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Cheques sem fundos têm queda de 6,4% em agosto, revela estudo nacional da Serasa

23/09/2004

O volume de cheques devolvidos por falta de fundos, em todo o país, em agosto de 2004, registrou queda de 6,4%, em relação a julho de 2004. Segundo o levantamento da Serasa, em agosto deste ano foram devolvidos 14,6 cheques a cada mil compensados, contra 15,6 cheques sem fundos no mês anterior. O volume de cheques devolvidos em agosto de 2004 voltou ao patamar de junho, que apresentou a menor marca do ano.

O estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, mostra que em agosto de 2004 foram compensados, em todo o país, 180,8 milhões de cheques, dos quais, 2,63 milhões, devolvidos por falta de fundos. Em julho, foram compensados 174,6 milhões de cheques os devolvidos somaram 2,71 milhões, em todo o país. Houve uma queda na devolução de 2,9% na comparação entre os dois meses.

Na comparação agosto de 2004 com agosto de 2003, o volume de cheques sem fundos a cada mil compensados diminuiu 5,8%. Em agosto do ano passado, foram devolvidos 15,5 cheques/mil por insuficiência de fundos no país. No oitavo mês de 2003, foram compensados 175,2 milhões de cheques e 2,70 milhões, devolvidos por falta de fundos. Houve uma queda de 2,6% no volume total de cheques sem fundos, em agosto deste ano, em relação a agosto do ano passado.

Para os técnicos da Serasa, a queda do número de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados, na variação agosto de 2004 em relação a agosto do ano passado, é resultado de um conjunto de fatores positivos que mostram a retomada do nível de atividade econômica do país, como aumento da oferta de emprego e a melhoria da massa salarial decorrente da reposição de perdas inflacionárias anteriores, obtida por trabalhadores de algumas importantes categorias.

Além do ambiente econômico favorável, verifica-se que os consumidores têm optado pela contratação de crédito pessoal, que possibilita a troca de dívidas de maior custo por opções mais baratas, o que tem contribuído para a melhora da renda disponível para consumo. O destaque nesses empréstimos tem sido as operações consignadas em folha de pagamento, que apresentam como principal atrativo as baixas taxas praticadas, próximas a 2% ao mês. De acordo com o último dado apresentado pelo Banco Central, de janeiro a julho de 2004 o volume de crédito concedido a pessoas físicas cresceu 16,2% em relação a igual período de 2003.

Nos oito primeiros meses de 2004, o volume de cheques sem fundos registrou queda de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a agosto de 2004, foram registrados 15,7 cheques por mil, contra 15,9, de janeiro a agosto de 2003. Desde 1999 não era verificado, no país, decréscimo no volume de cheques sem fundos a cada mil compensados nos oito primeiros meses do ano.

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