Um estudo da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios, em
todo o território nacional, revela que o volume total de títulos protestados
(pessoas físicas e jurídicas) registrou alta em abril de 2002, comparado com o
mesmo mês do ano passado.
Em abril de 2002, o aumento do volume de protestos em geral – pessoa física e
jurídica – foi de 4,8%, representando, em média, 16,9 mil títulos protestados
por dias úteis, ante 16,1 mil no mesmo mês do ano passado.
No acumulado de janeiro a abril de 2002, comparado com o mesmo período do ano
anterior, o aumento no volume de protestos em geral (pessoas físicas e
jurídicas) foi de 8,4%.
Esses totais não incluem os títulos protestados no Estado de São Paulo, já que
existe uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e
não pagos, principalmente cheques sem fundos que agora são levados pelos
credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência,
apenas no Estado de São Paulo.
Por conta disso, ocorre uma distorção na base de comparação e os protestos não
correspondem à inadimplência de forma pontual. Excluir os títulos relativos a
São Paulo é a melhor maneira de quantificar a inadimplência nacional.
Nos quatro primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2001,
sem o Estado paulista, a evolução de protestos de pessoas físicas no restante
do País foi de 8,8% e a de pessoas jurídicas 8,2%. De acordo com a pesquisa da
Serasa, no acumulado, foram 401 mil protestos de pessoas físicas e 1,1 milhão
de pessoas jurídicas.
Segundo a Serasa, os indicadores de inadimplência nos quatro primeiros meses do
ano ainda refletem as compras realizadas no fim-de-ano, que foram agrupadas à
concentração de despesas e impostos no início do exercício. A situação atual da
inadimplência, medida por protestos, está distante do recorde histórico
registrado entre 1995/1996.
O patamar verificado na inadimplência sugere um monitoramento constante frente
às variáveis conjunturais de maior impacto (desemprego, taxa de juros e queda
da renda real) e a utilização de instrumentos adequados e informações
abrangentes na concessão e gerenciamento do risco de crédito.