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Notícia
Ano 2000: retomada à vista
Edição 61

Carlos Henrique de Almeida

Depois de passar por uma prova de fogo, com a maxidesvalorização do Real e a flexibilização do regime cambial, a partir do início do ano passado, a economia brasileira parece estar novamente apontando para a estabilidade, com perspectivas efetivas de crescimento para este ano.

O Brasil entra em 2000 com a preferência internacional dos investidores em relação aos países emergentes, demonstrada em números. Afinal de contas, em 1999, o País recebeu US$ 30 bilhões em investimentos diretos, bem acima do montante de 1998, com a vantagem de que, no ano passado, não houve nenhuma privatização expressiva, o que dá maior relevância a esses valores que foram destinados ao reinvestimento e aos novos negócios, sobretudo nas fusões e aquisições.

Outro ponto bastante positivo, ocorrido em 1999, e que renderá benefícios para o ano 2000, foi o cumprimento da maior parte das metas do Fundo Monetário Internacional, inclusive sobre o superávit registrado nas contas públicas. O fato de ter conseguido honrar os compromissos com o FMI trouxe maior credibilidade junto à comunidade financeira internacional.

Esses fatos são animadores, especialmente porque apontam que o País não deverá ter dificuldades para financiar seu balanço de pagamentos em 2000. A conjuntura externa favorável , com a manutenção do crescimento da economia norte-americana e o afastamento de novas crises nos países emergentes mais importantes, deverá garantir o fluxo de divisas para o Brasil.

Ainda em relação às contas externas, para este ano a previsão é de que haja despesas menores com o serviço da dívida externa.


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