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Estudos de Inadimplência

Volume de títulos protestados no país cresce 31,2%, aponta pesquisa da Serasa

10/05/2001

Um estudo da Serasa, uma das maiores empresa de informações e análises econômico-financeiras para negócios do mundo, em todo o território nacional, revela que o volume total de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas) registrou nova alta em maio de 2001, comparado com o mesmo mês do ano passado. Já falências requeridas e decretadas voltaram a apresentaram queda no mesmo período.

Em maio de 2001, o aumento do volume de protestos em geral – pessoas físicas e jurídicas – foi 31,2%, representando 657,2 mil títulos protestados em maio, ante 501 mil registrados no mesmo mês do ano passado.

O aumento registrado para os títulos de pessoa jurídica no quinto mês de 2001 foi 35,7%, na comparação com maio de 2000, e o de pessoa física foi 21,5%. Segundo o estudo nacional da Serasa, a participação de pessoa física no total de títulos protestados de janeiro a maio registrou nova queda: 28,7% no acumulado de 2001, ante 30,3% no mesmo período do ano passado.

De acordo com o levantamento da Serasa, o volume de falências requeridas em maio caiu 17,7% na comparação com maio de 2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 1,13 mil falências em maio de 2001 ante 1,37 mil em maio de 2000.

O total de falências decretadas em maio de 2001 apresentou recuo, 15%, na comparação com o mesmo mês de 2000. Já o número de concordatas requeridas subiu 30,2% na comparação maio 2001 com 2000. O volume de concordatas deferidas caiu 17,1% no quinto mês do ano, comparado com igual mês de 2000.

Segundo a Serasa, o aumento dos títulos protestados nos primeiros cinco meses de 2001 tem três razões. A primeira se refere à atividade econômica, que vem seguindo em ritmo crescente desde o último trimestre de 2000, ou seja, a elevação do volume de transações implica em acréscimo na inadimplência, ainda que não na mesma proporção.

O segundo fator que contribuiu para o aumento da inadimplência foi a prática de maiores prazos de financiamento, sem a utilização de metodologia adequada na concessão de crédito. Este fator pode ser apontado como o principal causador da inadimplência.

A terceira razão se refere ao reflexo da elevação da inadimplência de pessoas físicas nas empresas. A inadimplência de pessoa jurídica, que apresentava queda desde maio/99 na comparação doze meses, em 2001 registra crescimento, tanto na relação com igual mês de 2000, quanto entre os cinco primeiros meses do ano. Na comparação mensal, maio sobre abril, a inadimplência das empresas subiu ligeiramente.

OBS.: Os números apresentados no estudo nacional são estimativas

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