A pesquisa aponta ainda que, de janeiro a julho, a inadimplência de pessoa
física teve ligeira alta de 0,6%. Já os primeiros sete meses do ano passado,
comparados com o mesmo período de 2002, tiveram crescimento de 5,5% O Indicador Serasa de Inadimplência – o único do país baseado em modelo
estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as modalidades de
inadimplência da economia brasileira (registros de cheques devolvidos, títulos
protestados, dívidas vencidas com instituições financeira, empresas do varejo,
cartões de crédito e financeiras) - apontou desaceleração acentuada da
inadimplência de consumidores. De janeiro a julho de 2004, a inadimplência de
pessoa física teve ligeira alta de 0,6% na comparação com o mesmo período de
2003, que registrou crescimento da inadimplência de 5,5% na comparação com
iguais meses de 2002. A queda acentuada este ano fica mais evidente quando
comparada com a inadimplência de 32,8% apresentada de janeiro a julho de 2002,
contra igual meses de 2001. Na relação julho deste ano com o mesmo mês de 2003, a pesquisa apontou uma
queda da inadimplência de 1,4%. Segundo técnicos da Serasa*, a redução da
inadimplência de pessoa física em julho de 2004, é resultado da melhora do
nível de atividade econômica, verificada a partir de abril deste ano, que tem
contribuído com a abertura de novas vagas de trabalho e com a melhor negociação
salarial obtida por trabalhadores de algumas categorias através da reposição de
perdas inflacionárias, e da opção do consumidor por regularizar suas pendências
financeiras, em vez de assumir novas dívidas. Os consumidores tem optado pela contratação de crédito pessoal para a
complementação da renda das famílias e, assim, pagar as dívidas. O destaque
nesses empréstimos é para as operações consignadas em folha de pagamento, cujas
taxas situam-se próximas de 2% ao mês. Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados, o
aumento das tarifas públicas, a não correção da tabela de Imposto de Renda e a
criação de novos impostos e taxas formam um conjunto de fatos determinantes
para a menor renda disponível, o que dificulta o pagamento de compromissos
assumidos anteriormente. A administração e o equilíbrio do orçamento doméstico
foram os maiores desafios para o consumidor nos primeiros sete meses do ano,
fato que definiu a priorização dos pagamentos e renegociação das dívidas. O Indicador Serasa de Inadimplência apontou que os cheques sem fundos
registraram a maior representatividade na inadimplência de consumidores em
comparação com 2003. Nos primeiros sete meses deste ano, os cheques devolvidos
representaram 36% do total do indicador de PF (Pessoa Física). O percentual é o
mesmo registrado nos mesmos meses do ano passado. Em 2002, foi 37%, em igual
período. O segundo maior índice na representatividade é o registro de inadimplência
de cartões de crédito e financeiras, que no acumulado do ano teve participação
de 33%, a mesma registrada em 2003. Já em 2002, a participação era 35%. O
índice que aponta os registros no sistema financeiro (bancos) apresentou a
terceira maior participação no indicador, com 29%; a mesma em 2003. Em 2002,
24%. Com a menor representatividade estão os títulos protestados, 2% em 2003,
mesma variação apresentada em 2002 e em 2001. O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PF) foi R$ 437
em julho de 2004. Já o de títulos protestados foi R$ 622; registros no sistema
financeiro, R$ 915, e de registros outros segmentos (cartões de crédito e
financeiras), R$ 242.