Quem proíbe, não educa

 
 


Quando nós só proibimos, nós reprimimos, não ensinamos, não educamos. Se damos uma ordem, ela precisa ser cumprida em um determinado prazo. É como numa empresa, os prazos validam as ordens. É necessário que haja coerência na educação. Todas as pessoas que lidam nossos filhos devem ter a mesma conduta que nós, os pais.

A educação, hoje, não é mais presencial. É uma educação de delegação para aqueles que estão com nossos filhos. As crianças são ávidas por receber dos adultos coisas importantes, aprendizados. Se nós não respeitamos o limite psicológico atingimos o físico. As crianças, mesmo sem ensinar, sabem dessas coisas. Limites são naturais como se fossem a pele do corpo.

O nosso comportamento precisa ter uma fronteira que deixe claro até onde se pode ir. E quando alguém ultrapassa esse limite? Como se quebra isso? Nós usamos determinados recursos quando queremos que alguém faça determinada coisa ou aja de determinada forma e isto não acontece. A birra é uma transgressão da ordem. A criança faz birra porque transgredimos a biologia. Quando nós, pais, comprarmos, um brinquedo para nosso filho, ele deverá carregá-lo, pois, se ficar com as mãos vazias, pedirá outro. Se deixarmos, ele quererá sempre outro. E se não dermos mais, ele vai fazer birra querendo mais.

 

     
 
 
 
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