O Pix, novo meio de pagamentos do Banco Central, inicia o cadastro de chaves nesta segunda-feira, 5 de outubro. Com o Pix, a transferência de dinheiro ocorrerá da conta de usuários pagadores para os usuários recebedores, sem intermediações. Também será possível criar chaves com apelidos para fazer ou receber pagamentos, além do uso de QR Codes.

O novo sistema, que estará disponível a partir de 16 de novembro deste ano, espera uma adesão em massa com um volume alto de acessos e transações por ele. Como as empresas de serviços financeiros e bancos devem se preparar, então, para evitar fraudes que podem surgir com o lançamento deste recurso?

Carlos Brossa, especialista em soluções de identidade e prevenção à fraude, diz que a implementação do Pix exige a aplicação de jornadas para verificação de cadastros e acessos para garantir a segurança das transações.

Ele explica que bancos e empresas de serviços de pagamentos necessitam de ferramentas tecnológicas robustas para identificar os dados cadastrais e verificar se eles pertencem mesmo àquelas pessoas que estão acessando. Também é preciso constatar o comportamento do usuário e de seus dispositivos.

“É essencial saber como o usuário interage com a empresa e se ele tem ou não histórico de interação com ela. Isso vale na proteção como um todo, mas no Pix é muito relevante para quem manda ou recebe dinheiro por esse meio”, aponta.

Esse processo deve avaliar a pessoa física e a jurídica, tanto no momento do envio de dinheiro para o destinatário quanto de recebimento do valor.

As empresas que adotarem o Pix precisam ter uma estrutura pensada em segurança em todas etapas, do site e aplicativos até os sistemas internos, com avançada criptografia em seus protocolos de comunicação que ajudam na redução de vazamentos de dados, por exemplo.

Prevenção à fraude

O Pix exigirá que empresas de serviços financeiros tenham ferramentas mais completas de prevenção à fraude, que ofereçam uma ampla proteção.

As instituições financeiras, fintechs e serviços de pagamento digital precisarão saber quem é o seu cliente. Não é uma questão somente de analisar se os dados pessoais estão corretos. A validação cadastral mostra se há risco ou não naquela situação, já que as informações podem estar corretas, mas ainda é preciso checar se quem está fazendo o uso dos dados não é um possível fraudador.

Uma vez que foi realizado o onboarding do cliente e houve a validação de dados cadastrais e de dispositivos, é o momento de validar se quem acessa é o usuário mesmo. Isso é possível com uma tecnologia de identificação de dispositivos e de comportamentos.

A identificação do dispositivo usado é muito importante, pois é possível saber se  um determinado smartphone é utilizado com frequência pelo usuário ou mesmo se ele tem sinais de malware, por exemplo.

Recursos como biometria comportamental, que considera a pressão do touch e até o jeito que o usuário desliza o dedo no dispositivo, é uma das formas de detectar o usuário, pois cada pessoa tem um jeito único de realizar esses movimentos. O fato de apresentar um comportamento diferente pode bloquear o acesso.

O comportamento de localização também é uma ferramenta de validação, pois a apresentação de um lugar atípico ajuda a evitar que o fraudador tome conta de um dispositivo. O histórico mostra se houve uma mudança abrupta de um local para outro. A fraude consegue ser evitada com informações validadas e um conjunto de regras e mecanismos, ressalta o analista.

Para as jornadas de cadastro e de validação de acessos possuírem uma maior segurança das transações é preciso contar com soluções de fácil integração, inteligentes e que permitam conectar todas as informações para identificar um bom cliente e evitar um cliente suspeito, sem que seja necessário recorrer a diversas etapas burocráticas.

“Não adianta ter várias ferramentas que resolvem diversos problemas se é necessário se conectar com cada uma delas separadamente e entender cada resposta para depois poder tomar uma decisão”, comenta Carlos.

O profissional destaca que uma esteira unificada que faça tudo isso com as melhores soluções de mercado gera economia de custos e de horas de trabalho do time de TI, pois a sua implantação ocorre muito mais rapidamente do que a integração separada de cada camada.

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