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Estudos de Inadimplência

Cheques sem fundos mantêm estabilidade relativa em julho , aponta estudo da Serasa

25/08/2005

Na comparação com julho de 2004, entretanto, a alta foi de 23,1%.

O volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos (2ª devolução) a cada mil compensados tem se mantido em um patamar relativamente estável nos últimos quatro meses. Em julho de 2005, foram devolvidos 19,2 cheques a cada mil compensados, em todo o país. O mês anterior, junho, registrou 19,1 cheques sem fundos, e em maio o índice foi de 19,2. O indicador de abril ficou em 19,0 cheques devolvidos por mil compensados.

Para os técnicos da Serasa, a relativa estabilidade no indicador de cheques sem fundos é reflexo da atual conjuntura da economia brasileira. O balanceamento entre fatores positivos e negativos vem contribuindo para a estabilidade do indicador.

Nos últimos meses, tem-se observado, por um lado, que os empréstimos contraídos e as elevadas taxas de juros do crédito ao consumidor estão pressionando a capacidade de pagamentos das famílias. Por outro lado, a deflação recente dos índices de preços colabora para um aumento da renda disponível para o consumo.

Porém, na comparação com julho de 2004 o número de cheques sem fundos a cada mil compensados foi 23,1% maior este ano. No sétimo mês de 2004, foram devolvidos 15,6 cheques a cada mil. O total de cheques compensados em julho de 2005 foi 154,4 milhões e de devolvidos, 2,9 milhões. Em julho de 2004, foram devolvidos 2,7 milhões de cheques de um total de 174,7 milhões de compensados.

O comportamento de alta também foi verificado nos sete primeiros meses deste ano. De janeiro a julho de 2005, foram devolvidos 18,4 cheques sem fundos a cada mil compensados, um aumento de 15,7% em relação ao mesmo período de 2004, que apontou 15,9 cheques devolvidos por mil.

O estudo da Serasa mostra que nos primeiros sete meses de 2005 foram compensados 1,13 bilhão de cheques, dos quais 20,8 milhões voltaram por falta de fundos. De janeiro a julho de 2004, o total de cheques compensados foi 1,22 bilhão e de devolvidos, 19,4 milhões.

O aumento do indicador de cheques devolvidos por insuficiência de fundos no último ano se deve às altas taxas de juros que, associadas ao maior endividamento e ao aumento dos preços administrados, comprometeram a capacidade de pagamentos das famílias ao longo desse período.

A adoção de melhores práticas na aceitação de cheques, em especial o cheque pré-datado, é condição para que as empresas minimizem os riscos de crédito das operações. Essa modalidade de pagamento é também um instrumento de crédito e, como tal, requer a utilização de soluções adequadas de análise de risco, compatíveis com a política de crédito praticada pela empresa.

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