Levantamento da Serasa revela que em maio de 2004 os cheques sem fundos
caíram 6,8% em relação ao mesmo mês de 2003. No quinto mês deste ano foram
devolvidos (segunda devolução) 16,4 cheques sem fundos a cada mil compensados.
Em maio do ano passado foram devolvidos 17,6 cheques a cada mil, a maior marca
mensal do indicador, desde que foi criado em 1991. Maio de 2004 também apresentou queda da quantidade de cheques devolvidos em
todo o país. O total de cheques sem fundos nesse mês, 2,8 milhões, caiu 15% na
comparação com maio de 2003 que fechou com 3,3 milhões de cheques
devolvidos. Segundo os técnicos da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisa e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, a queda do volume de cheques devolvidos por
falta de fundos a cada mil compensados em maio deste ano é resultado da reação
da atividade econômica, verificada nos primeiros cinco meses do ano, e na opção
do consumidor por regularizar suas pendências financeiras e evitar assumir
novas dívidas. Já a variação em relação a abril de 2004 aumentou. No quinto mês deste ano,
o volume de cheques devolvidos por falta de fundos (a cada mil compensados)
registrou alta de 3,1% em relação a abril, quando foram devolvidos 15,9 cheques
em cada mil. O número de cheques devolvidos por mil compensados em maio deste ano foi o
segundo maior registrado em 2004, ficando atrás apenas de março quando foram
efetuadas 17,2 devoluções de cheques a cada mil compensados. De acordo com a Serasa, o índice de cheques devolvidos a cada mil
compensados também registrou recorde de crescimento no acumulado do ano
(janeiro a maio/2004). Nos cinco primeiros meses de 2004 foram devolvidos 16,2
cheques a cada mil, contra 15,8 documentos devolvidos no mesmo período em 2003,
o que representa um acréscimo de 2,5%. O volume de cheques devolvidos no
acumulado de 2004 é o maior já registrado desde 1991. Segundo a Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisa e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência
mundial no segmento, desde 2002, o primeiro semestre do ano concentra as marcas
mais altas de inadimplência com cheques devolvidos devido ao alongamento de
prazos praticados nas vendas com cheques pré-datados no Natal. Em 2004, este
fato deve novamente ocorrer, pois ainda não há grandes sinais de melhoria nos
indicadores de desemprego e renda. Em razão dos fatos apontados, somente a melhora da conjuntura, quanto à
geração de emprego, queda dos juros e recuperação da atividade econômica,
poderá trazer algum alívio para o consumidor.