Levantamento da Serasa revela que em junho de 2004, foram devolvidos, por
insuficiência de fundos, 14,6 cheques a cada mil compensados, a menor marca
registrada desde janeiro deste ano. Houve uma queda de 10,9% no volume de
cheques sem fundos em relação a maio de 2004, quando foram devolvidos 16,4
cheques a cada mil. Segundo o estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas,
informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios e referência mundial no segmento, a queda permaneceu na variação anual
do índice de cheques sem fundos. Foi registrado um decréscimo de 4,5% em
relação a junho de 2003, mês que apresentou 15,3 cheques devolvidos, por falta
de fundos. A pesquisa mostra que em junho de 2004 foram compensados, em todo o país,
174,3 milhões de cheques, dos quais, 2,5 milhões, devolvidos por falta de
fundos, uma queda de 10,7% em relação ao mesmo mês de 2003, que registrou 185,2
milhões de cheques compensados e 2,8 milhões, de devolvidos. Para os técnicos da Serasa, a queda do volume de cheques devolvidos por
falta de fundos a cada mil compensados em junho de 2004 é resultado da
recuperação do nível de atividade econômica, que permitiu a maior contratação
de pessoas e a melhor negociação salarial obtida por trabalhadores de algumas
categorias com a reposição de perdas inflacionárias a partir de maio deste ano,
e da opção do consumidor por regularizar suas pendências financeiras e evitar
assumir novas dívidas. Já no semestre, o índice de cheques sem fundos registrou alta. Nos primeiros
seis meses de 2004, foram devolvidos 16,0 cheques a cada mil compensados (2ª
devolução), uma alta de 1,2% em relação ao primeiro semestre de 2003, que
registrou 15,8 cheques sem fundos por mil. Segundo a Serasa, desde 2002, o primeiro semestre do ano concentra as marcas
mais altas de inadimplência com cheques devolvidos devido ao alongamento de
prazos praticados nas vendas com cheques pré-datados no Natal. No primeiro
semestre de 2004, este fato se repetiu pois ainda não há grandes sinais de
melhoria nos indicadores de desemprego e renda.