Um estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, mostra que no período de janeiro a setembro de
2004, o indicador de cheques devolvidos por insuficiência de fundos, em todo o
país, foi de 15,7 cheques a cada mil compensados, estável em relação ao mesmo
período de 2003. No período de janeiro a setembro/2004 foram compensados 1,573
bilhão de cheques, dos quais 24,6 milhões voltaram sem fundos. Em igual período
do ano anterior o número de cheques compensados foi de 1,675 bilhão, contra
26,3 milhões de cheques devolvidos. Ainda segundo a pesquisa, em setembro de 2004 foram compensados, em todo o
país, 171,9 milhões de cheques, dos quais, 2,6 milhões, devolvidos por falta de
fundos, o que corresponde a 15,2 cheques devolvidos a cada mil. Em agosto deste
ano, os números de cheques compensados foram 180,8 milhões e os devolvidos
somaram 2,6 milhões, o que representa uma devolução de 14,6 cheques a cada mil.
O índice de setembro, em relação a agosto é 4,1% maior. No comparativo de setembro de 2004 com setembro de 2003, o índice de cheques
devolvidos a cada mil registrou crescimento de 3,4%, passando de 14,7 para
15,2. De acordo com os técnicos da Serasa, a estabilidade do índice de cheques
devolvidos registrada no acumulado do ano deve-se a melhora no nível de
atividade econômica que impulsionou a maior contratação de pessoas e,
consequentemente, a geração de renda. Porém, uma mudança nesse cenário começa a
ser observada, quando em setembro verificou-se o crescimento do índice de
devolução de cheques sem fundos em comparação a agosto/2004 e a setembro de
2003, influenciada pelo aumento da taxa de juros e pelo reajuste de tarifas
públicas, que comprometeu o orçamento doméstico dos consumidores.