A inteligência empresarial (IE) combina ferramentas com tecnologia para extrair informações novas e relevantes de grandes volumes de dados presentes em diferentes partes de uma organização. Hoje mais acessível, a IE fornece aos gestores de crédito dos bancos aquilo que eles necessitam, desde que o sistema seja corretamente arquitetado. Este artigo discute alguns aspectos do assunto. Espera-se que os profissionais da área de crédito dêem resposta a novas pressões reguladoras e internas. Tanto reguladores quanto acionistas exigem mais transparência e melhor acesso a todas as informações de crédito e risco que julgam relevantes. Sarbanes-Oxley, o Novo Acordo da Basiléia e o BSA são os vetores e a exposição a bolsões de risco é a meta. Assim, os analistas de crédito precisam estar equipados com ferramentas eficazes para identificar as respostas. Na década de 1990, os computadores de mesa se tornaram mais poderosos e capazes de um armazenamento muito mais personalizado. Aplicativos de base de dados pessoal como o Access e aplicativos de planilha avançados como o Excel trouxeram ao usuário individual a capacidade de gerar análises e relatórios muito mais sofisticados. Organizar os Dados em Informações. Os dados presentes no data mart precisam ser organizados com critérios e hierarquias específicos da unidade de negócio (crédito). Alguns exemplos de classificação para um banco ou para um departamento de gestão de crédito são um esboço da estrutura organizacional do banco, oferta de produtos, códigos de rating, categorias de inadimplência e agrupamentos setoriais. Um aspecto crítico da conversão dos dados de crédito de um banco em informações úteis é a criação de categorias de dados e sua classificação como “dimensões” e “medidas”. Distribuir informação quando e onde for necessária. Finalmente, a informação classificada pode ser apresentada instantaneamente no computador do profissional sob a forma de tabelas, planilhas, gráficos e relatórios. Essa informação é formatada, agregada e indexada de maneira a fazer sentido para seu usuário específico. Uma vez que os dados tenham sido decompostos até se chegar a um subconjunto específico (por exemplo, selecionando um produto e, depois, uma agência que o venda), o gestor de crédito pode solicitar todos os dados de determinados registros. A gestão de crédito pode navegar intuitivamente pela carteira, respondendo, à medida que avança, a perguntas como “Como isso aconteceu?” ou “O que está causando essa tendência?”. A IE ajuda o processo de crédito em todos os departamentos. A beleza de uma solução de IE para os gestores de crédito está no fato de que o data mart de crédito e a ferramenta de distribuição de IE podem atender a diferentes propósitos e segmentos de negócio do banco. Como o método de distribuição de IE é passível de ser personalizado de acordo com os diferentes usuários, cada grupo pode visualizar as informações de acordo com sua conveniência. Isso normalmente permite criar e armazenar preferências a respeito das informações.
© 2005 RMA. Peter Cherpack é vice-presidente e diretor de Processo e Tecnologia de Risco de Crédito da Ardmore Banking Advisors, Inc., Ardmore, Pennsylvania. A Ardmore Banking vem prestando serviços de consultoria em crédito bancário e risco há mais de 14 anos. Entre em contato com Peter Cherpack pelo e-mail endereço plcherpack@ardmoreadvisors.com ou por telefone: 610-649-4643.
Hoje, o acesso direto a dados de crédito não se assemelha ao problema que angustiava há 30 anos, entretanto converter esses dados em informações úteis e práticas ainda é uma tarefa hercúlea. Processos manuais demorados transformaram muitos analistas de crédito em caçadores-coletores-processadores de números. Essa desafiadora missão vai desde a necessidade de combinar dados de diversas fontes à criação de elos que forneçam informações úteis quando elas se fazem necessárias. A inteligência empresarial (IE) vem, há muitos anos e em muitos setores, oferecendo ajuda nesse sentido aos analistas de dados.
Os menores custos e a maior disponibilidade de ferramentas e aplicativos de IE possibilitaram soluções para a maioria das instituições, tanto no nível corporativo, como no departamental.
Uma solução de IE corretamente arquitetada deve ser flexível a ponto de fornecer diferentes perspectivas de uma mesma informação, quando e onde houver necessidade dela. CEOs, CCOs, CLOs, Análise de Empréstimo, Conselho de Administração e reguladores querem as mesmas informações, mas precisam ser capazes de adaptá-las para suas necessidades imediatas. A IE pode gerar automaticamente relatórios e mapas de crédito periódicos, além de apresentar os principais indicadores de desempenho estratégico.
