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Estudos de Inadimplência

Volume de protestos de pessoa física cai 24% na região Norte, revela estudo da Serasa

28/04/2003

O volume total de títulos protestados na região Sudeste foi de 453 mil protestos em março de 2003, o que representou uma alta de 2,2% na relação março 2003/2. Levantamento regional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de títulos protestados de pessoa física, por dias úteis, teve queda nas regiões Norte, Sul e Nordeste do país, em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. No Sudeste e Centro-oeste, o índice permaneceu estável. De acordo com a pesquisa, o Norte liderou a baixa com maior percentual de recuo, 24%, o que representou 4 mil protestos de pessoa física acumulados no mês.

Já no volume de protestos de pessoa jurídica, a região Norte apresentou alta de 13,9% em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. Foram registrados 18 mil protestos de empresas na região em março de 2003. Em relação ao volume total de títulos protestados (PF + PJ) na região Norte, houve um aumento de 4,2% em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. A região registrou 22 mil protestos de pessoas física e jurídica no mês.

De acordo com a pesquisa, a região Sul registrou o segundo maior percentual de recuo, 18,2%, na relação março 2003/2 do volume de protestos de pessoa física, com 31,7 mil protestos no mês. No âmbito da pessoa jurídica, a região Sul apresentou a maior queda (7,4%) de protestos na comparação março 2003/2002, com 84,3 mil ocorrências acumuladas no mês. O volume total de títulos protestados, na região Sul, também apresentou a maior queda, 10,6%, em março de 2003, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 116 mil protestos no mês.

Segundo levantamento da Serasa, a região Nordeste teve a terceira maior queda no volume de títulos protestados de pessoa física, 6,2% na relação março 2003/2. A região contabilizou 14 mil protestos no mês. Os protestos de pessoa jurídica também registraram decréscimo, com recuo de 2,9% no comparativo março 2003/2, acumulando 54 mil ocorrências em março de 2003. Para os protestos de pessoas física e jurídica, a queda relativa foi de 3,6% em março de 2003, na comparação com o mesmo mês de 2002. A região Nordeste teve 68 mil protestos de pessoas física e jurídica no mês.

A região Sudeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou estabilidade no volume de títulos protestados de pessoa física, na comparação março 2003/2, com volume de protestos de 256 mil em março de 2003. Nas empresas, a inadimplência medida por protestos, no comparativo março 2003/2, teve alta de 6,0%, com 197 mil documentos em março de 2003. O volume total de títulos protestados registrou 453 mil protestos em março de 2003, o que representou uma alta de 2,2% na relação março 2003/2.

Para a pesquisa da Serasa, o volume de protestos de pessoa física (15 mil títulos), na região Centro-oeste, permaneceu estável em março de 2003, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No caso das empresas, a região Centro-oeste, registrou a maior alta percentual, 20%, no volume de títulos protestados, na relação março 2003/2. Foram registrados 31 mil protestados de pessoa jurídica no mês. O volume total de títulos protestados (46 mil) também apresentou o maior aumento percentual entre as regiões, 12,8%, na comparação março 2003/2.

De acordo com a Serasa, a menor inadimplência de pessoa física medida por protestos reflete a retração do consumidor e sua pouca disposição em assumir novos compromissos no ano passado, situação que só foi revertida no último trimestre de 2002.

A Serasa destaca ainda que a inadimplência medida por protestos reflete apenas parte da inadimplência total, que inclui anotações de cheques sem fundos, cartões de crédito, financeiras, etc. A estatística deste início de 2003 ainda não traduz integralmente as vendas de final de ano e se limitam apenas à utilização deste instrumento (protesto) para o registro de não pagamento de dívidas.

No caso das empresas, o levantamento mostra que as pessoas jurídicas continuam evitando aumentar a participação de recursos de terceiros em sua estrutura de capital devido à pressão dos juros, que se intensificou a partir do segundo semestre de 2002 e afeta mais diretamente as médias e pequenas empresas. A inadimplência medida por protestos neste início de 2003 sinaliza que os empresários carregam a cautela de 2002 em relação ao financiamento de sua atividade, sobretudo nos recursos de curto prazo, que são mais caros e dependem da reação da demanda ainda no primeiro semestre.

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