Estudo regional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência
mundial no segmento, revela que o volume de protestos de pessoa física, por
dias úteis, teve queda nas regiões Nordeste, Sul, Norte e Sudeste do país, em
abril de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. No Centro-oeste, o índice
registrou alta. De acordo com a pesquisa, o Nordeste liderou a baixa com maior
percentual de recuo, 27,3%, o que representou 15 mil protestos de pessoa física
acumulados no mês. No volume de protestos de pessoa jurídica, a região Nordeste também
apresentou queda, 10,2%, em abril de 2003, na comparação com o mesmo mês de
2002. Foram registrados 51 mil títulos protestados de empresas na região no
quarto mês de 2003. Em relação ao volume total de títulos protestados (PF + PJ)
na região Nordeste, houve um recuo de 14,8% em abril de 2003, na comparação com
o mesmo mês de 2002. A região registrou 66 mil protestos de pessoas física e
jurídica no mês. De acordo com a pesquisa, a região Sul registrou o segundo maior percentual
de recuo, 27%, na relação abril de 2003/2 do volume de protestos de pessoa
física, com 33 mil documentos no mês. No âmbito da pessoa jurídica, a região
Sul apresentou a maior queda percentual (16,3%) de protestos entre as regiões,
na comparação abril 2003/2, com 79 mil ocorrências acumuladas no mês. O volume
total de títulos protestados, na região Sul, também apresentou a maior queda
percentual, 19,8%, no quarto mês de 2003, na comparação com o ano passado.
Foram registrados 112 mil protestos no mês. Segundo levantamento da Serasa, a região Norte teve a terceira maior queda
percentual no volume de títulos protestados de pessoa física, 17,5% na relação
abril 2003/2. A região contabilizou 5 mil protestos no mês. Já os protestos de
pessoa jurídica registraram acréscimo de 10,2% no comparativo abril 2003/2,
acumulando 18 mil ocorrências no quarto mês do ano. Para os protestos de
pessoas física e jurídica, a alta relativa foi de 2,7% em abril de 2003, na
comparação com o mesmo mês de 2002. A região Norte teve 23 mil protestos de
pessoas física e jurídica registrados no mês. O Sudeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou a menor queda
percentual entre as regiões no volume de protestos de pessoa física, 8,6%, na
comparação abril 2003/2, registrando 273 mil protestos de pessoa física em
abril de 2003. Nas empresas, a inadimplência medida por protestos, no
comparativo abril 2003/2, teve queda de 9,7%, com 186 mil documentos no quarto
mês de 2003. O volume total de títulos protestados registrou 459 mil protestos
em abril de 2003, o que representou um recuo de 9,1% na relação abril
2003/2. De acordo com a pesquisa da Serasa, o volume de protestos de pessoa física
(17 mil títulos), na região Centro-oeste, aumentou 2,7% em abril de 2003, na
comparação com o mesmo mês do ano passado. No caso das empresas, a região
Centro-oeste, registrou alta percentual, de 5,7%, no volume de títulos
protestados, na relação abril 2003/2. Foram registrados 29 mil protestados de
pessoa jurídica no mês. O volume total de títulos protestados (47 mil)
registrou o maior aumento percentual entre as regiões, 4,5%, na comparação
abril 2003/2. Segundo a Serasa, no caso de pessoa física, a inadimplência medida por
protestos reflete apenas parte da inadimplência dos consumidores, que deve ser
analisada por meio de todas as formas existentes de registro de não pagamento.
Como a renegociação tem sido a palavra de ordem, ainda sobre as compras do
Natal de 2002, o instrumento de protesto é o último recurso neste caso. A
estatística deste início de 2003 não indica tendência para o ano, mas mostra um
consumidor cauteloso, evitando acumular compromissos com as compras a
prazo. De acordo com a Serasa, as empresas continuam evitando aumentar a
participação de recursos de terceiros em sua estrutura de capital devido aos
juros elevados, que se intensificou a partir do segundo semestre de 2002. A
inadimplência medida por protestos de empresas neste início de 2003 sinaliza
que os empresários carregam a cautela de 2002 em relação ao financiamento de
sua atividade, sobretudo nos recursos de curto prazo, que são mais caros e
dependem da reação da demanda ainda no primeiro semestre, pois o otimismo dos
mercados ainda não se generalizou na economia.