Para que o investimento de recursos seja realmente vantajoso, os bancos precisam considerar algumas questões específicas ao avaliar um projeto de IE de dados de crédito.
São inúmeras as estórias escabrosas sobre projetos de data warehousing que se tornaram buracos negros. Mas, como veremos neste artigo, tudo leva a crer que a solução de IE para crédito de seu banco será bem sucedida.
OLegado de Coleta e Processamento de Dados do Profissional de Crédito
Na década de 1970, os bancos estavam praticamente presos a sistemas mainframe para coleta e gerenciamento de dados. Informações gerenciais e de desempenho eram geradas numa série de relatórios físicos padronizados.
Na década de 1980, produtos de automação de escritórios como o VisiCalc® e o Lotus® conferiram ao profissional a capacidade de extrair alguns dados do mainframe e manipulá-los para criar informações mais úteis.
O lado negativo da personalização do gerenciamento de dados foi que informações corporativas importantes passaram a ser mantidas por indivíduos em suas estações de trabalho pessoais, com baixo controle sobre a segurança. Determinados grupos ou departamentos do banco criavam e controlavam manualmente os “números” e construíam suas próprias tecnologias e seus próprios controles.
Os principais obstáculos de hoje ainda são a necessidade de reunir dados de crédito e risco de diferentes fontes e a de ligar esses dados com uma “autoridade” central e coerente de análise e relatórios de crédito.
A Década da IE
Em meados dos anos 90, o Gartner Group apresentou o conceito de IE ao setor bancário e a outros segmentos. Tratava-se de usar uma combinação de sistemas, ferramentas e fórmulas de gerenciamento de dados para automatizar a coleta e análise de dados e produzir um panorama multidimensional de informações úteis para a comunidade empresarial.
Em suma, portanto, uma solução de IE é um processo automatizado de coleta de dados correlatos a partir de fontes diferentes, classificação e agregação desses dados sob a forma de informações significativas e sua distribuição ao profissional em um formato de uso rápido e fácil.
A distribuição de informação pode ser feita como análise por fórmulas, tendências, quadros e gráficos. O objetivo é um formato capaz de levar a decisões e à ação. Em muitos casos, as soluções de IE são chamadas de sistemas de “gerenciamento de informações executivas” e “apoio decisório”.
Salvo pelos menores bancos comunitários, a maioria das instituições financeiras de hoje é dotada de alguma espécie de sistema de IE em algum ponto do banco. Marketing, Finanças e Gerenciamento de Vendas muitas vezes contam com ferramentas especializadas de captação e gerenciamento de dados para fornecer informações agregadas e individualizadas a fim de atender às necessidades do gerenciamento de desempenho. Costumam ser “soluções pontuais” que fornecem informações a departamentos especializados e em formatos especiais para atender a necessidades específicas.
Graças às novas ferramentas de IE de desktop e distribuídas pela Web, os bancos podem, com menos de US $100.000 dólares, criar uma solução de IE para crédito específica para necessidades de análise e relatório que possa ser rodada internamente. Outro modelo terceiriza os aspectos tecnológicos por meio de uma assinatura junto a fornecedores externos (modelo ASP); as informações de crédito são então distribuídas ao banco por meio de uma conexão segura de Internet. Dependendo das características, a terceirização custa de US $1.000 a US $2.500 dólares por mês.
Em que a IE Difere do Data Warehousing
Correm entre os bancos estórias terríveis sobre projetos de data warehousing que consumiram muitos anos e diversos milhões de dólares e não proporcionaram sequer uma fração do que prometiam. Nessas estórias, o banco afetado até podia coletar e padronizar dados, mas, para o grosso de seus gestores (entre os quais estava quase sempre o departamento de gestão de crédito), não eram fornecidos de forma significativa e utilizável.
Por outro lado, uma verdadeira solução de IE pode começar como um grande data warehouse transacional, mas classifica rapidamente os dados em conjuntos menores e geralmente dedicados a uma só função do negócio a que chamamos “data marts.” Em alguns casos, os dados também são importados para os data marts vindos de fontes externas e internas que nem sequer fazem parte do data warehouse corporativo.
Etapas para a Construção de uma Solução de Gerenciamento de Dados de IE
Identificar as metas de informação empresarial. O primeiro passo é analisar as metas da empresa e traduzi-las em informações que atuem como indicadores ou informações de apoio decisório. Isso começa pela identificação dos dados que uma unidade de negócio precisa para gerenciar com eficácia sua atividade. Isso não é tão simples como possa parecer. Nem sempre se pode partir dos mesmos dados encontrados nos relatórios de que já dispomos. Em muitos casos os dados são derivados manualmente de outras fontes; em outros, os relatórios disponíveis ou são usados apenas em parte, ou não mais atendem às necessidades empresariais atuais.
