A pesquisa levantou também a inadimplência de empresas e a total. Houve
queda nas três modalidades. De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos mantiveram a
representatividade na inadimplência de pessoa física em comparação com 2003. Em
março deste ano, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador
de PF. O percentual é o mesmo registrado em março de 2003 e menor do que o
levantado no mesmo mês de 2002, 37%. O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de
cartões de crédito e financeiras, que apresentou em março de 2004 participação
de 33%, a mesma registrada em 2003. Em 2002, esse percentual foi 35%. O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém em março deste ano
a terceira maior participação no indicador, com 29%. A mesma levantada no
terceiro mês de 2003. Em 2002, o índice marcou 26%. Com a menor
representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 2% em 2004, mesma
variação apresentada em 2003 e 2002. Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PF) em março de 2004 foi de R$ 417; de títulos protestados foi de R$
600; de registros no sistema financeiro foi de R$ 951; e de registros outros
segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 226.
Inadimplência de empresas
O Indicador Serasa de Inadimplência de pessoa jurídica também apresentou
queda, 15,2% no primeiro trimestre de 2004, comparado com o mesmo período de
2003, que registrou um crescimento de 4,1% em relação aos três primeiros meses
de 2002. De acordo com o índice da Serasa, a maior representatividade na
inadimplência de PJ é de títulos protestados, 45% em 2004. O percentual teve
recuo em relação a março de 2003, que marcou 49%, e 2002, 48%. O segundo índice na representatividade é o de cheques sem fundos, que
apresentou alta. Em março de 2004, os cheques devolvidos representaram 39% do
total do indicador de PJ. O percentual foi maior do que o apontado em 2003,
36%, e igual ao de 2002, 37%. O índice que se refere a registros no sistema financeiro (bancos) mantém em
março de 2004 a terceira maior participação no indicador de PJ, com 16%,
percentual maior do que o de 2003 e 2002, ambos 15%. Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PJ) em março de 2004 foi de R$ 1.127; de títulos protestados foi de R$
1.278; de registros no sistema financeiro foi de R$ 2.738.
Inadimplência total (empresas + consumidores)
A inadimplência total (pessoa física e jurídica) apresentou queda de 2,1% no
primeiro trimestre de 2004, na comparação com o mesmo período de 2003, que
apresentou elevação de 8% em relação ao mesmo trimestre de 2002. De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos mantiveram a
representatividade na inadimplência total (PF+ PJ) em relação aos anos
anteriores. Em março de 2004, os cheques devolvidos representaram 35% do total
do indicador, um ponto abaixo da marca de março de 2003, 36%. Em 2002, a
participação de cheques sem fundos no Indicador Serasa de Inadimplência foi
38%. O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de
cartões de crédito e financeiras, que apresentou em março de 2004 participação
de 32%; maior do que a registrada em 2003 e 2002 (31%). O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém em março de 2004 a
terceira maior participação no indicador, 27%, um ponto percentual acima do
registrado em 2003 (26%). Em 2002, o índice foi 24%. Com a menor
representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 6% em 2004 e 7% em 2003 e
2002. Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PF+PJ) em março de 2004 foi de R$ 766; de títulos protestados foi de R$
885; de registros no sistema financeiro foi de R$ 1.844; e de registros outros
segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 346.
Avaliação da Inadimplência
Segundo a Serasa, apesar da inadimplência, nas modalidades total (Pessoa
Física e Jurídica) e Pessoa Física, ter apresentado queda no ritmo de
crescimento, na comparação janeiro a março 2004/2003 em relação ao verificado
no mesmo período 2003/2002, registra-se no acumulado de 2003 variação positiva
sobre uma base elevada (2003/2002). Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados, o
aumento das tarifas públicas, a não correção da tabela de Imposto de Renda e a
criação de novos impostos e taxas formam um conjunto de fatos determinantes
para a menor renda disponível, o que dificulta o pagamento de compromissos
assumidos anteriormente. Para as empresas, a inadimplência teve queda superior à verificada nas
pessoas físicas. As empresas estão optando por não manter estoques e outras
formas que impliquem em custos maiores e que possam não ser cobertos pela baixa
atividade econômica verificada no primeiro.
O Indicador Serasa de Inadimplência - mais completo índice do país baseado em
modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as modalidades
de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques devolvidos,
títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeira, empresas do
varejo, cartões de crédito e financeiras) - apontou ligeira queda da
inadimplência de pessoa física. De janeiro a março de 2004, a inadimplência de
pessoa física caiu 0,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2003, quando a
inadimplência de consumidores apresentou alta de 8,6% ante 2002.