Os empresários brasileiros relacionam ética ao cumprimento de leis. Foi o que ficou comprovado na pesquisa “Ética na Atividade Empresarial”, feita em empresas brasileiras de diversos ramos e portes. Desenvolvida pela Fides – Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial, em parceira com a Serasa, a consultoria Arthur Andersen, a USSP –Understanding and Solutions in Social Policy, e o Conselho Regional de Administração de São Paulo, a pesquisa é uma atualização da primeira edição, divulgada em 1993. A comparação com os resultados obtidos há seis anos mostra que pouca coisa mudou na visão do empresariado em relação ao tema. “A pesquisa nos mostrou que, apesar do tema ética e responsabilidade social estarem ocupando espaços importantes nos discursos empresariais, a prática desse valor social ainda deixa a desejar”, afirma Peter Nadas, presidente da Fides. Para Nadas, a lei foi feita para ser cumprida, mas a ética envolve valores muito mais abrangentes. Marina Rutter, superintendente de Dinâmica de Mercado da Serasa e colaboradora da pesquisa, aponta que, em 1993, os empresários se preocupavam mais em cumprir as leis societárias, tributárias, previdenciárias, fiscais, trabalhistas e comerciais. Na nova edição da pesquisa, os executivos deram ênfase a subitens como critério de demissão e admissão e promoção sem discriminação, respeito ao Código do Consumidor e cumprimento de prazos de pagamento. “Hoje, começa a aparecer a preocupação com a responsabilidade e compromisso social das empresas“, analisa Marina.
