O volume total de títulos protestados na região Sudeste foi de 453
mil protestos em março de 2003, o que representou uma alta de 2,2% na relação
março 2003/2. Levantamento regional da Serasa, maior empresa do Brasil
em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito
e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de títulos
protestados de pessoa física, por dias úteis, teve queda nas regiões Norte, Sul
e Nordeste do país, em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. No
Sudeste e Centro-oeste, o índice permaneceu estável. De acordo com a pesquisa,
o Norte liderou a baixa com maior percentual de recuo, 24%, o que representou 4
mil protestos de pessoa física acumulados no mês. Já no volume de protestos de pessoa jurídica, a região Norte apresentou alta
de 13,9% em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. Foram
registrados 18 mil protestos de empresas na região em março de 2003. Em relação
ao volume total de títulos protestados (PF + PJ) na região Norte, houve um
aumento de 4,2% em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. A
região registrou 22 mil protestos de pessoas física e jurídica no mês. De acordo com a pesquisa, a região Sul registrou o segundo maior percentual
de recuo, 18,2%, na relação março 2003/2 do volume de protestos de pessoa
física, com 31,7 mil protestos no mês. No âmbito da pessoa jurídica, a região
Sul apresentou a maior queda (7,4%) de protestos na comparação março 2003/2002,
com 84,3 mil ocorrências acumuladas no mês. O volume total de títulos
protestados, na região Sul, também apresentou a maior queda, 10,6%, em março de
2003, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 116 mil
protestos no mês. Segundo levantamento da Serasa, a região Nordeste teve a terceira maior
queda no volume de títulos protestados de pessoa física, 6,2% na relação março
2003/2. A região contabilizou 14 mil protestos no mês. Os protestos de pessoa
jurídica também registraram decréscimo, com recuo de 2,9% no comparativo março
2003/2, acumulando 54 mil ocorrências em março de 2003. Para os protestos de
pessoas física e jurídica, a queda relativa foi de 3,6% em março de 2003, na
comparação com o mesmo mês de 2002. A região Nordeste teve 68 mil protestos de
pessoas física e jurídica no mês. A região Sudeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou estabilidade
no volume de títulos protestados de pessoa física, na comparação março 2003/2,
com volume de protestos de 256 mil em março de 2003. Nas empresas, a
inadimplência medida por protestos, no comparativo março 2003/2, teve alta de
6,0%, com 197 mil documentos em março de 2003. O volume total de títulos
protestados registrou 453 mil protestos em março de 2003, o que representou uma
alta de 2,2% na relação março 2003/2. Para a pesquisa da Serasa, o volume de protestos de pessoa física (15 mil
títulos), na região Centro-oeste, permaneceu estável em março de 2003, na
comparação com o mesmo mês do ano passado. No caso das empresas, a região
Centro-oeste, registrou a maior alta percentual, 20%, no volume de títulos
protestados, na relação março 2003/2. Foram registrados 31 mil protestados de
pessoa jurídica no mês. O volume total de títulos protestados (46 mil) também
apresentou o maior aumento percentual entre as regiões, 12,8%, na comparação
março 2003/2. De acordo com a Serasa, a menor inadimplência de pessoa física medida por
protestos reflete a retração do consumidor e sua pouca disposição em assumir
novos compromissos no ano passado, situação que só foi revertida no último
trimestre de 2002. A Serasa destaca ainda que a inadimplência medida por protestos reflete
apenas parte da inadimplência total, que inclui anotações de cheques sem
fundos, cartões de crédito, financeiras, etc. A estatística deste início de
2003 ainda não traduz integralmente as vendas de final de ano e se limitam
apenas à utilização deste instrumento (protesto) para o registro de não
pagamento de dívidas. No caso das empresas, o levantamento mostra que as pessoas jurídicas
continuam evitando aumentar a participação de recursos de terceiros em sua
estrutura de capital devido à pressão dos juros, que se intensificou a partir
do segundo semestre de 2002 e afeta mais diretamente as médias e pequenas
empresas. A inadimplência medida por protestos neste início de 2003 sinaliza
que os empresários carregam a cautela de 2002 em relação ao financiamento de
sua atividade, sobretudo nos recursos de curto prazo, que são mais caros e
dependem da reação da demanda ainda no primeiro semestre.