrutura interna é possível encontrar:

 

– Fraquezas: são as características que desfavorecem sua empresa em relação aos concorrentes e ao mercado. Você, pode por exemplo, ser um novo player em um segmento de mercado cheio de negócios com mais tempo e experiência.

– Forças: características que representam vantagens sobre a concorrência. Usando o exemplo anterior, sua empresa pode ser nova, mas é mais inovadora e tem uma visão diferente do setor, o que contam como forças.

Alguns exemplos dessas características que podem ser avaliadas e classificadas nessas duas categorias são:

  • Localização
  • Tempo de mercado
  • Reputação
  • Recursos humanos
  • Recursos financeiros
  • Marketing
  • Gestão
  • Capacidade de operação
  • Acesso à matéria-prima
  • Materiais e equipamentos
  • E qualquer outro que pode ser considerado uma fraqueza ou uma força.

 

Ambiente externo

Reúne todos os fatores que acontecem fora da empresa e do seu poder, mas que ainda assim podem afetar ou não o seu crescimento. Alguns exemplos são: inflação, crises no mercado, surgimento de novas tecnologias, desastre naturais e até conflitos políticos.

 

Oportunidades: são momentos nos quais um fator externo cria um cenário positivo para a empresa. Digamos que você é uma transportadora e descobre que as agências de Correios irão aumentar permanentemente uma taxa de um dos seus serviços — que você também oferece. Essa é a hora de apresentar seu negócio para novos clientes.

Ameaças: todos aqueles elementos que criam um cenário negativo e ruim para o negócio. No mesmo exemplo anterior (transportadora), sua empresa pode ficar ameaçada ao descobrir que o preço dos combustíveis continuará subindo durante o ano. Hora de pensar em como compensar mais gastos nessa área.

 

Alguns especialistas ainda recomendam analisar o ambiente externo por meio de duas perspectivas:

 

O microambiente externo:

refere-se ao setor no qual sua empresa atua. Nele você deve avaliar elementos como:

  • Clientes
  • Fornecedores
  • Concorrentes
  • Empresas estreantes
  • Intermediários
  • Entidades de classe

 

O macroambiente externo:

tudo que pode influenciar seu setor e sua própria empresa e incluem os elementos:

  • Políticos e leis
  • Econômicos
  • Demográficos
  • Tecnológicos
  • Socioculturais
  • Naturais

 

Mas para que exatamente serve a análise SWOT?

Para organizar informações importantes sobre sua empresa em uma forma gráfica e visual. Dessa forma é possível:

 

– Entender melhor o cenário no qual se encontra a empresa naquele momento;

– Compreender sua posição em relação aos concorrentes;

– Prever acontecimentos e problemas externos e internos;

– Encontrar possíveis soluções.

– Tomar decisões com mais segurança;

A análise SWOT pode ser feita pelo próprio dono do negócio ou alguém do departamento de marketing, por exemplo. Mas ela ficará mais completa se receber a opinião de toda a empresa; afinal, setores diferentes têm visões distintas dos elementos estudados, e muitas vezes essas visões são complementares.

 

Hora de organizar a sua análise SWOT

Depois de listar suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, organize-as no seguinte formato:

Nesse estágio você consegue ver em uma mesma imagem o que há de positivo e negativo influenciando sua empresa. Mas isso não é o suficiente para ajudar na tomada de decisão. O que você precisa fazer é combinar os pontos de cada um dos fatores para entender como eles se influenciam e o que você precisa e pode fazer em cada situação.

Por exemplo: uma força que sua empresa tem pode se aliar a uma oportunidade externa para criar um cenário extremamente positivo, ou de desenvolvimento. A sua empresa inovadora de logística, que descobriu o aumento de preços dos Correios, pode criar uma calculadora online para possíveis clientes saberem exatamente quanto eles vão economizar usando o seu serviço. Sua empresa aliou uma força (sua inovação) com uma oportunidade (o preço alto das agências).

 

Para ter esse tipo de insight, basta organizar suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da seguinte forma:

Combinando os quadrantes da imagem você terá quatro conjunções que precisam ser avaliadas:

 

  1. Desenvolvimento (forças + oportunidades):

Como aproveitar ao máximo as suas forças para maximizar as oportunidades apresentadas.

  1. Crescimento (fraquezas + oportunidades):

Desenvolver estratégias que minimizem as fraquezas e aproveitem as oportunidades presentes.

  1. Manutenção (forças + ameaças):

Potencializar as forças para diminuir os efeitos das ameaças.

  1. Sobrevivência (fraquezas + ameaças):

Criar estratégias que minimizem as fraquezas e que tentem contornar as ameaças.

 

Tome tempo para analisar todas as possibilidades de estratégias e ações para cada um dos cenários acima e anote tudo. Algumas delas serão urgentes — como as que estiverem na conjuntura de sobrevivência — e outras poderão ser implementadas dentro de um prazo maior.

 

O importante é usar essas ideias para melhorar sua empresa e solucionar problemas. E antes que você parta para fazer a sua primeira análise, deixamos algumas recomendações finais:

  • Não crie listas enormes para suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Reúna aqueles elementos que fazem sentido com aquela análise específica. Quer estudar uma nova situação? Crie uma nova SWOT;
  • Seja realista e não tente mascarar problemas internos e ameaças reais;
  • Use essa análise em parceria com outras estratégias de gestão e decisão, como pesquisas de mercado — online e offline —, entrevistas com clientes e membros do próprio time, conversas com consultores e especialistas e outras.

 

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Autor do artigo

Serasa Experian

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