Segundo o estudo nacional da empresa, para cada 100 novos incluídos em maio,
outros 92 deixam a base de dados de registro de não pagamento. Um levantamento nacional da Serasa*, maior empresa do Brasil em informações
e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que em maio deste ano 15,5 milhões de
consumidores regularizaram suas pendências. Os registros de pendências financeiras resolvidos no mês são cerca de 92% do
número de novas pendências incluídas no quinto mês do ano. Isto é, para cada
100 novos incluídos, outros 92 deixam a base de dados de registro de não
pagamento. O percentual de baixa é o mesmo registrado em maio do ano passado. Mas maio
deste ano registra um número menor de inadimplentes, 16,89 milhões, do que o
verificado no mesmo mês de 2003, 17,9 milhões. A pesquisa da Serasa revela ainda que em maio de 2004 a maioria das
anotações no cadastro de inadimplência de pessoa física é de cheques sem
fundos. Segundo estudo do Indicador Serasa de Inadimplência, cerca de 36% das
anotações se referem a cheques sem fundos, 33% cartões de crédito e
financeiras, 29% a dívidas no sistema financeiro (bancos) e 2% títulos
protestados. O registro dessas informações de inadimplência segue um processo
formal, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, baseado em um contrato
específico. Antes de incluir o nome de uma pessoa no cadastro de inadimplentes,
a Serasa envia comunicação prévia, conforme determinação do Código de Defesa do
Consumidor. Segundo a Serasa, o movimento de inclusões e baixas em maio mostra que o
consumidor continua priorizando o pagamento de dívidas como ocorreu ao longo de
2003. Embora a economia tenha dado alguns sinais de recuperação, para os
técnicos da empresa especializada em informação e análise de crédito, o fator
que mais contribuiu para esse aumento das baixas de títulos vencidos, foi a
troca de dívidas mais caras por dívidas mais baratas, já que a economia ainda
apresenta alto desemprego, taxas de juros em patamares elevados, queda de
renda, fatores que combinados com aumentos de impostos e criação de taxas
municipais têm reduzido ainda mais a renda disponível para consumo e pagamento
das dívidas assumidas. O volume do crédito concedido em maio de 2004 a consumidores, segundo o
Banco Central, foi de R$ 14,9 bilhões, um aumento de 4,1% em relação ao
montante registrado em maio de 2003. A reativação da economia é determinante para a reversão das expectativas e
para a geração de empregos, o que facilita o pagamento das dívidas, promove a
maior contratação de crédito e amplia o consumo.