A primeira operação de câmbio utilizando a certificação digital no Brasil foi realizada em maio, pelo Citigroup, com a empresa GKN do Brasil, situada em Porto Alegre-RS, com os Certificados Digitais Serasa. A Alcoa Alumínio S/A, em São Paulo, logo em seguida também realizou uma operação de câmbio assinada e certificada digitalmente.
A iniciativa pioneira foi possível porque o Citigroup passou a colocar à disposição de seus clientes corporativos o novo Sistema de Assinatura Digital que permite a formalização de contratos de câmbio por meio de assinatura eletrônica, com muito mais agilidade e economia, utilizando os melhores padrões de segurança do mercado. “Diferentemente do processo anteriormente utilizado, que levaria horas para a conclusão da operação, o novo sistema possibilita que a mesma transação seja efetuada em minutos. A mudança nas normas cambiais regularizando o uso da Assinatura Digital é um marco no processo de modernização das contratações financeiras”, afirmou José Flávio Ramos, diretor executivo Financeiro do Citigroup. Autorizado pelo Banco Central do Brasil por meio da Circular 3.234, o novo sistema combina o uso de Certificados Digitais, emitidos por autoridades certificadoras homologadas pelo governo brasileiro, criptografia e uma infra-estrutura de validação de documentos e assinaturas, possibilitando que transações hoje efetuadas por meio de contratos impressos sejam realizadas eletronicamente. “Poucos países estão tão avançados quanto o Brasil no desenvolvimento da tecnologia de certificação digital. A circular do Banco Central veio permitir e disciplinar o que já se configurava como uma necessidade para os agentes econômicos do país, e para a qual já se tem todo o aparato tecnológico. O Brasil está para a certificação digital da mesma forma como está para a votação com uso de urnas eletrônicas: em condições de exportar o exemplo”, diz Ricardo Loureiro, diretor de Produtos da Serasa.