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Estudos de Inadimplência

Cai ritmo de crescimento da Inadimplência no primeiro bimestre de 2003

10/04/2003

O Indicador Serasa de Inadimplência, o único a incluir os registros de cheques devolvidos, títulos protestados, sistema financeiro (bancos), cartões de crédito e financeiras, revela que a inadimplência total (pessoa física e jurídica) apresentou queda do ritmo de crescimento. O primeiro bimestre de 2003 teve aumento de 4,9% na inadimplência, na comparação com o mesmo período de 2002, que registrou elevação de 36% em relação aos mesmos meses de 2001.

O indicador também apontou queda do ritmo de crescimento de pessoa física. No bimestre janeiro/fevereiro de 2003, a inadimplência de pessoa física cresceu 10,3% na comparação com o mesmo período de 2002, que cresceu 44,0% ante o 1º bimestre de 2001. O índice Serasa de Inadimplência de pessoa jurídica mostrou recuou com variação negativa de –2,1% nos dois primeiros meses de 2003/2 ante crescimento de 31,2% em igual período de 2002/1.

Segundo o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca, no caso de pessoa física, a queda no ritmo do aumento da inadimplência verificada ao longo de 2002 foi provocada pela menor atividade econômica e, portanto, pela menor demanda por crédito. Ademais, os recursos liberados pelo acordo sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), promoveram a regularização de pendências, se estendendo em janeiro de 2003 com a liberação de novo lote. O presidente destacou que o consumidor, apesar de cauteloso, no final de 2002 voltou a se utilizar de crédito, vezes concedido sem metodologia apropriada, para as compras de final de ano, o que ainda justifica a variação positiva do 1º bimestre de 2003/2, que também carrega sazonalidade.

No caso de pessoa jurídica, Elcio Anibal de Lucca diz que as empresas promoveram ajustes em suas estruturas de capital ao longo de 2002, por conta da elevada taxa de juros e do câmbio, de forma a reduzir a dependência por capital de terceiros para o financiamento de sua atividade, que acompanhou o ritmo da economia.

De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos apresentaram queda na representatividade, nos primeiros bimestres dos últimos três anos, na inadimplência (PF+ PJ). No primeiro bimestre de 2003, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador. No mesmo período de 2002, foi de 38%, e no de 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 45%.

O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que apresentou, neste primeiro bimestre de 2003, participação de 31%, a mesma apresentada no mesmo período de 2002 e um pouco acima dos 25% registrados nos dois primeiros meses de 2001.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador, com 26% no bimestre janeiro/fevereiro de 2003; 25% no mesmo período de 2002 e 21% no de 2001. Com a menor representatividade, na comparação anual, mantêm-se os títulos protestados, 7% no primeiro bimestre de 2003, mesma variação apresentada durante os dois primeiros meses de 2002, e 9% no 1º bimestre de 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo (PF+PJ) no primeiro bimestre de 2003 foi de R$ 679,93; de títulos protestados foi de R$ 935,83; de registros no sistema financeiro foi de R$ 1.886,80; e de registros outros segmentos (cartões de crédito) foi de R$ 308,14.

O Indicador Serasa de Inadimplência revela que o volume de crédito na economia (PF+PJ) teve um ritmo de crescimento maior do que o da inadimplência global. O índice mostra que as linhas de financiamento cresceram 74,7% de janeiro de 1999 até janeiro de 2003, último dado disponível pelo Banco Central, enquanto a inadimplência subiu 71,7% no período de janeiro de 1999 a fevereiro de 2003.

Isolando apenas os dados de pessoa física, a diferença é mais expressiva. O volume de dinheiro destinado aos empréstimos subiu 137,4%, enquanto a inadimplência 95,4%, nos períodos respectivamente assinalados.

Os dados de pessoa jurídica revelam que enquanto o crédito evoluiu 59,2%, entre janeiro de 1999 a janeiro de 2003, a inadimplência subiu 24,3%, entre os períodos em análise.

O Indicador Serasa de Inadimplência é o primeiro modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todos os meios de pagamentos da economia brasileira e sua representatividade relativa. O Indicador foi lançado pela Serasa em julho de 2002 e é divulgado bimestralmente.

A Serasa identificou a necessidade de se apurar um índice único para a inadimplência há cinco anos. O ponto de partida e ferramental exclusivo é o banco de dados da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios. A Serasa é a única organização que tem o registro de todos os segmentos econômicos do país e de todas as modalidades de crédito.

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