A unidade de negócio — de Crédito, no caso — precisa identificar indicadores fundamentais de desempenho, risco e qualidade que ajam como indicadores tanto prospectivos quanto retrospectivos. Por exemplo, inadimplência e volumes de baixa são indicadores retrospectivos (que ocorrem após o fato), ao passo que a exposição setorial e as tendências de rating de risco ponderados pela média — por gerente de crédito e por produto — podem ser indicadores prospectivos.
As hierarquias dimensionais típicas dos dados de crédito abrangem:
• Inadimplência (grupos de 30, 60, 90 e 90+ dias).
• Produtos (PJ e PF e seus subconjuntos, como construção civil e crédito imobiliário).
• Setor (Códigos de Classificação).
• Dias para o vencimento.
• Tipo de garantia real.
• Um grupo bem definido de oito ou 10 dimensões provavelmente basta para a maioria das necessidades analíticas e de relatório.
É fácil implementar segurança de dados para permitir que os profissionais tenham acesso apenas às categorias de dados que necessitam, restringindo a visualização de categoria de informação que a administração da instituição julgue indevidas. É simples implementar regras de IE que permitam que cada coligada veja apenas seus próprios dados, mantendo bases agregadas para a holding como um todo.
Exemplos de como uma Solução de IE de Crédito Ajuda Diferentes Unidades de Negócio
CEO. A principal necessidade do CEO do banco é confiar nas informações de crédito que devem se enquadrar corretamente no perfil de risco de crédito do banco para fins administrativos e perante o Conselho de Administração, os reguladores, acionistas e depositantes. Uma solução de IE dá ao CEO respostas imediatas a perguntas referentes às carteiras de crédito do banco. O CEO pode demonstrar conhecimento e controle antecipado de tendências e concentrações de crédito por critérios específicos, como taxa de juros, relacionamento, setor, safra e produto. O CEO se tranqüiliza ao saber que os dados estão corretos e devidamente validados, e tem confiança em que as informações prestadas aos acionistas serão tempestivas, precisas e abrangentes. Isso é de especial importância para os fins do atendimento à lei Sarbanes-Oxley
Chief credit officer. O principal executivo de crédito se concentra no risco para o banco e no equilíbrio entre o crescimento da carteira e a qualidade de crédito. Munido de uma solução de IE em seu computador, o CCO pode ter acesso imediato a informações de carteira prospectivas e retrospectivas, inclusive ratings de risco, exceções, inadimplências e tendências de migração de risco. O CCO se vê capaz de explorar a carteira do banco por meio de categorias significativas e gerar rapidamente relatórios, tabelas e planilhas para a o comitê de crédito, para os revisores de empréstimos e para o Conselho.
Chief lending officer. Na mesa do principal executivo de crédito, as informações podem apresentar, rapidamente, o desempenho por instituição credora e por produto. Mudanças em relação a saldos, vencimentos e pagamentos são agregadas por categorias como mercado e departamento e podem ser analisadas por data ou por instituição credora. Informações sobre relacionamentos podem ser abertas imediatamente, avaliadas segundo critérios personalizados, impressas e distribuídas eletronicamente onde quer que sejam necessárias.
Administração de crédito e gerenciamento de empréstimos. A atividade de criação de relatórios de crédito tem aumentado de complexidade à medida que os executivos, os investidores, os comitês, o Conselho e os reguladores, exigem informações cada vez mais detalhadas. Com a IE esses relatórios normalmente podem ser gerados no prazo de um dia a contar da última atualização e distribuídos imediatamente, por meio eletrônico, a todo o banco. Todos os dados analíticos e de relatório vêm de um só data mart de crédito central e validado, de modo que a liquidação é imediata.
Chief financial officer. É preciso garantir que o principal executivo financeiro tenha acesso a relatórios adequados sobre todas as contas financeiras do banco, especialmente tendo em vista as recentes exigências impostas pela lei Sarbanes-Oxley. Informações de crédito são um componente importante das informações que o CFO precisa validar e cuja verdade deve atestar.
