A pesquisa aponta que, de janeiro a julho deste ano, a inadimplência de
pessoa jurídica teve queda de 18%, em relação aos mesmos meses de 2003. Já o
mesmo período do ano passado, comparado com os sete primeiros meses de 2002
teve crescimento de 8,3%. O Indicador Serasa de Inadimplência – o único e mais completo índice do país
baseado em modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as
modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques
devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeira,
empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras) – apresentou queda de 18%
da inadimplência de pessoa jurídica, de janeiro a julho de 2004, quando
comparado com igual período de 2003, que registrou alta de 8,3% em relação aos
sete primeiros meses de 2002. O estudo apontou ainda que houve quedas consecutivas da inadimplência de
empresas nos três bimestres do ano, quando comparadas ao mesmo período de 2003.
Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência, o maior decréscimo foi registrado
no terceiro bimestre (maio e junho), -21,2%. O segundo bimestre (março e abril)
fechou em –12,2%. Já janeiro e fevereiro apresentaram queda de 16,2%. Segundo técnicos da Serasa, a diminuição da inadimplência de empresas em
todo o país, no primeiro semestre do ano, é resultado do crescimento da
economia brasileira, que vem propiciando maior geração de recursos para as
empresas pagarem seus compromissos. O maior nível de atividade econômica
contribuiu também para o aumento das vendas das empresas, principalmente do
setor industrial e agronegócios, que foram favorecidas pela expansão das
exportações. A realização de novos negócios, o melhor controle de estoques, a redução da
taxa de juros e a renegociação de preços e prazos com fornecedores permitiram
às empresas administrar o orçamento de modo mais equilibrado. Os técnicos ressaltam que embora as taxas de juros tenham experimentado
sucessivas quedas ainda se encontram em patamar elevado. Este fato combinado
com a elevação de tarifas públicas e o aumento da carga tributária, por causa
da mudança das regras de cálculo, continuam sendo os maiores desafios
enfrentados pelas empresas neste ano, pois dificultam o pagamento de dívidas
assumidas anteriormente.