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Estudos de Inadimplência

Inadimplência dos consumidores volta a cair em junho, aponta indicador da Serasa

12/07/2006

A inadimplência dos consumidores diminuiu no sexto mês de 2006. Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física houve uma queda de 12,8% na inadimplência de pessoa física em junho deste ano, quando comparada a maio de 2006, mês em que foi registrada uma alta de 13,1% na inadimplência em relação a abril.

Na comparação com junho de 2005, no entanto, a inadimplência dos consumidores aumentou 9,0%. No primeiro semestre de 2006, também houve alta no indicador. Quando comparada aos primeiros seis meses de 2005, a inadimplência de pessoa física subiu 15,3%.

Representatividade

Em junho de 2006, as dívidas com cartões de crédito e financeiras ultrapassaram os cheques sem fundos na representatividade da inadimplência dos consumidores e registraram o maior peso no indicador, com participação de 32,8%. Esse percentual é inferior ao registrado em junho de 2005, que foi de 35,1%.

O segundo maior índice na representatividade da inadimplência de pessoa física, em junho de 2006, foi os cheques sem fundos, que tiveram participação de 32,4%, ligeiramente inferior à registrada em junho de 2005, que foi de 32,7%.

As dívidas com os bancos registraram a terceira maior participação no indicador, 31,9%, em junho de 2006. No mesmo mês de 2005, esses registros tiveram peso de 29,6%. Finalmente, os títulos protestados tiveram participação de 2,9% na inadimplência dos consumidores, em junho de 2006, enquanto no sexto mês de 2005, o peso dos protestos foi de 2,6%.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoa física, no primeiro semestre de 2006, foi de R$ 569,37. Já o valor médio dos títulos protestados, no mesmo período, foi de R$ 771,57, enquanto os registros de dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.104,76 e os registros de dívidas com cartões de crédito e financeiras, de R$ 306,79.

Em relação ao primeiro semestre de 2005, houve um aumento de 9,0% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 7,3% no valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras aumentou 20,4% em relação aos seis primeiro meses de 2005, e o valor das dívidas com os bancos registrou uma alta de 6,7%.

Argumentação

Os técnicos da Serasa destacam que o recuo mensal verificado no comparativo de junho de 2006 com maio de 2006 decorreu do maior volume de registros anotados no quinto mês deste ano (maio), que foi inflado pelo menor número de dias úteis de abril.

De qualquer forma, a inadimplência de pessoa física ainda é favorável em relação ao crédito, pois no período de maio de 2006 sobre maio de 2005, o crédito para a pessoa física cresceu 32,7% (último dado oficial disponível), em termos nominais, e a inadimplência medida pelo Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, na relação junho de 2006 com junho de 2005, ficou ao redor dos 9%. Mesmo quando considerada a análise semestral, primeiro semestre de 2006 com 2005, ainda se manteve a relação positiva para o crédito, com a inadimplência crescendo 15,3% entre os períodos em questão.

A recuperação do nível de atividade doméstico, da renda do trabalhador e a melhoria no mercado de trabalho formal estão atenuando a inadimplência frente à elevação consistente do crédito.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e, portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas de varejo, cartões de crédito e financeiras.

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