O desenvolvimento do ALLL (allowance for loan and lease losses — “verba para perdas em empréstimos e arrendamentos”), um componente crítico, exige informações precisas; uma análise inadequada dessa importante reserva já criou enormes problemas de credibilidade para alguns bancos frente a seus reguladores e investidores.
Considerações para Chegar à sua Solução de IE para Crédito
Justificar o investimento e garantir patrocínio executivo. Criar um compromisso executivo com a solução de IE para crédito é crítico para a justificativa e aprovação do projeto. O processo de justificativa pode ser um campo minado para a gestão de crédito por causa das diferentes motivações e percepções dos membros da administração do banco em relação ao valor de uma solução de IE.
Construir consenso em torno do valor de uma solução centralizada e automatizada de gerenciamento de dados de crédito é importante, mas exige claro apoio dos executivos do banco para garantir sucesso dento de um prazo razoável. O patrocinador do projeto precisara provar à alta administração o valor desse instrumento para o banco e transmitir-lhe claramente sua visão dos benefícios antes de prosseguir. Uma justificativa fundamental de uma solução de IE é que os dados de crédito do banco devem ser considerados um importante ativo da instituição. Isso tem sido enfatizado pelo teor da recente lei Sarbanes-Oxley e da regulamentação que a acompanha.
Outra parte dessa visão é o fato de que, quando bem administradas, as informações de crédito do banco se destacam como uma vantagem competitiva — capaz de criar benefícios financeiros diretos para o bottom line do banco, como sugere o conteúdo do Novo Acordo da Basiléia.
De suma importância para o apoio executivo ao projeto é um entendimento compartilhado do conceito de que informações de risco, se corretamente gerenciadas, podem incentivar o crescimento das receitas do banco. Isso se torna possível porque o banco fica capacitado a entrar em outros mercados e oferecer novos produtos mantendo, concomitantemente, o risco em níveis aceitáveis por meio de uma gestão pró-ativa.
Infelizmente para as pessoas de gestão de crédito que defendem esse tipo de projeto em muitos bancos, a principal justificativa para uma solução de IE para crédito é a criação de eficiências dentro do processo de relatório e análise de crédito. O grande problema é que, na maioria dos casos, o pessoal de crédito que arca com o encargo do processo de relatório e análise de crédito (coleta, análise e manipulação manual de dados de crédito vindos de diferentes fontes) está isolado do nível do banco que precisa endossar o projeto. Embora recentes avaliações do processo da lei Sarbanes-Oxley tenham ajudado a trazer à baila questões de manipulação e relatórios manuais de dados, os executivos dos bancos normalmente desconhecem a real profundidade do problema ou as significativas oportunidades de melhoria. Embora eficiências no processo de relatório representem um benefício importante, é mais provável que os executivos venham a se sentir atraídos pelo valor agregado ao banco por meio da criação de uma vantagem competitiva, que resulte em maiores receitas.
Metas de curto prazo com visão de longo prazo. Como se dá com a maioria dos projetos de informação e tecnologia, é importante estabelecer primeiramente os objetivos empresariais e, depois, compreender o valor que pode ser efetivamente atingido no curto e no longo prazo. É crucial que o projeto forneça alguns resultados empresariais úteis dentro de três a seis meses. Isso pode ocorrer por meio da seleção de metas e marcos que representem os frutos mais fáceis de colher, ou seja, através da solução de problemas em áreas visíveis. A criação de uma abordagem por estágios com resultados efetivos nos primeiros seis meses é sensata e permite que o projeto e seu gestor acumulem credibilidade por conta de vitórias no futuro próximo.
Seleção de um fornecedor de soluções de IE com experiência no setor. A melhor maneira de atingir metas de curto e longo prazo, em termos de redução de risco ou aumento da eficiência, é estar assessorado por especialistas habilitados tanto em tecnologias de inteligência empresarial como em crédito bancário.
Um fornecedor que tenha conhecimento voltado especificamente para bancos poderá encurtar muito o prazo e a despesa da implementação de uma solução de IE para crédito. Esse fornecedor poderá começar imediatamente os trabalhos, adaptando rapidamente as soluções existentes às necessidades específicas de seu banco, como também será capaz de trazer, como parte de sua oferta, as melhores práticas em termos de gerenciamento e relatórios de dados de crédito.
O processo não é universal e um projeto de gerenciamento de dados que não conte com um profissional competente, esclarecido e dedicado ao negócio terá menores chances de cumprir o prometido. A dedicação de recursos internos fortes do banco pode ajudar a compensar uma eventual falta de conhecimento do setor apresentada pelo fornecedor. Entretanto a prática resultará em prazos muito maiores e exigirá maior envolvimento de recursos do banco em todo o projeto.
