Emoção, afeto e razão

 
 


A relação humana deve ser aprofundada na emoção e, atualmente, as pessoas têm mais dificuldades para chegar próximas umas das outras. Estamos cada vez mais individualistas e, conseqüentemente, cada vez mais doentes. Há uma série de patologias que não se consegue explicar: não há um micróbio, uma bactéria. O que há é uma vida sem afeto, sem sentido.

Para mudar isso, não existe uma fórmula a ser seguida. Mas, definitivamente, precisamos buscar mais emoção. Culturalmente, sentimos vergonha de nos emocionar em público. Concebemos esses fatos como desequilíbrios.

Quando a pessoa tem consciência de si, é porque teve a percepção do outro.

Precisamos sentir e valorizar um sorriso, um abraço, um elogio. Esquecemo-nos de que trabalhamos ao lado de pessoas. Ficamos ali por horas como se só existissem máquinas ao redor. Precisamos humanizar os ambientes de trabalho, ou seja, nos relacionarmos, sentirmos.

Um bom exemplo dessa necessidade é uma experiência realizada com pacientes terminais que foram levados para uma espécie de asilo, no qual o único tratamento era o afeto, o toque, o carinho. O resultado dessa experiência foi que muitos que estavam ali para viver apenas algumas horas viveram anos.

Os médicos de hoje são muito mecanicistas. Eles estão preocupados com a causa da doença, importando-se apenas com o bioquímico, como se ele existisse isoladamente. A partir do instante em que o homem tem consciência de si, é porque ele teve a percepção do outro. E o outro não é o chato que incomoda, mas o que me constitui, o que dá significado à vida.

Quando você sorri muito para uma criança, está estimulando zonas neurológicas de alegria. É fundamental fazermos para as pessoas que estão do nosso lado o que elas gostam, mexermos com suas emoções positivas. E devemos fazer isso com nós mesmos. Por isso, procurem a cada instante, aquilo que lhes agrada. Pode ser uma flor, um livro ou qualquer outra coisa simples da vida.

 

     
 
 
 
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