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Estudos de Inadimplência
Inadimplência de consumidores cai 0,1% nos primeiros cinco meses de 2004, diz estudo da Serasa
25/06/2004

A ligeira queda da inadimplência de pessoa física em 2004 é resultado da reação da atividade econômica, verificada nos primeiros cinco meses do ano, e da opção do consumidor por regularizar suas pendências financeiras, em vez de assumir novas dívidas

O Indicador Serasa de Inadimplência – o único do país baseado em modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeira, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras) - apontou ligeira queda da inadimplência de consumidores. De janeiro a maio de 2004, a inadimplência de pessoa física caiu 0,1% na comparação com o mesmo período de 2003.

Segundo técnicos da Serasa, a ligeira queda da inadimplência de pessoa física em 2004 é resultado da reação da atividade econômica, verificada nos primeiros cinco meses do ano, e da opção do consumidor por regularizar suas pendências financeiras, em vez de assumir novas dívidas.

Os consumidores buscam a contratação de crédito pessoal para a complementação da renda das famílias e, assim, pagar as dívidas. O destaque nesses empréstimos é para as operações consignadas em folha de pagamento, cujas taxas situam-se próximas de 2% ao mês. Em maio, o total desse tipo de crédito oferecido pelos bancos estava em R$ 7,8 bilhões, valor 8% maior do que o verificado em abril.

Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados, o aumento das tarifas públicas, a não correção da tabela de Imposto de Renda e a criação de novos impostos e taxas formam um conjunto de fatos determinantes para a menor renda disponível, o que dificulta o pagamento de compromissos assumidos anteriormente. A administração e o equilíbrio do orçamento doméstico foram os maiores desafios para o consumidor nos primeiros cinco meses do ano, fato que definiu a priorização dos pagamentos e renegociação das dívidas, simultaneamente ao menor consumo.

O Indicador Serasa de Inadimplência apontou que os cheques sem fundos registraram a maior representatividade na inadimplência de consumidores em comparação com 2003. Em maio deste ano, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador de PF (Pessoa Física). O percentual é o mesmo registrado em maio do ano passado.

O segundo maior índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que em maio teve participação de 33%, a mesma registrada em 2003.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PF) foi R$ 421 em maio de 2004. Já o de títulos protestados foi R$ 597; registros no sistema financeiro, R$ 902, e de registros outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), R$ 229.

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