Comprometimento de recursos do banco para dar apoio ao projeto sempre que necessário. Não importa o que irá constar do planejamento do fornecedor escolhido, pois o sucesso dependerá sempre de comprometimento significativo de recursos internos do banco. Isso pode não exigir um funcionário destacado em tempo integral ou sequer muita horas de trabalho de membros específicos da equipe de administração, mas deve ficar bem claro que, sem a disponibilidade de recursos adequados e no momento certo, o projeto provavelmente fracassará.
É crítico que o banco assuma a responsabilidade pelo sucesso do projeto e estabeleça expectativas razoáveis junto a funcionários-chave. É igualmente importante perceber que, mesmo após a conclusão do projeto, será necessário algum comprometimento de recursos tanto no lado do negócio quanto em TI para manter a gestão de dados de crédito que tenha sido implementada.
A fase de projeto com mais chances de causar problemas ligados a recursos ocorre durante a validação das primeiras versões (ou protótipos) da solução. Uma vez que o fornecedor entregue um exemplo da solução com dados reais do banco, será necessário, para validar as informações apresentadas, contar com pessoal de crédito que entenda as entenda e saiba como os relatórios de crédito típicos são organizados.
Esse processo de validação inclui o teste da lógica de negócio aplicada à dimensão, sendo, ainda, necessário rever as fórmulas de cálculo das medidas e verificar se os dados estão completos. Se a validação se atrasar por falta de pessoal, todo o projeto será interrompido sem que se obtenha valor a partir da solução realizada.
Manter comprometimento constante de recursos do banco para da apoio à solução. Um famoso axioma diz: “a única característica constante das informações dos bancos é o fato de que elas mudam constantemente”. Com a variação do clima e das necessidades, serão necessárias novas categorias e medidas de dados. Os bancos acrescentam agências, divisões, produtos e executivos — às vezes, por causa de fusões e aquisições, são acrescentadas linhas e divisões inteiras de uma só vez. Mudanças ocasionadas por fornecedores de sistemas contábeis/centrais não são raras e às vezes os bancos mudam radicalmente seus sistemas de contabilidade.
Se não forem mantidas, as soluções de gerenciamento de dados podem perder, com o tempo, seu valor para o banco. As tabelas que contêm produtos e agências precisam ser constantemente atualizadas. As hierarquias de produtos até tipos de categoria exigem manutenção. Pode ser necessário acrescentar novos campos à solução de IE para crédito a fim de manter uma visão abrangente das informações de carteira de crédito. Embora esse processo possa parecer exaustivo, se a solução e as interfaces de usuário forem corretamente projetadas, ele será rotineiramente gerenciado por pessoas designadas da área de crédito ou por um grupo de TI.
A boa prática de suporte constante a uma solução de IE para dados de crédito envolve o seguinte arranjo:
• Designar um responsável pela solução que compreenda sua concepção, a maneira como os dados se inserem nela e como são classificados e, também, o encarregado da validação regular da abrangência e precisão dos dados.
• Designar um responsável de TI que compreenda como funciona o processo da solução de IE para dados de crédito — da extração de dados-fonte até a sua atualização — e seja capaz de validar cada passo, solucionando problemas que eventualmente surjam, ou, pelo menos, possa ser informado da existência de problemas pelo responsável pela solução.
• Designar um funcionário específico (geralmente de TI) para manter as alimentações de dados–fonte à medida que mudam as necessidades e mais outro (de TI ou da unidade de negócio) para gerenciar a manutenção das hierarquias dimensionais — como ligação de novas agências a regiões e ligação de novos produtos a grupos de produtos.
Conclusão
Hoje, mais do que nunca, é importante controlar dados de crédito e de risco — para a administração do banco e seus acionistas, investidores e reguladores. Poder acessar e controlar informações antecipadas de risco de crédito quando for necessário irá transformar os dados em um verdadeiro ativo da instituição — e, potencialmente, em uma vantagem competitiva e fonte de receitas.
Estão disponíveis poderosas ferramentas e sistemas de inteligência empresarial, geralmente dentro das possibilidades orçamentárias da maioria dos bancos e capazes de fornecer informações úteis de maneiras facilmente compreensíveis e prontamente utilizáveis em muitas áreas diferentes. Uma fonte central, validada e automatizada que reúna todas as informações de crédito reduz as preocupações geradas pela gestão manual de informação e os longos atrasos no processamento.
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