Estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em análises econômico-financeiras
para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento,
revela que o volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao
total de compensados), em novembro de 2002, apresentou redução de 12%, em
relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a pesquisa, em novembro
deste ano foram devolvidos 12,4 cheques em cada mil compensados. No mesmo mês
do ano passado, o número de devoluções foi de 14,1 cheques. O volume de cheques sem fundos registrou queda de 3,1% na comparação
novembro de 2002, em relação ao mês anterior (outubro). Segundo o levantamento
da Serasa, no décimo mês de 2002, foram devolvidos 12,8 cheques em cada mil
compensados. Já no acumulado do ano, foi verificado um acréscimo no índice de cheques sem
fundos. O estudo da Serasa revelou que a média dos primeiros 11 meses de 2002
registrou aumento de 3,8% no volume de cheques devolvidos, em relação ao mesmo
período do ano passado. A média das devoluções de cheques sem fundos de janeiro
a novembro deste ano foi de 13,7 em cada mil. No mesmo período de 2001, a média
foi de 13,2 cheques devolvidos em cada mil compensados. Apesar da alta registrada no acumulado, segundo o Indicador Serasa de
Inadimplência, o único a incluir os registros de todos os meios de pagamentos,
tais como: cheques devolvidos, títulos protestados, sistema financeiro
(bancos), cartões de crédito e financeiras, a participação de cheques sem
fundos na inadimplência total (PF+PJ) vem caindo nos últimos três anos. De acordo com o índice da Serasa nos primeiros dez meses de 2000, a
participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de
48%. No mesmo período de 2001, foi de 42%. Nos dez meses deste ano, os cheques
devolvidos representaram 37% do total do indicador. Ainda segundo o estudo, o
valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo (PF+PJ) nos últimos
dez meses foi de R$ 671,74. A redução nos prazos de aceitação de cheque pré-datado até novembro, a
concessão de crédito mais criteriosa e com metodologia nesta modalidade de
pagamento, a menor atividade econômica e o consumidor mais cauteloso ao assumir
novos compromissos estão possibilitando o recuo da inadimplência.