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Volume de cheques sem fundos volta a subir em outubro, revela estudo nacional da Serasa

02/12/2004

Segundo o estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, o volume de cheques sem fundos voltou a subir em outubro, atingindo o índice de 17,0 cheques devolvidos por insuficiência de fundos, a cada mil compensados, contra 15,2 cheques devolvidos em setembro, o que representa uma alta de 11,8%. O índice registrado em outubro é o segundo maior do ano e só perde para março que apresentou 17,2 cheques sem fundos por mil compensados.

Ainda, de acordo com a pesquisa, em outubro de 2004 foram compensados, em todo o país, 167,6 milhões de cheques, dos quais, 2,8 milhões, devolvidos por falta de fundos, o que corresponde a 17,0 cheques devolvidos a cada mil. Em setembro de 2004, foram compensados 171,9 milhões de cheques, dos quais, 2,6 milhões, devolvidos por falta de fundos, o que corresponde a 15,2 cheques devolvidos a cada mil. O número de cheques devolvidos em outubro, em relação a setembro, foi 7,7% maior.

Comparando o índice de cheques devolvidos de outubro de 2004 com igual mês de 2003, que situou-se em 15,9, verifica-se crescimento de 6,9% no índice de cheques devolvidos a cada mil compensados.

Segundo a pesquisa, no período de janeiro a outubro/2004 foram compensados 1,741 bilhão de cheques, dos quais 27,5 milhões voltaram sem fundos. Em igual período do ano anterior o número de cheques compensados foi de 1,864 bilhão, contra 29,3 milhões de cheques devolvidos. De janeiro a outubro de 2004, o índice de cheques por insuficiência de fundos a cada mil compensados ficou em 15,8, contra o índice de 15,7 no mesmo período de 2003, apresentando pequena evolução de 0,6%, o que interrompeu a estabilidade verificada ao longo do ano.

De acordo com os técnicos da Serasa, este segundo aumento consecutivo do índice de devolução de cheques sem fundos pode ser atribuído à falta de metodologia adequada nas operações de venda a prazo com cheques pré-datados. “Na maioria das vezes, o lojista aceita um cheque pré-datado como se estivesse recebendo um cheque à vista, sem consultar informações adicionais como renda, tempo de serviço e outras informações usuais em operações de crédito”, diz o Diretor da Serasa, Laércio de Oliveira.

Também pode ter contribuído para a elevação do índice de devolução de cheques sem fundo, o aumento sucessivo da taxa básica de juros, que encareceu as modalidades de crédito ao consumidor. Outro ponto a ser destacado é o reajuste dos preços administrados, notadamente energia, telefonia e combustíveis, que acabaram por onerar o orçamento doméstico das famílias.

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