Levantamento regional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por
falta de fundos (a cada mil compensados), teve alta nas cinco regiões do país,
na comparação anual (julho 2003/2) e no acumulado dos sete primeiros meses do
ano. O Sul registrou o menor índice de cheques sem fundos das cinco regiões. De
janeiro a julho de 2003, a região Sul registrou 13,7 cheques sem fundos a cada
mil compensados, com aumento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano
passado, que apresentou 13,2 cheques devolvidos por mil compensados. Em julho
de 2003, foram devolvidos 14,7 cheques a cada mil compensados, contra 12,3
cheques no mesmo mês de 2002, o que representa uma alta de 19,5% no
período. De acordo com a pesquisa, o Sudeste registrou, nos sete primeiros meses de
2003, a segunda menor quantidade de cheques devolvidos a cada mil compensados
das cinco regiões. De janeiro a julho de 2003, foram registrados 13,8 cheques
devolvidos por falta de fundos para cada mil compensados, com aumento de 5,3%
em relação ao mesmo período de 2002, que apresentou 13,1 cheques devolvidos por
mil. Em julho de 2003, foram devolvidos 15,3 cheques sem fundos para cada mil
compensados com crescimento de 22,4% sobre julho de 2002, quando foram
registrados 12,5 cheques por mil. Segundo levantamento da Serasa, a região Centro-Oeste apresentou 16,3
cheques sem fundos a cada mil compensados nos primeiros sete meses de 2003,
contra 14,9 cheques devolvidos no mesmo período de 2002, o que representou uma
alta de 9,4%. No sétimo mês de 2003, a região contabilizou 17,9 cheques sem
fundos a cada mil compensados. A alta foi de 20,1% em relação a julho do ano
anterior, que registrou 14,9 cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil
compensados. Como segundo maior meio de pagamento da economia em participação no total
das transações, após o papel-moeda, e principal forma de financiamento na
modalidade pré-datado, os cheques apresentaram, em julho, uma inadimplência
média estabilizada nos patamares verificados a partir de março, porém bem acima
do verificado em julho/2002. De qualquer forma, os números de julho não definem uma tendência clara se a
inadimplência com cheques se manterá no patamar atual, pois a demanda por
crédito continua baixa, seguindo o nível da atividade econômica, e a conjuntura
não é favorável ao consumidor: juros elevados, queda da renda, elevação do
desemprego, além da nova rodada de aumento de preços dos serviços de caráter
público, que em conjunto pressionam o orçamento doméstico. Estas ocorrências
simultâneas acabam por exigir maior utilização de metodologia adequada para a
concessão de crédito, sobretudo no caso de cheques pré-datados. A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a
decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos
negócios.
O Nordeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou 21,7 cheques sem fundos
por mil compensados nos primeiros sete meses de 2003, contra 19,5 cheques
devolvidos no mesmo período de 2002. A alta foi de 11,3%. Em julho de 2003,
foram registrados 24,3 cheques sem fundos a cada mil compensados, com acréscimo
de 19,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram devolvidos 20,3
cheques a cada mil compensados.
De acordo com a pesquisa da Serasa, o Norte apresentou a maior quantidade de
cheques devolvidos por mil compensados nos sete primeiros meses do ano, entre
todas as regiões, 26,4. No entanto, a região registrou o menor aumento
percentual no volume de cheques sem fundos, 0,4%, na comparação com o mesmo
período do ano anterior. De janeiro a julho de 2002, foram devolvidos 26,3
cheques a cada mil. Na comparação anual (julho 2003/2), a região Norte,
apresentou alta de 23%, no volume de cheques sem fundos. No sétimo mês de 2003,
foram devolvidos 30,4 cheques a cada mil compensados, contra 24,7 no mesmo mês
de 2002.