Um estudo da Serasa, maior empresa de informações e análises
econômico-financeiras para negócios da América Latina, em todo o território
nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados por protestos
(pessoas físicas e jurídicas) apresentaram nova alta no país.
No acumulado janeiro a setembro de 2001, comparado com o mesmo período do ano
passado, o aumento no volume de protestos em geral – pessoas físicas e
jurídicas – foi 35,3%. No total, foram 5,5 milhões de protestos nos nove
primeiros meses deste ano, contra 4,1 milhões entre janeiro a setembro de
2000.
A elevação registrada para os títulos de pessoa física foi de 86,4%, no período
de janeiro a setembro 2001/2000, e o de pessoa jurídica foi de 12,7%. Segundo o
estudo da Serasa, os títulos de pessoas físicas totalizaram 2,3 milhões e os de
Pessoas Jurídicas, 3,2 milhões, nos nove meses de 2001, contra 1,2 milhão e 2,8
milhões, respectivamente, no mesmo período de 2000.
Cabe destacar que a expressiva variação nos protestos decorre da sobrecarga de
títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente
cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora estão sendo levados pelos
credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência,
apenas no Estado de São Paulo. Por conta disso, ocorre uma distorção na base de
comparação e os protestos de pessoas físicas não correspondem à inadimplência
de forma pontual.
Sem computar estes protestos de pessoas físicas feitos no Estado de São Paulo,
a evolução no restante do País atingiu 18,5% no período de janeiro a setembro
de 2001, em relação ao mesmo período de 2000. O total de títulos protestados,
de pessoas físicas e jurídicas, mostrou um aumento de 12% na comparação dos
nove primeiros meses de 2001 com o mesmo período em 2000, também sem computar
os números de São Paulo e que, de acordo com a Serasa, melhor quantifica a
inadimplência nacional.
Apesar da inadimplência em 2001 ser crescente em relação ao ano passado, esta
ainda é ligeiramente inferior ao patamar verificado nos primeiros nove meses de
1999, quando houve a mudança do regime cambial. A situação atual da
inadimplência exige um monitoramento constante e a utilização de instrumentos
adequados e informações abrangentes para as decisões de crédito. Essa conduta
que deve ser reforçada com a proximidade do Dia das Crianças e das festas de
final de ano
INDICADORES DE INSOLVÊNCIA
O volume de falências requeridas caiu 11,2% no comparativo de janeiro a
setembro 2001/2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 10 mil falências neste
ano ante 11,3 mil nos nove primeiros meses do ano passado. Entre os mesmos
períodos, as falências decretadas caíram 12%, totalizando 3,5 mil.
De acordo com o levantamento da Serasa, o número de concordatas requeridas
acumulado nos nove meses deste ano cresceu 48,9%, em relação ao mesmo período
de 2000. Na mesma comparação, as concordatas deferidas subiram 8,5%.