Pesquisa da Serasa aponta ainda que também foi recorde o número de pessoas
físicas e jurídicas que regularizaram suas pendências no primeiro semestre
deste ano, em relação ao mesmo período de 2001 Um levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que no primeiro semestre de 2002 o
Serviço Gratuito de Orientação ao Cidadão da Serasa registrou recorde de
pessoas atendidas, apesar da inadimplência ter evoluído no período. Foram
atendidas 633.916 pessoas, o maior número já registrado pela empresa, na
comparação com o 1º semestre de 2001. Segundo o estudo, o número de pessoas atendidas nos primeiros seis meses do
ano é 21,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, que tem
a segunda maior marca, 522.478 pessoas atendidas. Houve também um crescimento recorde do número de pessoas físicas e jurídicas
que regularizaram suas pendências no primeiro semestre deste ano, comparado com
o mesmo período de 2001. O total de baixas (PF e PJ) foi 13,5% maior do que o
registrado no ano passado: pessoas físicas, 442 mil, registraram elevação de
18,5% na relação semestral 2002/2001. As baixas de pessoas jurídicas, 840 mil,
cresceram 11% em 2002 sobre 2001. De acordo com a assessoria econômica da Serasa, tanto as empresas como as
pessoas físicas estão regularizando pendências (baixas de anotações negativas)
em ritmo muito superior (quase o dobro) às ocorrências de protestos e mais
cautelosas em assumir novos compromissos. As pessoas jurídicas estão reduzindo
a participação de recursos a curto prazo de terceiros em sua estrutura de
capital, por conta do atual custo praticado no mercado. O consumidor foi favorecido pelo acordo sobre a correção do FGTS (que teve o
impacto equivalente ao volume do 13º salário na economia), segundo a assessoria
econômica, e priorizou o pagamento de dívidas, mas está recuado em suas
decisões de compra. Estas atitudes são coerentes com o menor nível da atividade
econômica e com as expectativas conjunturais. A assessoria ressalta que, por outro lado, os consumidores estão prontos
para novas aquisições e financiamentos, o que representa uma possibilidade de
maior demanda no Dia das Crianças e no Natal, em relação a 2001. Portanto, as
empresas devem trabalhar com esta hipótese no planejamento de sua produção para
o último trimestre do ano, que pode surpreender.