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Estudos de Inadimplência

Volume de protestos de empresas registra queda nas cinco regiões do país, revela estudo da Serasa

24/01/2003

Levantamento regional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que a inadimplência de pessoa jurídica, indicada pelo volume de títulos protestados de empresas, teve queda nas cinco regiões do país, em dezembro de 2002, na comparação com o mesmo mês de 2001. De acordo com a pesquisa realizada por dias úteis, o Nordeste liderou a baixa com maior percentual de recuo, 19,4%, o que representou 47,5 mil protestos de empresas em dezembro de 2002.

O volume total de títulos protestados (pessoas física e jurídica) apresentou queda de 17,1%, no Nordeste, em dezembro de 2002, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 62 mil títulos protestados no mês. O volume de protestos de pessoa física diminuiu 9,1% na comparação dezembro de 2002/2001, totalizando 14,5 mil títulos protestados de pessoa física em dezembro de 2002.

Segundo o estudo da Serasa, por dias úteis, o Sul apresentou o segundo maior percentual de recuo, 15,9%, no volume de protestos de pessoa jurídica (74,5 mil títulos) em dezembro de 2002, na comparação com o mesmo mês de 2001. A região Sul apresentou o maior percentual de recuo, 21,3%, no volume de títulos protestados de pessoa física (29 mil) na comparação dezembro de 2002/2001. O mesmo aconteceu com o volume total de títulos protestados que registrou uma queda de 17,2%, em dezembro de 2002 comparado ao mesmo mês de 2001. Foram registrados 104 mil protestos no mês.

O Norte apresentou queda de 7,8% no volume de protestos de empresas, em dezembro de 2002, na comparação com o mesmo mês de 2001. Foram registrados 16 mil títulos de pessoa jurídica no mês. Já o volume de títulos protestados de pessoa física (5 mil) apresentou aumento de 7,4%, na comparação dezembro de 2002/2001. A alta não afetou o volume total de títulos protestados da região que registrou baixa de 4,4% em dezembro de 2002 comparado com o mesmo mês de 2001, totalizando 21 mil títulos protestados no mês.

De acordo com a pesquisa, realizada por dias úteis, a região Sudeste teve queda de 3,7% no volume de protestos de pessoa jurídica (187 mil títulos) na comparação dezembro de 2002/2001. O volume de títulos protestados de pessoa física também diminuiu. Em dezembro de 2002, foram registrados 261 mil protestos de pessoa física, com decréscimo de 4,5%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As baixas ocasionaram uma queda de 4,2% no volume total de títulos protestados (448 mil) na região, na comparação dezembro de 2002/2001.

O Centro-Oeste apresentou o menor percentual de recuo, 1,6%, no volume de títulos protestados de empresas (27 mil) em dezembro de 2002, na comparação com o mesmo mês de 2001. Segundo o levantamento, por dias úteis, a região apresentou a maior alta no volume de protestos de pessoa física, 7,5%, na comparação dezembro de 2002/2001. Foram registrados 15 mil títulos protestados de pessoa física na região. O aumento ocasionou alta também no volume total de títulos protestados (42 mil) que registrou acréscimo de 1,5% em dezembro de 2002, comparado com o mesmo mês do ano passado.

De acordo com o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, as empresas estão evitando aumentar a participação de recursos de terceiros em sua estrutura de capital devido a pressões do câmbio, dos juros e ao pouco espaço para repasse de preços. A renegociação foi a palavra de ordem para as empresas.

Para o assessor, a menor inadimplência de pessoa física é atribuída aos recursos do acordo do FGTS na regularização de pendências e ao consumidor mais cauteloso na hora de assumir novos compromissos, aguardando as definições na economia para voltar às compras o que só ocorreu em dezembro.

Segundo Almeida, a menor atividade econômica em 2002 e a demanda por crédito crescendo em razão inferior a 2001 também foram fatores de contração da inadimplência. De forma oposta, pressionaram o não cumprimento dos pagamentos: a elevação do desemprego, a queda da renda real do trabalhador e os altos juros.

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